Veteranos do Whitesnake e Judas Priest sacodem SP
Fonte: Terra Música
Postado em 11 de setembro de 2005
As bandas Angra, Whitesnake e Judas Priest sacudiram São Paulo, nesta sexta-feira à noite, com um espetáculo completo de heavy metal. Os 25 mil fãs - estimativa da Polícia Militar - que compareceram ao Anhembi, na zona norte da capital, foram brindados com shows generosos de dois dos maiores conjuntos de rock pesado da história.
Na noite agradável e sem chuva da capital paulista, os "veteranos" deram o tom e levaram milhares de roqueiros, de todas as idades, ao delírio. Três nomes garantiram os melhores momentos do festival: David Coverdale e Tommy Aldridge, do Whitesnake, e Rob Halford, vocalista do Judas Priest, a estrela mais esperada da noite.
Coverdale, prestes a completar 54 anos, exibiu uma forma física invejável e conduziu com vigor os hits que o consagraram à frente do Whitesnake - uma das bandas mais respeitadas em todos os tempos no cenário do hard rock. Já o baterista Tommy Aldridge, 55, mostrou energia de garoto e provou que não à toa tem no currículo passagens por grupos como Aerosmith, Ozzy Osbourne, Ted Nugent, Thin Lizzy e muitos outros.
Rob Halford, 54 anos, por sua vez, assumiu a postura de anfitrião da noite metálica e brindou o público paulistano com 19 hits que abrangem quase toda a história do Judas Priest. E a ansiedade dos fãs para ver o "Deus do Metal" cantando novamente com a banda que o consagrou era grande, pois desde 1991 o quinteto britânico não se apresentava no País com sua formação original - Halford deixou o Judas em meados de 1992 para sair em carreira solo e só voltou na metade de 2003.
O festival começou por volta das 19h, sem os atrasos que são praxe em grandes shows de rock, com a apresentação do Angra. O quinteto paulista aproveitou os quase 60 minutos que passou no palco para desfilar hits de seus 14 anos de estrada, com destaque para Carry On, Acid Rain, Angels Cry e Rebirth, dedicada pelo vocalista Edu Falaschi a todos os fãs que deram suporte ao grupo nos "momentos difíceis" que sucederam a mudança de formação do Angra, há quatro anos.
David Coverdale e seu Whitesnake assumiram o palco por volta das 20h30, quando o Anhembi já estava bem mais cheio - o trânsito intenso da sexta-feira e a localização do Sambódromo fizeram com que centenas de fãs só chegassem ao festival depois das 21h.
O "cartão de visitas" de Coverdale ao público paulistano foi um medley de Burn e Stormbringer, dois verdadeiros hinos que ele consagrou quando foi vocalista do Deep Purple. E a chama manteve-se acesa com sucessos do calibre de Love Ain't no Stranger, Gimme All Your Love, Crying in the Rain, Is This Love? - que levou dezenas de moças às lágrimas na pista -, Here I Go Again e Still Of The Night.
Além do set list generoso, o show do Whitesnake marcou o festival por dois fatores: a presença de palco de David Coverdale, que mostrou a mesma vitalidade e volúpia dos momentos mais destacados de sua carreira, e a performance do lendário Tommy Aldridge, que deu uma aula de bateria ao solar - metade com as baquetas e outra metade com as mãos nuas - durante quase cinco minutos em Crying in the Rain.
Mas ainda faltava a atração de fundo da festa: Judas Priest com seu líder original, Rob Halford. Por volta das 22h10, o "Deus do Metal" surgiu de dentro de um imenso desenho de olho que adornava o fundo do palco para abrir o show com Eletric Eye. O público que tomava a pista e os camarotes do Anhembi veio abaixo.
Em quase duas horas de show, o Judas Priest desfilou pelo palco seus principais carros-chefes: um apanhado de 15 clássicos dos 30 anos de carreira; quatro hits do novo álbum, Angel of Retribution; jaquetas de couro dos mais variados tipos; a já famosa moto Harley-Davidson; as peripécias vocais de Rob Halford e os solos inspirados do baterista Scott Travis e do guitarrista Glenn Tipton.
Halford disse ao público paulistano que estava muito feliz em voltar ao Brasil com o Judas Priest para celebrar "o grande heavy metal" executado pela banda nos últimos 30 anos. E o impacto causado nos fãs quando foram tocadas músicas como Breakin' the Law, Turbo Lover, Victim of Changes, Painkiller, Living After Midnight e You've Got Another Thing Coming mostrou que a falta de modéstia do vocalista tem lá suas razões.
Redação Terra
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