Celtic Frost: "Cristo representava o fracasso!"
Por César Enéas Guerreiro
Fonte: Broward New Times
Postado em 20 de outubro de 2006
O jornal Broward New Times, da Flórida, recentemente entrevistou o baixista Martin Eric Ain, do CELTIC FROST. Alguns trechos desse papo:
Broward New Times: Você cresceu num lar muito católico?
Martin Eric Ain: Minha mãe foi uma professora de religião católica. Ela ensinava o catecismo. Provavelmente, a razão que fez com que eu tomasse partido do maior dos rebeldes – o próprio Satã! – foi o fato de que essa era a força mais poderosa para fazer oposição à minha mãe. Eu me lembro da experiência traumática que foi estar em uma igreja vendo aquela cruz em tamanho natural e aquela figura humana em agonia pregada nela, com seus membros retorcidos. Eu devia ter entre 5 e 6 anos. Aquilo foi realmente bizarro, todas aquelas pessoas ao meu redor que, por um lado, se comportavam de maneira formal mas, por outro lado, ficavam realmente alegres quando acabava aquele ritual que celebrava a morte daquela pessoa. Então iam até a frente da igreja e voltavam depois de terem devorado parte do corpo daquela pessoa. Quando se é criança, você acaba interpretando esse tipo de coisa de maneira bem literal, entende? E nunca me explicaram aquilo de maneira realmente lógica. Eu tinha pesadelos. Para mim, a religião não tem o poder de salvar as pessoas. Ela não me ajudou a ter uma visão mais positiva da vida. Era uma coisa negativa e opressiva. Cristo era um símbolo do mais completo fracasso e da mais absoluta opressão.
Broward New Times: O que fica claro é que o CELTIC FROST explora a profundidade estética dessas imagens diabólicas. Mas quando as bandas de metal dizem que "são apenas símbolos", o poder delas começa a enfraquecer.
Martin Eric Ain: Símbolos não enfraquecem. O símbolo é a mais poderosa expressão das emoções básicas e das emoções que nós, como seres humanos, temos – seja a cruz, os chifres do demônio ou a figura da serpente – tudo isso vem desde o início da cultura humana. Se cada pessoa puder perceber, ela tem a chance de criar significados e de colocar sua própria definição pessoal naquele símbolo. Isso é bem junguiano – você conhece Carl Jung, o famoso psiquiatra?
Broward New Times: Sim.
Martin Eric Ain: Ele também era de Zurique [Suíça].
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Morre Clarence Carter, intérprete de música que virou hit em tradução do Titãs
A música sobre John Lennon que Paul McCartney ainda acha difícil cantar ao vivo
A música do Dream Theater que é a preferida de Herman Li, guitarrista do Dragonforce
O disco do Pink Floyd que foi a gota d'água para Roger Waters; "é simplesmente um lixo"
"Prefiro morrer a tocar com eles novamente": a banda que não se reunirá no Hall of Fame 2026
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
Jason Newsted não quer que "...And Justice For All" seja remixado
O clássico que Brian May acha que o Queen estragou ao gravar; "Nunca gostei, para ser franco"
26 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de maio
A banda com que ninguém suportava dividir estrada nos anos 70 - nem os próprios colegas de turnê
A música mais "louca, progressiva e fora da curva" do Metallica, segundo Lars Ulrich
O homem que ajudou a mudar as vidas de Zakk Wylde e Sebastian Bach
Anthrax lança primeira música inédita em uma década e anuncia o disco "Cursum Perficio"
A música "bobinha" dos Beatles que superou um clássico dos Beach Boys
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts

Tom G. Warrior tentou levar baterista do Motörhead para o Celtic Frost em 1985
O disco gravado por banda de metal extremo que decepcionou Max Cavalera
Mille Petrozza (Kreator) explica o que o fez recusar convite para integrar o Celtic Frost
O clássico do metal extremo que o jornalista Andre Barcinski ama
Rock/Metal: 7 nomes de bandas que você pronuncia errado, parte 2


