Walverdes
Postado em 06 de abril de 2006
Biografia originalmente publicada no site Dying Days
Por Alexandre Xavier, Fabricio Boppré e Natalia Vale Asari
Agradecimentos a Patrick Magalhães
O Walverdes - nome tirado do filme "Comando Para Matar", estrelado por Arnold Shwarzenegger nos anos 80 - foi formado em 1993 em Porto Alegre por Gustavo "Mini" Bittencourt (vocal e guitarra), Luís Fernando (guitarra), Luis Felipe Péres (baixo) e Marcos Rübenich (bateria). A história da banda começou mais em clima de festa, quando esses amigos reuniam-se para beber e tocar. A citação do Ultramen como uma das motivações para o nascimento do Walverdes é constante. Logo a banda já tinha uma demo chamada "Lucky Strike Skywalker" e convites para tocar em festas.

Em 1994, após a saída do guitarrista Fernando (Mini ficou como guitarrista único), uma nova demo chamada "Ogânza Bizáza" foi gravada pelo grupo. A banda passou a tocar mais freqüentemente, tornando-se famosa pelos shows regados a álcool, e a ter músicas escaladas em coletâneas Brasil afora.
O Walverdes lançou mais algumas fitas demos e fez diversos shows, nos quais intercalavam a afinação dos instrumentos, cervejas, a escolha de qual música tocar e as próprias músicas. Chegou também a figurar em uma coletânea punk/hardcore de um selo português e fez seu nome no cenário gaúcho.
Em 1996 surgiu a oportunidade de lançar um disco pela recém criada Barra Lúcifer Records. A banda entrou em estúdio para a gravação de seu primeiro LP sem Luís Felipe, que havia abandonado o barco, e com o recém integrado guitarrista Giancarlo Morelli. Mas o trabalho não estava ficando satisfatório e o Walverdes partiu uma nova tentativa em outro estúdio, desta vez contando com um novo baixista, Bruno Badia, na época com somente 16 anos. O resultado também não ficou com a cara do som da banda, mas acabou sendo lançado mesmo assim, com uma produção tosca e sem muita divulgação.

Os três anos seguintes se passaram com os membros diminuindo o grau de compromisso com o Walverdes, de modo que eles estiveram por encerrar as atividades. Gravaram mais algumas músicas em uma demo chamada "Ao Vivo no Japão" e nada de muito mais significativo aconteceu nesse período.
Em 1999, Marcos, Bruno e Giancarlo formaram a banda de apoio de Wander Wildner na gravação do disco "Buenos Dias", participando também da turnê de divulgação deste disco. Enquanto isso, Gustavo tocava com as bandas Tom Bloch e Wafers. Nesse mesmo período, eles decidiram tocar o Walverdes de uma maneira mais efetiva. Assim, no começo do ano seguinte, através do selo independente goiano Monstro Discos, lançaram o EP "90º", que foi basicamente gravado naquele período morno compreendido pelos três anos anteriores. As perspectivas melhoraram e o Walverdes passou a desfrutar de um maior reconhecimento, atravessando as fronteiras gaúchas definitivamente. Ainda em 2000, nova mudança no line-up: Giancarlo saiu para se dedicar à sua outra banda, o Corrosivos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Como um trio, a banda fez diversos shows pelo país e entrou em estúdio para a gravação do seu próximo disco. Júlio Porto, ex-Ultramen, colaborou gravando algumas guitarras. O material ainda contava com o baixo de Bruno Badia.
Para substituir Bruno, que saiu logo após finalizada a gravação do disco, entrou Patrick Magalhães. Logo depois, no mesmo ano, um dos pontos altos da carreira do Walverdes: o grupo tocou com os americanos do Nebula em São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Em 2002, finalmente, saiu pela Monstro o disco "Anticontrole", no qual mostram com muita competência e feeling o barulho garageiro moldado ao longo de uma década de trabalho. A primeira prensagem do disco esgotou-se rapidamente. Também em 2002 gravam uma demo chamada "Demasiada Seqüela", recheada de influências reggae e em clima de jam descompromissada, gravada junto com o percussionista Pedro Damásio.

Atualmente o Walverdes possui prestígio e um nome já sólido, mas continua na luta dentro do intrincado cenário rock brazuca. O slogan da banda é repetido sempre, e esperamos que continue por bastante tempo: "rock pauleira, conciso e eficiente desde 1993".
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