Bola da Foca: a performance polêmica de Aquiles Priester

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Por Pedro Zambarda de Araújo, Fonte: Bola da Foca
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Se você é fã do baterista brasileiro Aquiles Priester, da banda Angra, da banda Hangar ou tem problemas com críticos, saiba que este é apenas mais um texto de opinião (portanto, não leve tão a sério). Comentarei sobre a performance do músico na seleção do novo batera para a banda de prog metal Dream Theater. Ele não foi selecionado. E quais foram os possíveis motivos? Não fiquem com raiva, ok?

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Primeira coisa que podemos notar no vídeo da Roadrunner Records (no fim deste post) é que Aquiles não fala fluente o inglês. Isso não é nada grave - e também não significa que ele não seja falante da língua estrangeira -, mas pode contar pontos contra na sintonia com a banda americana. Não acredito que a decisão do Dream Theater em excluí-lo da seleção tenha por base apenas isso, mas esse é um fator que dificulta a comunicação com os integrantes. Fica um clima diferente entre os membros, menos descontraídos, mais travados para tocar.

Outra coisa que salta aos olhos é o esforço que Aquiles fez praticando as músicas do DT. Isso conta pontos a favor no começo, com comentários deles elogiando o treino do profissional. No entanto, no final da performance de "Dance of Eternity", Aquiles Priester erra o tempo na bateria. Um descuido comum? Sem dúvida. Mas pode ter sido um problema justamente do excesso do treino e da tensão.

Mike Portnoy era um baterista tão preciso e rápido quanto Aquiles, mas sabia flexibilizar seu modo de guiar as baquetas, tornando-se um instrumentista eclético. Priester, pelo contrário, só tocou em bandas com similaridades com o Angra. Nunca se aventurou em um cover de Beatles bem feito. Nunca fez uma música mais psicodélica, como o Transatlantic.

Por fim, faltou espontaneidade na improvisação de Aquiles Priester. O exercício que Jordan Rudess do Dream Theater fez foi pontual: absorver uma melodia e devolver um ritmo agradável o mais rápido possível. Aquiles não deu uma resposta compatível durante a jam entre os instrumentos.

É muito triste saber que nosso baterista brasileiro não passou no teste do DT? É. Mas ainda não temos um batera com o nível de complexidade de Mike Portnoy conhecido no país. Aliás, há poucos músicos assim no mundo. Aquiles se equipara ao rival Ricardo Confessori, que está agora no Angra, e ao seu discípulo Eloy Casagrande, que toca com André Matos.

Ainda falta muito conhecimento para o baterista ao longo de sua carreira. E a velhice pode trazer um Aquiles diferente do que sabemos hoje em dia. É para esperar.

Assista aqui o vídeo até o tempo 4min25segs.

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Sobre Pedro Zambarda de Araújo

Nascido em 1989. Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, Pedro foi apresentado ao heavy metal através da banda Blind Guardian, em meados de 2004. Ouve e aprecia outros estilos do rock, como o punk, o indie e vertentes mais variadas. Gosta de assistir e cobrir shows.Toca muito mal guitarra, mas aprecia vários tipos de instrumentos musicais.

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