Metaleiro é realmente afobado demais em suas opiniões?

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Por Rodrigo Contrera
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Tem metaleiro aqui de todos os tipos. Tem também roqueiro, que é algo diferente. Até pela abordagem do tema musical, a forma com que os metaleiros compreendem sua paixão parece bem diferente. Os roqueiros geralmente entendem mais da história do gênero rock. Metaleiro muitas vezes é bitolado em suas bandas, em alguns assuntos, e não liga muito para os subgêneros (sei que estou generalizando).

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Mas me pergunto se metaleiro costuma ser afobado demais, quase sempre, em suas opiniões. Reparo nisso nos comentários, em que os sujeitos gostam ou desgostam sem opinar muito a respeito disso. Ou seja, pegam pesado e deixam para lá. Como se determinados assuntos nem merecessem argumentação.

Pegue-se por exemplo a questão de ser fã de uma banda ou outra. O sujeito que é metaleiro carrega sua paixão para lá ou para cá, mas dificilmente argumenta quanto a porquê gosta de determinada banda ou desgosta de outra. Diz que quem gosta de GNR é isso ou aquilo, e tudo certo. Comenta detalhes da própria banda de preferência, mas dificilmente se mete a pensar ou a questionar o porquê disso tudo.

Quando aparece um gênero diferente, por exemplo, simplesmente rotula disso ou daquilo e pronto, já fez a sua parte. Não lhe interessa em geral pesquisar sobre o gênero que não lhe cai bem, e entender em que medida esse gênero mereceria alguma atenção. Pega os glams e pronto, diz que é viadagem. Pega os roqueiros do hard rock ou do hard punk e sintetiza, dizendo que não fazem parte de sua turma. Não tem muito escrúpulo em rotular ou mesmo em espinafrar. Torce o nariz ou gosta, mas não se preocupa em entender.

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Será isso mesmo comum? Será que metaleiro é mais limitado em termos musicais em parte por causa disso? Por causa de sua escolhida estreiteza mental? Ou seja, será que metaleiro está mesmo condenado a se considerar um escolhido ou um maldito, e em sequer considerar os gostos alheios com maior deferência? Será que é coisa de idade? Não sei. Mas gostaria de colocar essa provocação aqui, para vocês.

Tenho reparado nisso ao ampliar os meus gostos, ao ouvir coisas que antigamente odiava, a ampliar meu repertório musical, e ao reparar por que é que os metaleiros afinal parecem ser tão relegados a um segundo plano, entre músicos de maior amplitude. Devo dizer que tenho aprendido muito nessa abordagem.

Grande abraço.




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Sobre Rodrigo Contrera

Rodrigo Contrera, 48 anos, separado, é jornalista, estudioso de política, Filosofia, rock e religião, sendo formado em Jornalismo, Filosofia e com pós (sem defesa de tese) em Ciência Política. Nasceu no Chile, viu o golpe de 1973, começou a gostar realmente de rock e de heavy metal com o Iron Maiden, e hoje tem um gosto bastante eclético e mutante. Gosta mais de ouvir do que de falar, mas escreve muito - para se comunicar. A maioria dos seus textos no Whiplash são convites disfarçados para ler as histórias de outros fãs, assim como para ter acesso a viagens internas nesse universo chamado rock. Gosta muito ainda do Iron Maiden, mas suas preferências são o rock instrumental, o Motörhead, e coisas velhas-novas. Tem autorização do filho do Lemmy para "tocar" uma peça com base em sua autobiografia, e está aos poucos levando o projeto adiante.

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