Metallica e Lady Gaga: Para quebrar a República da Geração Mimimi

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Por Daniel Junior, Fonte: PipocaTV
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Nada vai doer mais no coração (e no resto do corpo) da geração dos reclamãos do que ver o Metallica e a diva do século XXI fazendo o mesmo disco ou estando no mesmo palco.

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Tudo que o Metallica não "pode" fazer é sugerir uma nova parceria, especialmente se esse conluio convidar alguém que - em tese - não pertence ao mesmo ambiente. Não sei dizer, sistematicamente, se a performance de Lady Gaga junto a banda cantando "Moth Into Flame" foi um primor, mas no mínimo corajosa.

Em 2012, quando Gene Simmons disse que a sra. Gaga era o que havia de mais rock and roll, transformando-o numa estrela de um riscado que sua banda conhece bem, muita gente não entendeu e também teve muita gente que não quis entender, o que é bem diferente, por mais óbvio que pareça.

O que parece tão óbvio quanto as sentenças acima é que parte do rock - sem generalizar para não cair nas mãos impiedosas dos especialistas em comentários - virou um politicamente correto bunda suja, que não fascina fora de campo e que faz os jogos apenas para ver a plateia gritar gol. O rock and roll sempre foi mais do que cantar hits e ir embora para o backstage para dar entrevistas corretas e cheias de colaborações dos assessores de imprensa.

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Transgressor, controverso, cheio de delay e longe de querer compreender ou ser compreendido, o rock and roll não quer o sorriso da imprensa (só pra falar bem do disco) e nem a boa vontade de quem se relaciona com ele. Ele sempre quis sexo,drogas e muito dinheiro. Quando uma banda como Metallica se "arrisca" junto aos puristas e pega ali o subversivo e o underground mais mainstream da história do rock, Lou Reed e lança sob o olhar estupefato da plateia, o manicômio de ideias chamado "Lulu", tava "andando" para opinião pública. A banda já havia conquistado a liberdade de fazer o que queria porque o que pingava na conta continuava a ser da espessura da dignidade que a banda resolveu escancarar em Some Kind of Monster, o documentário.

Não, eu não acho que a banda irá se juntar a cantora pop e integrá-la à banda. Isso envolveria problemas burocráticos do tamanho que Black Sabbath e o senhor Bill Ward enfrentaram desde aquele 11.11.11, mas a ideia é jogar isso na imprensa e esperar - novamente - as bocas decretarem de maneira profética o quanto a banda "já acabou e ninguém enterrou", como eu li em algum campo de sabedoria reservado aos professores de como funciona o show business.

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Assim, como enterraram com pá e remédio para emagrecer, a carreira de Axl (Rose) e uma suposta reunião. Cover de si mesmo na banda que ele preferiu continuar chamando de Guns N' Roses, William foi lá se juntou aos seus velhos amigos (velho clichê também), assinou uns papeizinhos que dividiam algumas fortunas - menos com outros amiguinhos que não aceitaram as regras do jogo - tá metendo uma turnê e ganhando uns cascalhos e para deixar mais gente com raiva: foi lá e mitou com o AC/DC, uma banda até mais importante do que o próprio GNR na história do rock.

Então, sugiro: não caiamos na velha armadilha de cobrarmos que nossos ídolos sejam rock and roll e ao mesmo tempo indiquemos nossas fraquezas quando eles propõem mais uma vez "quebrar tudo" trazendo o inusitado para o palco. Da criatividade de grandes artistas (alguém duvida que Gaga tem o DNA para ser o que dizem que ela é?), podemos ter o resultado de ótimas canções e turnês insanas, no bom sentido da maluquice que poderia nos proporcionar uma das figuras mais carismáticas dos últimos tempos, com a banda que carimba, a ferro e o fogo, a bandeira do rock and roll lá no alto do mastro. Até se der errado, já deu certo.




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Sobre Daniel Junior

Daniel Junior era blogueiro do Diário do Pierrot e do site The Crow (especializado em cinema). Colaborava com o site Seriemaníacos (sobre séries de TV) e com o blog Minuto HM. Começou seu amor pelo rock por causa do Kiss e do Black Sabbath até conhecer outras bandas pelas quais nutriria paixão e admiração como Metallica, Rush, Dream Theater, Faith No More e tantas outras. Daniel faleceu em 2017 e definitivamente fará falta.

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