Andreas: "Max Cavalera tenta reproduzir Roots"
Postado em 06 de julho de 2006
Em entrevista a Katherine Santiago, da revista Metal Edge, o guitarrista Andreas Kisser, do SEPULTURA, comenta a sua relação e impressões sobre o trabalho de Max Cavalera.
Metal Edge: Você ainda mantém contato com Max [Cavalera]?
Andreas: Não, desde que ele deixou a banda, nós nunca mais realmente nos falamos. Ouço histórias malucas de que ele não autografa material do SEPULTURA, e que ele não fala sobre o SEPULTURA. Isso é realmente algo estúpido. Não se consegue apagar um passado como aquele só porque ele quer, ou por causa da mulher dele [Glória Cavalera, manager do SOULFY e anteriormente manager do SEPULTURA]. Nós nunca tocamos juntos no decorrer destes anos. Apenas em um festival na Alemanha estivemos juntos, mas em dias diferentes. Mas nunca tivemos uma chance de verdade de nos falar novamente.
Metal Edge: Você vê semelhanças entre o SOULFLY e o SEPULTURA?
Andreas: Sim. Eu vejo, sim. [risos] Acho que Max tenta muito reproduzir 'Roots', sabe? Algo que não está mais lá. Aconteceu apenas uma vez. Foi uma grande experiência para todos os envolvidos - todos os convidados que tivemos do Brasil, o KORN, Ross Robinson [produtor] - uma grande equipe que funcionava conosco, uma experiência muito legal. Mas repetir aquilo, acho, é tão infantil. No primeiro álbum do SOULFLY, a única diferença em relação a 'Roots' eram o baterista, o baixista e o guitarrista [risos]. O resto é todo igual. Como toda a estrutura - levamos anos para construir aquela estrutura, e eles a tomaram. Acho que por nosso lado, sempre tentamos olhar para a frente. Foi por isso que fomos ao Japão - tentando coisas novas, e você sabe, o risco está sempre ali, mas afinal é esse o espírito. Se você não tem este tipo de risco, esta incerteza, você nunca cresce. Se tudo for certeza, você terminará entediado. Você se tornará um vegetal. Você precisa ter dúvidas e coisas que o façam se mover. Este é o motivo porque sempre tentamos coisas diferentes. O livro "A Divina Comédia" [que serviu de base para o último álbum do SEPULTURA, 'Dante XXI'], era novidade para nós. Crescemos muito quando agimos assim.
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