O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Por Bruce William
Postado em 17 de janeiro de 2026
Vídeo do canal CortesCrimson mostra trecho de uma Live de Regis Tadeu onde um internauta pergunta para o jornalista o que ele acha da discografia do Pholhas. "Bem legal", diz Regis, que, no embalo, comenta aquela safra setentista de artistas brasileiros que gravavam em inglês e, muitas vezes, eram vendidos como "gringos" no mercado daqui.
No mesmo trecho, ele cita que "tinha gente boa naquela fase", lembrando nomes como Mark Davis (Fábio Júnior) e Dave Maclean. E quando volta ao Pholhas, Regis crava qual é o favorito dele: "O meu disco favorito do Pholhas é o único que eles aparecem cantando em português, que é um disco de hard rock pesado", se referindo ao álbum homônimo lançado pela banda em 1977.
A própria banda conta que, no início daquele ano de 1977, o tecladista Hélio Santisteban saiu e entrou Marinho Testoni (ex–Casa das Máquinas). Em seguida eles lançaram o LP homônimo "Pholhas", com a mudança mais óbvia: letras em português, marcando uma virada em relação ao que o grupo vinha fazendo.

O Dicionário Cravo Albin reforça esse ponto e registra o álbum como o primeiro do grupo cantado em português, além de listar faixas como "Panorama", "Imigrantes", "Somente Rock'n'roll" e "Luzes, Câmeras, Ação" (entre outras).
Já o texto do Toque Musicall ajuda a explicar por que esse disco costuma gerar discussão de "rótulo": ele é frequentemente colocado na conta do rock progressivo, mas, em termos de sonoridade, a leitura ali é de um caminho mais "rock" (com pitadas progressivas), e com uma pegada que puxa para o que muita gente chamaria de hard prog.
Esse mesmo relato observa que a mudança de rumo não foi exatamente boa para o lado comercial: o disco não vendeu tanto, teria espantado parte do público mais "romântico" associado ao grupo, e acabou ficando meio esquecido fora do círculo de quem procura rock com mais peso - o que ajuda a entender por que ele virou uma espécie de "achado" para parte dos ouvintes.
O elogio do Regis funciona menos como "polêmica de rótulo" e mais como um holofote num ponto fora da curva da discografia: um disco em português, com mudança de formação e um som que muita gente ouve como mais pesado do que a imagem de uma banda cheia de baladas românticas que ficou colada no nome Pholhas por causa de outras fases.

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