Peter Gabriel vê concertos do Live 8 com ambiguidade

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Fonte: UOL Música
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Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - O músico Peter Gabriel dá todo apoio a Bob Geldof e seus concertos Live 8, que têm por objetivo conscientizar o público sobre o problema da pobreza, mas ele acha que, na corrida para garantir a participação dos maiores nomes do rock nos shows, os músicos africanos foram deixados de lado.

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Ex-astro do grupo Genesis, Peter Gabriel fará um show com artistas africanos em 2 de julho, coincidindo com os oito concertos principais organizados por Geldof em várias partes do mundo para pressionar os líderes mundiais a fazerem mais para combater a miséria, especialmente na África.

Geldof vem tendo que responder a críticas feitas na Grã-Bretanha de que teria deixado de incluir bandas africanas nos shows. Mesmo elogiando os aspectos positivos do Live 8, Peter Gabriel manifesta algumas reservas.

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"Falei com o 'presidente Bob', com detalhes, sobre a maneira como teríamos preferido fazer este trabalho", disse Gabriel à Reuters no domingo, fazendo referência jocosa a Bob Geldof.

"Ele acredita que artistas que não sejam conhecidos do público em regiões distantes do Ártico, da China ou de qualquer outro lugar de onde venham, não farão sucesso nos concertos. Compreendo sua posição, mas discordo.

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"Pedimos a benção de Bob para o concerto africano, e ele a deu. Foi parte de seu papel, como papa", brincou o músico, acrescentando: "Sou inteiramente a favor do que ele (Geldof) e o Live 8 querem fazer."

Artista que há anos defende e promove artistas internacionais menos conhecidos, Gabriel preferiria ver mais músicos africanos dividindo palcos em Londres, Filadélfia e outros locais onde haverá concertos do Live 8 com gente como U2, Madonna, Paul McCartney e Stevie Wonder.

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Mas ele afirmou que seu concerto "Africa Calling" vai conseguir dar destaque a alguns dos maiores talentos musicais africanos de hoje.

EXPECTATIVA É QUE INGRESSOS ESGOTEM

Apesar de sua divulgação menor, o concerto programado para acontecer diante das estufas gigantes do Projeto Eden, no sudoeste da Inglaterra, deverá ter seus ingressos esgotados.

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Até a semana passada, 25 mil pessoas já tinham pedido ingressos (dos quais há 10 mil à venda) para assistir a artistas como Angelique Kidjo, do Benin, Ayub Ogada, do Quênia, e Daara J, do Senegal. Enquanto isso, mais de 200 mil pessoas são aguardadas para o principal concerto do Live 8 em Londres.

Ogada concordou com as reservas feitas por Peter Gabriel em relação ao Live 8, mas também saudou o evento.

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"Sou africano", disse ele à Reuters, na Inglaterra. "Tudo o que queremos são resultados. As discussões não são importantes."

"Com este show no Projeto Eden, teremos uma chance de participar. Normalmente, somos deixados de fora boa parte do tempo. Durante toda nossa vida sempre houve pessoas de fora que nos disseram o que precisamos. Nunca ninguém perguntou a nós."

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Peter Gabriel disse que, além de pressionar os líderes do Grupo dos Oito, que irão se reunir na Escócia entre 6 e 8 de julho, para fazer mais para combater a pobreza, ele gostaria que fosse feito mais para combater a corrupção na África.

"Eu gostaria de ver pressões sobre a Corte Internacional Criminal para que inclua a corrupção em sua pauta", disse ele.

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