Resenha - David Johansen (Chicago B.L.U.E.S, Manhatten, 24/09/2000)

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Por Márcio Ribeiro
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Data: 21 de setembro de 2000

Ele está de volta. É David Johansen, novamente no palco. Nos últimos anos, quando se apresentou ao vivo, geralmente se viu seu alter ego Buster Pointdexter, um crooner para happy hour de barzinhos e personagem de comédias de cinema B. Hoje, novamente, tivemos aquele roqueiro tão conhecido que, ao lado de Johnny Thunders, criou os New York Dolls e marcou os adolescentes que criariam o movimento punk.

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Johansen, incrivelmente esbelto e com boa aparência, apesar de seu tão conhecido costume de abusar da saúde, vestia-se de modo simples, com uma calça jeans relativamente nova e uma camiseta que dizia “Village 73 - Warranted To Excel The Standard” - a qual atraiu alguns aplausos assim que pode ser lida, após tirar sua jaqueta jeans. Ao seu lado, estava o quinteto liderado por David Keyes e sua banda. A noite foi dividida em dois sets, praticamente dois shows, já que o segundo set foi com outro repertório. Ou como disse o próprio Johansen, "o segundo show será totalmente diferente deste, bem melhor. Vamos só descansar um pouco, molhar a garganta, tomar umas coca-colas e já estaremos de volta."

Brincadeiras a parte, David mostrou que está muito bem tanto como cantor como personalidade à frente de uma banda. Desfilou um repertório que cobriu diversos momentos de sua carreira, e influências em sua música. Material que vem desde seus tempos com os NY Dolls, como "Bad Girl," "Private World" e "Looking For A Kiss", que até incluiu a frase introdutória - When I say I'm in love, I mean love, L U V, - material de seus discos solos, como "Rollin' Job," "The Stinkin' Rich", e clássicos do blues que influenciaram todos nós, como "Rocket 88," "Come On In My Kitchen" e "Sittin' On Top Of The World", entre outros. Todas executadas com perfeição. Johansen também cantou algumas coisas dos sixties, como um medley dos Animals que juntou "We Gotta Get Out Of This Place" e "It's My Life", cuja letra lhe caiu muito bem, e assim fechou o primeiro show. Outro medley ao final do segundo show incluiu trechos de "Ticket To Ride", dos Beatles, "The Last Time", dos Rolling Stones e "Like A Rollin' Stone", de Bob Dylan.

Johansen também mostrou bastante da sua intimidade com a gaita, trazendo um kit com diversas afinações diferentes e utilizando-as de acordo com cada canção. Destaque para seus solos em "Pills," "Rope (The Let Go Song)" e o reggae "Rollin' Job". Do material de seu último disco, "David Johansen & The Harry Smiths", somente uma canção, a "Don't Start Me Talkin'". Conversando depois, entre sets, Johansen mostrou satisfação em saber que o Whiplash! mandou alguém cobrir o seu show e que não descarta tocar no Brasil se houver algum empresário interessado em contratá-lo. Adianta que no próximo dia 2 de dezembro ele estará com sua banda, The Harry Smiths, apresentando-se no Bottom Line. Estaremos lá também.

David Johansen - Live at Chicago BLUES

Primeiro show
Rocket 88 (Johnson)
Looking For A Kiss (Johansen/Thunders)
Funky But Chic (Johansen/Sylvian)
Pills (Bo Diddley)
I'm In Love Again
Birdnest on the Ground
I Want To Be Yer Man - Nada a ver com Beatles
Frenchette (Johansen/Sylvian)
Rope (The Let Go Song) (Johansen)
Stranded In The Jungle (Johansen/Smith)
The Stinkin' Rich
The Killing Field (Howlin' Wolf)
Medley:
We Gotta Get Out Of This Place (Burdon)
It's My Life (Burdon)

Segundo show
Heart of Gold
Private World
She Knew She Was Fallen in Love (Johansen/Sylvian)
Bad Girl
Sittin' On Top Of The World (Howlin' Wolf)
You Don't Have To
Rollin' Job
In My Own Time
I'll Tell Her I'll Always Be There
Don't Start Me Talking (Williamson)
Come On In My Kitchen (Robert Johnson)

medley:
Let's Just Dance
Ticket To Ride (Lennon-McCatney )
The Last Time (Jagger-Richards)
Just Like A Rollin' Stone (Bob Dylan)

Bis:
Protect Me From The Cold

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Sobre Márcio Ribeiro

Nascido no ano do rato. Era o inicio dos anos sessenta e quem tirou jovens como ele do eixo samba e bossa nova foi Roberto Carlos. O nosso Elvis levou o rock nacional à televisão abrindo as portas para um estilo musical estrangeiro em um país ufanista, prepotente e que acabaria tomado por um golpe militar. Com oito anos, já era maluco por Monkees, Beatles, Archies e temas de desenhos animados em geral. Hoje evita açúcar no seu rock embora clássicos sempre sejam clássicos.

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