Bandas independentes: não há atalhos, é preciso correr atrás
Por Fernando Moraes
Postado em 17 de julho de 2015
É chato insistir nisso, mas é a realidade: o espaço que se dá a covers e tributos é por uma questão mercadológica. As casas contratam bandas deste gênero porque atraem maior público e assim entra mais grana no caixa. E muitos músicos se propõem a fazer covers, pois ganham dinheiro para sustentar suas famílias com isso.
E é assim porque quem frequenta estas casas não quer saber de novidade, mas sim o que já está acostumado a ouvir. Eles têm este direito e não há nenhum demérito nisso. Discutir se o brasileiro precisa consumir outras formas culturais mais plurais já são outros quinhentos, que certamente tratarei em artigos posteriores.
Eu mesmo já participei de vários festivais com artistas autorais cujo público era formado por integrantes das outras bandas que iriam participar. Mas não dá pra dizer que falta espaço para tocar, pois há muitos eventos em vários lugares do país – ainda que a maioria sem cachê ou duvidosos, diga-se. Como destaquei em outros artigos, vários grupos têm botado fermento na cena, que só cresce. E numa dessas duas ou mais bandas estouram. E por outro lado, quem realmente está afim pode reivindicar seu espaço, indo atrás de oportunidades, tocando até em estação do metrô e transformar isso em um grande e inusitado evento.
Repito, não é preciso criar uma guerra entre covers, tributos e autorais, como às vezes vejo. Acredito que haja espaço para todo mundo.
O fato de haver uma seção no Whiplash.net sobre bandas autorais é um indício de que estamos no caminho. Infelizmente, talvez o que não haja ainda seja público para todos. Por isso nós, músicos autorais, temos que batalhar por nós mesmos, sempre com respeito ao digno trabalho dos outros.
Mas esta é minha visão. E você, sabe dizer se realmente há espaço para todo mundo?
Mais sugestões? [email protected]
Sigam-me no Twitter: @fermoraes
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
O melhor cantor do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
"Um baita de um babaca"; o guitarrista com quem Eddie Van Halen odiou trabalhar
O melhor disco de thrash metal de cada ano da década de 90, segundo o Loudwire
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A melhor música de cada disco do Megadeth, de acordo com o Loudwire
Agenda mais leve do Iron Maiden permitiu a criação do Smith/Kotzen, diz Adrian Smith
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A banda punk que Billy Corgan disse ser "maior que os Ramones"
O ex-integrante do Megadeth com quem Dave Mustaine gostaria de ter mantido contato
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
A importância do jogador de futebol Kaká para os evangélicos, segundo Rodolfo
Os guitarristas mais influentes de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
O mais roqueiro dos Beatles segundo Marianne Faithfull
O hit dos Titãs composto por Nando Reis que Renato Russo não entendeu e achou ofensivo
As duas ocasiões que destinos de Humberto Gessinger e Dinho dos Mamonas se cruzaram


Será que todo fã é um idiota? Quando a crítica ignora quem sustenta a música
Desmistificando algumas "verdades absolutas" sobre o Dream Theater - que não são tão verdadeiras
A farsa da falta de público: por que a indústria musical insiste em abandonar o Nordeste
A nostalgia está à venda… mas quem está comprando? Muita gente, ao menos no Brasil
Afinal o rock morreu?
Será mesmo que Max Cavalera está "patinando no Roots"?
Lojas de Discos: a desgraça e o calvário de se trabalhar em uma
Avenged Sevenfold: desmistificando o ódio pela banda



