Black Sabbath: a essência Iommi e vocalistas à parte

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Por André Floyd, Fonte: Blog Free Four, Press-Release
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Recentemente o guitarrista da banda Black Label Society e ex da banda solo de Ozzy Osbourne, Zakk Wylde declarou não considerar a fase do vocalista Ronnie James Dio no Black Sabbath como sendo Black Sabbath, segundo ele "o som soa outra coisa, mas não como Sabbath", se referindo sobretudo ao álbum Heaven and Hell.

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Pois bem, adoro Ozzy e Dio, assim como admiro Zakk, mas,...

Se vou falar de Black Sabbath, devo me ater primeiramente ao que o define peculiarmente, ou seja, a sonoridade "sabática", e convenhamos, essa quem pontua é Mr. Tony Iommi.

E me refiro a quaisquer fases da banda, do primeiro com o nome da banda ao 13, incluindo o citado por Zakk Wylde.

Algumas ponderações:

A idéia citada pela banda de que a proposta inicial era fazer música de terror, uma vez que se as pessoas pagavam pra se assustar nos filmes, certamente iriam gostar de músicas que as assustassem, foi seguida à risca na minha opinião por Iommy em toda a carreira, e vale lembrar que ele é o único membro sempre presente na história do grupo.

Claro que Ozzy contribuiu demais para o clima lúgubre que a banda emanou e a remeteu ao sucesso, ele foi um pioneiro no marketing do "terror-musical", dotado de um carisma ímpar, que se exije para um frontman, fazia as impostações e gritos macabros que definiram os rumos do Black Sabbath.

Dio chegou no BS não menos "demoníaco", cantando músicas como a própria "Heaven and Hell", "Voodoo" "The Sign Of The Southern Cross", e ainda popularizou no meio a mão chifrada, símbolo do Heavy Metal até hoje.

Consideremos a supra citada "The Sign Of The Southern Cross" por exemplo: ela não parece Black Sabbath? Com aquele riff que nos dá vontade de apagar as luzes e acender umas velas?

Uma das coisas mais geniais de Tony Iommi é que ele consegue dar um enorme peso à música, sem ter que acelerá-la, o que observamos nessa música em questão.

Até mesmo na microfase com Ian Gillan, o Black Sabbath é bem Sabbath nos intróitos "Stonehenge" e "The Dark" que nos remetem a "Disturbing The Priest"(nome mais Black Sabbath, impossível) e "Zero The Hero" respectivamente.

E me arrisco a ir mais além: em Headless Cross, com o apedrejado vocalista Tony Martin, a música "When Death Calls"é uma obra prima no tocante à guitarra "Iommica", com trechos lento-pesados, e uma acelerada que dá o tom pauleira.

Enfim, onde existir Tony Iommi, existirá Black Sabbath.

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Sobre André Floyd

Amante e ouvinte constante de música. Editor do blog Confraria Floydstock.

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