Headbangers: intolerantes à mudanças?
Por Henrique Figueiredo
Postado em 02 de dezembro de 2016
O Heavy Metal é, sem sombra de dúvidas, repleto de curiosidades. A fidelidade dos fãs ao gênero e à suas bandas prediletas é um fato digno da atenção e até mesmo admiração dos adeptos de outros estilos. Afinal, salvo algumas exceções, é um estilo em que os fãs não vivem de "hits de verão".
Em contrapartida, outro fato observado no meio dos ouvintes da música pesada é a resistência às mudanças sofridas pelas bandas. Não é raro ouvirmos em rodas de amigos aquele conhecido dizer que é fã do Mayhem, "mas apenas do verdadeiro Mayhem. Aquele, do começo". Ou ainda, encontramos aquele saudosista que curte "apenas o Helloween dos dois primeiros álbuns. Depois eles ficaram muito comerciais". A fidelidade mencionada anteriormente mostra-se exigente, repleta de condições. A mudança, então, é tratada como traição.
Fato é que, com o passar do tempo, as bandas passam por mudanças, seja a maturidade (tanto a musical quanto a relacionada com a faixa etária), a troca de integrantes ou o simples desejo de experimentar. Tudo isso interfere no som da banda. Alguns encaram tudo isso como uma evolução, uma consequência natural do passar do tempo, tentando assimilar e compreender essas mudanças em suas bandas favoritas. Outros (a maioria?) não aceitam e as reações são as mais diversas possíveis, sobretudo na internet: dos comentários carregados de ódio e críticas aos "textões" nas redes sociais, nem sempre bem pensados por aqueles que foram "traídos". Na maioria das vezes, atitudes carregadas de imaturidade diante daquilo que desagrada por ser diferente.
Isso não significa que devemos defender ou gostar de álbuns ruins. Muito pelo contrário! Ruim é uma coisa, diferente é outra. Seus ídolos resolveram experimentar novos rumos musicais? Isso é uma atitude que merece uma análise e se mostra, em diversos casos, bem-vinda, enriquecedora.
Ao manter a mente fechada, alguns metalheads conseguem dizer, em uma mesma conversa, que não gostaram, por exemplo, do novo disco do Hammerfall, "por que eles soam diferente dos álbuns anteriores" e que não gostam do Stratovarius, "por que soam sempre iguais em todos os cds". Incoerência que, creio eu, todos já presenciamos (ou até mesmo protagonizamos).
Mudar é uma necessidade básica do ser humano. Mudamos de opinião, de gostos, de objetivos... Nada mais natural que as bandas mudem, agreguem novos conceitos ao seu som, flertem com outros estilos e trilhem novos caminhos. O que não deve ser encarado como natural é a nossa recusa em aceitar ou compreender essas mudanças. Ouvir sem medo. Agir com maturidade diante do que é novo. E quando for lançado o novo álbum do Kreator, do Therion, do Saxon, enfim, e você o considerar ruim, que o seu argumento não seja: "soa diferente". Faça de abrir a mente parte da sua rotina true!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Abbath encerra show após meia música em festival finlandês
A música do Titãs com Andreas Kisser na guitarra e Iggor Cavalera na bateria
As 50 melhores músicas do Queen, segundo a Classic Rock
As 10 melhores e mais influentes capas do rock, segundo a Ultimate Classic Rock
Spotify revela qual foi o clássico do rock mais ouvido no mundo durante o eclipse solar
Jim Root justifica postagem feita após rumores da demissão de Sid Wilson do Slipknot
Regis Tadeu explica por que Blackmore voltou ao palco com o Deep Purple após 33 anos
Regis Tadeu explica morte dos Mamonas Assassinas: "Imprensa não contou"
13 bandas de death metal que o primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
Agora é oficial: Slipknot anuncia demissão de Sid Wilson
Viúva de Neil Peart enviou mensagem de apoio a Anika Nilles após sua entrada no Rush
As 4 melhores músicas de 1986, segundo Robert Smith, vocalista do The Cure
Geddy Lee fala sobre importância de ainda cantar as músicas do Rush nos tons originais
As 10 melhores músicas do Alice in Chains, segundo a Metal Hammer
5 clássicos do rock nacional cujas letras envelheceram mal




A difícil arte de escolher os melhores discos de Heavy Metal
Por que o heavy metal segue relevante após mais de cinco décadas?
As emoções que uma música desperta merecem mais atenção que qualquer crítico ou "influencer"
As bandas de heavy metal nem sempre farão a mesma coisa (e isso não é ruim)
Janick Gers: descartável ou essencial ao Iron Maiden?


