Guitarra: Como criar bons riffs
Por Herick Sales
Fonte: Herick Sales Guitar
Postado em 18 de novembro de 2015
"Um riff é uma progressão de acordes, intervalos ou notas musicais, que são repetidas no contexto de uma música, formando a base ou acompanhamento. Riffs, geralmente, formam a base harmônica de músicas de jazz, blues e rock." Fonte: wikipedia
Que me desculpem os moderninhos, mas não se faz mais tantos riffs bons quanto antigamente. Vejo por muitas vezes, bandas batalhando quantidade de notas, saltos e técnicas, num mesmo compasso, com rítmica reta, e sem uma marca registrada, sem algo que grude em sua mente. Dia desses, ouvi uma banda de grande sucesso da garotada hoje em dia ( não citarei nomes ), e ouvi uma puta agressividade, mas com um riff que não grudou. Simplesmente, ao fim da música, se tocasse novamente, eu não saberia dizer que música era. E quando não é assim, ocorre aquela sensação ruim deja vu, de que você já ouviu aquilo antes, e não foi uma vez só, e sem aquela característica própria na pegada e no timbre. Certa vez, quando questionado se ouvia metal atual, Tonny Iommi disse que não, pois era chato ouvir algo, que ele já tinha feito muito parecido antes. Presunçoso? Talvez, mas com certeza ele não está errado. Um riff possue característica marcante que te leva junto com a música, e não interessa ao ouvinte, se você está usando 789 notas, tappings, ou o cassete a quatro. Certa vez João Castilho disse em seu livro "Estudando Improvisação", que muitos músicos se prendem apenas ao contexto harmônico, e não levam em conta o ritmo. Você pode usar a mesma sequência harmônica para tocar um rock, ou um funk, mas seus improvisos precisam se valer de cada linguagem. Com os riffs, a mesma coisa: muitos se preocupam somente com dissonâncias, velocidade, quantidade de notas, e não dão atenção suficiente ao ritmo, ao groove, e até mesmo a pausas. Muitos falam do riff de "Smoke on the Water" ou o de "(I Can’t Get No) Satisfaction", que são em demasia simples, porém, você seria capaz de ter feito um riff tão marcante, que figurasse como histórico? Ou até mesmo rápido e cheio de notas como o de "Master of Puppetes" , mas em que cada nota está no seu devido tempo e lugar? Seria capaz de compor um riff soturno, pesado, e simples, como o de "Refuse/Resist"? Há uma magia em compor riffs que leva a música pra frente, embala a própria, e quando bem costurada, gruda na mente do ouvinte. Gosto de Dream Theater, mas quem nunca ouviu milhares de riffs bons numa música só deles, que mal tiveram tempo de sobreviver antes de ser trocado? O riff, seja lá se é feito com single notes, power acordes, ghost notes, ou uma nota, precisa ter vida, e fazer quem te ouve vibrar e servir de alimento para sua canção, favorecendo quem sabe, para que ela se torne especial para alguém além de você e seu ego, como esses caras abaixo, fizeram com maestria.
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