Roqueiros são "chatos pra caralho"
Por Mário Liz
Postado em 18 de março de 2014
Todo roqueiro é chato "pra caralho"! E são tão chatos que muitos já irão contestar o fato de eu ter escrito roqueiro com "QU" ao invés de "CK". Mas, sabe... faz parte. A teimosia é um traço marcante de quem defende aquilo que acredita.
Muitos roqueiros são tão chatos que beiram a intolerância. Menosprezam outros estilos musicais, ofendem artistas e fãs, fecham a cara para o mundo e tornam-se uma tribo xiita. E isto é 100% errado? A resposta é NÃO. O planeta Terra, infelizmente, não é dos roqueiros. Principalmente nós, os pobres roqueiros sul-americanos. São pouquíssimos lugares destinados ao nosso bom-gosto, e, além do mais, sempre que resolvemos colocar nossa música em uma balada "de todas as tribos", o público franze a testa. É como quando colocamos Iron Maiden na trilha sonora de um churrasco, Black Sabbath em um baile de debutante ou simplesmente qualquer gênero de rock para ouvirmos durante um almoço em família. Quem nunca ouviu um: "Abaixa esse som, moleque! Não se pode nem comer em paz nessa casa!". Como se fosse possível engolir qualquer comida ao som do vizinho, que tasca "Tiaguinho" no talo na hora do almoço e transforma qualquer refeição em um mar de azia. Só que pagode pode, não é? Brasileiro tem os ouvidos (ou as "zoreias", como dizem na minha terra) sensíveis a pedais duplos e há tolerância somente para meia-lua, reco-reco, pandeiro e "pancadões".
Depois disso vem o papo "de capeta": o diabo é o pai do rock e as músicas quando não falam do tinhoso, tematizam sobre drogas. E daí? Por acaso Jesus está em um "bate-coxa-sertanejo-universitário"? Por acaso não rola droguinhas nesse e em outros tipos de festa? Então o cara banca o mauricinho, finge um rostinho de bom moço e isto já o afasta de todos os rótulos? É muita hipocrisia a solta no sistema solar! E o pior: muita ignorância e cegueira seletiva, pois muitas pessoas abrem os olhos e apontam o dedo exclusivamente ao que interessa, porém, jamais dão o braço a torcer quando o assunto são as qualidades do rock. Só para mencionar algumas: a poesia surreal e ácida de Jim Morrison, as aulas de história e literatura nas letras do Iron Maiden, a alma humana dissecada nas óperas-rock do Pink Floyd, a música clássica nas notas do Malmsteen e do Uli Jon Roth e etc.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
É por isso que não mandamos beijinho no ombro: no rock não se agita a bunda, se agita a cabeça... porque o som age no cérebro e não nos glúteos. E se isto é ser chato, então que aceitemos com gratidão o elogio de sermos "chatos pra caralho". É a nossa chatice que nos impede de comer a ração insossa que mídia empurra na goela da maioria. E é a nossa chatice que alimenta a imortalidade do rock.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Tony Iommi recusou gravar último álbum com o Black Sabbath original
A canção que Renato Russo escreveu e a Legião Urbana preferiu esconder do público
A música do Judas Priest que tem um dos solos "mais gloriosos" do metal, segundo Rob Halford
O momento que Duff McKagan considera um dos mais importantes da história do Guns N' Roses
Canal crava a tier list definitiva do Iron Maiden e joga um disco no fundo do poço
As dez melhores músicas de thrash lançadas entre 2000 e 2020, segundo a Metal Hammer
Por que o último show do Sepultura mudou do Pacaembu para uma casa menor?
A canção que Axl Rose gravou sob efeito de cogumelos e que deixou o Guns N' Roses furioso
Metal Hammer e Classic Rock ranqueiam discografia do Metallica do pior ao melhor
Os 3 artistas considerados "rock de tiozão" pelo baixista do Nirvana Krist Novoselic em 1992
Os dois guitarristas britânicos que dominaram o blues, segundo Slash
Regis Tadeu explica por que o Slipknot deve agradecer de joelhos a Eloy Casagrande
Quando Peter Criss percebeu que o Kiss estava deixando de ser uma banda de rock
"Não chego aos pés dele"; o guitarrista contemporâneo admirado por Jimmy Page
Malmsteen: Slash, Vai, Satriani e Wylde falam do guitarrista
A fabulosa música do Pink Floyd que David Gilmour jamais tocará ao vivo novamente
Regis Tadeu analisa a trajetória do RPM; "Da vergonha alheia ao vexame"

Onde vende a régua para medir se uma música é boa ou ruim?
Não gostar do "Black Album" é uma coisa, negar sua importância é outra
O heavy metal continua proporcionando momentos inesquecíveis
A difícil arte de escolher os melhores discos de Heavy Metal
Por que o heavy metal segue relevante após mais de cinco décadas?
Os Headbangers não praticantes
Rock, Pop, Jazz, Metallica, Lulu: Quando o radicalismo cega

