Dio diz que Aldrich faturou muito para sair
Por Thiago Coutinho
Fonte: Electric Basement
Postado em 05 de outubro de 2004
Em recente entrevista ao site Eletricbasement.com, conduzida pelo repórter Lee Graham, RONNIE JAMES DIO falou sobre a saída do guitarrista Doug Aldrich e afirmou o que todos já suspeitavam: sua saída do grupo deveu-se mais por dinheiro. Porém, o vocalista assegurou que a separação foi totalmente amigável. O mesmo, todavia, não foi dito sobre outro grande músico que passou pela banda Dio e que até hoje os fãs lembram-se, Vivian Campbel (atualmente cuidando das seis cordas do Def Lepard). Dio ressaltou que a separação não foi nada amigável e que restaram rusgas até hoje.
O vocalista disse ainda que o projeto beneficente "Hear ‘n Aid", que gerou um álbum em 1985, será finalmente lançado em CD. Dio ainda levará a cabo, em 2005, o projeto "Children of The Night", que auxilia jovens carentes e usuários de drogas nos Estados Unidos.
Confira os principais excertos da entrevista logo abaixo, ou clique aqui para o bate papo completo.
A saída de Doug Aldrich: "Doug saiu por uma boa causa. O tipo de música que o Whitesnake faz tem mais a ver com ele. Isso era o que Doug tocava no Lion, no Burning Rain e, agora, no Whitesnake. A música do Whitesnake é mais baseada no blues. E David Coverdale provavelmente lhe ofereceu muito dinheiro, tudo bem. Eu entendo. Doug é um ótimo guitarrista, é um ótimo sujeito também. Ele é confiável e honesto e somos amigos até hoje."
Mágica 2 e 3: "Minha intenção era gravar ‘Magica 2 e 3’. Seria apenas um álbum. Desta vez, começamos com isso na cabeça. Mas as coisas mudaram quando Jimmy saiu. Então, decidimos gravar um álbum propriamente dito. Mas ‘Magica’ ainda está nas nossas cabeças. A textura das músicas, porém, tornou-se mid-tempo e mais pesadas, um material bem doom. Isso se transformou, por exemplo, na música ‘Killing the Dragon’, uma música com esse tipo de impacto. Eu poderia ter continuado a fazê-lo sem Jimmy, mas ele seria lançado dois ou três meses mais tarde. E nós estávamos considerando a turnê, e já estávamos de acordo fechado com a Europa e o lançamento do novo álbum aconteceria na mesma época."
Vivian Campbel: "Eu ouvi coisas horríveis que ele disse a meu respeito na imprensa. Na vida, não tenho costume de jogar pedras no outros. Mas se esse é o caso dele, fazendo os comentários que fez, não quero ter mais nada a ver com este sujeito. Eu o vejo ocasionalmente, mas nunca mais será a mesma coisa."
A diferença entre "Killing the Dragon" e "Master of the Moon": "Acho que o ‘Killing the Dragon’ foi mais positivo, um pouco mais... Nós não fomos verdadeiros com a vida neste álbum. Mas este novo veio em uma época de extremo terrorismo, guerra, perigo global, dezenas e milhares de pessoas morrendo na África com o HIV. Sou uma pessoa que faz parte deste mundo. E essas coisas me afetam. Isso tudo se refletiu nas letras. Elas são mais reais. Como em "The Man Who Would Be King," "The End of the World," e "The Eyes". Se você prestar atenção nessas canções, verá que elas falam sobre este momento em particular que as pessoas estão passando. Especialmente a música "The Eyes". Ela fala sobre essa paranóia extrema, sobre pessoas perdendo sua privacidade ou mantendo seus segredos somente para si. Você tem scanners em sua íris e na ponta de seus dedos nos aeroportos."
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