Identidade e resistência: O punk rock ainda vive e incomoda o sistema
Por Lucas Monteiro
Postado em 11 de outubro de 2025
O rock and roll e seus diversos subgêneros, desenvolvidos ao longo dos anos, tiveram grande permeabilidade entre os jovens. O punk rock merece destaque nesse contexto, pois se consolidou como um estilo musical rebelde, representando uma forma de resistência aos padrões sociais. Nos anos 70 e 80, o movimento punk articulou música e ativismo político de maneira distinta dos movimentos musicais anteriores. Ainda que a cena tenha se arrefecido em algumas partes do mundo, a cena do sudeste asiático é uma exceção, e se faz como um importante expoente do punk rock contemporâneo e da rebeldia musical.
O documentário "Punk Rock vs Sharia Law" (2019), da VICE Asia, mostra como músicos e fãs enfrentam perseguição política na Indonésia, onde o governo de algumas localidades é influenciado por um fundamentalismo religioso muçulmano radical. Jovens que se afastam da norma e veem no punk rock parte de sua identidade cultural podem sofrer restrições civis, prisão e serem enviados a campos de reeducação social. As cenas registradas revelam as dificuldades de jovens que vivem envoltos em pobreza e violência. O documentário de F. V. Silva, disponível no canal Aetia, também traz detalhes importantes sobre esta cena punk, destacando bandas relevantes e explicando de forma didática seu desenvolvimento e as conexões políticas e sociais envolvidas.
A situação precária desses jovens encontra no punk rock um refúgio e uma forma de resistência contra as rígidas normas políticas e culturais de um país marcado por graves problemas econômicos e sociais. Embora a música não seja capaz de derrubar um governo, ela tem o poder de unir as pessoas em torno de uma mesma ideia, motivando esses jovens a se organizarem socialmente e a lutarem por melhores condições de vida. A cena punk rock do sudeste asiático vai além da música e representa a esperança de pessoas que sonham em viver sem que seu estilo de vida seja criminalizado.
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