Glen Benton: "Odiava o trabalho, agora o adoro"

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth
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Justin Donnelly, do site australiano The Metal Forge, recentemente fez uma entrevista com o frontman do DEICIDE, Glen Benton. Alguns trechos desse papo:

Sobre aa reações extremamente positivas ao álbum "The Stench Of Redemption": "Cara, depois de vinte anos ralando pra caramba, me sinto muito bem por finalmente começar a ser reconhecido. Todo mundo está pirando por causa do álbum. Está em todas as paradas de sucesso e isso nos deixa satisfeitos. É muito gratificante ouvir boas opiniões da imprensa, depois de todos esses anos de críticas e ataques. Tenho trinta e nove anos e finalmente gravei um álbum sobre o qual ninguém tem algo muito ruim para dizer a respeito".

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Sobre a entrada dos novos guitarristas Jack Owen e Ralph Santolla: "Já nos conhecíamos há anos, então todo mundo se dá muito bem. A transição dos guitarristas ocorreu sem nenhum problema. Por exemplo, no dia que soubemos que Brian (Hoffman) estava saindo, Owen já entrou em seu lugar. E, alguns dias depois, Eric (Hoffman) saiu, o que levou à entrada do Santolla. Durante toda essa mudança, nunca perdemos o pique. Desde então ninguém falou nada que agredisse alguém. Na maior parte das vezes todo mundo se entende bem. E por isso tudo tem sido agradável".

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"Agora toda a banda é formada por profissionais. Você sabe como são os músicos. Eles sempre têm alguma dificuldade emocional. Sempre há algum grande problema com alguém, seja com drogas, esteróides ou qualquer outra coisa. No fundo todo mundo tem um problema. Depois de algum um tempo esses problemas podem acabar afetando todos os aspectos da vida da pessoa e isso é basicamente o que estava acontecendo com os irmãos Hoffman. Mas Owen e Santolla agora são membros do grupo e nós quatro temos quase quarenta anos, por isso já resolvemos praticamente todos os nossos problemas pessoais".

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"O Santolla é uma figura. Não nego isso. Ele é um guitarrista bem típico. Mas suas manias não são nada em comparação com o que eu estava acostumado a lidar no caso dos irmãos Hoffman. Todo mundo se dá bem e às vezes tudo vira uma comédia. Cada um ajuda o outro, a gente se entende, se diverte e dá umas risadas. Eu adoro fazer isso agora. Eu costumava odiar a po**a do meu trabalho, mas agora eu adoro. Eu não fico mais pensando em desistir sempre que vou pra estrada".

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"Por isso, estar no DEICIDE agora ficou muito mais agradável para mim. Depois de agüentar todo esse inferno que foram os últimos vinte anos pra mim, eu vejo as coisas que estão acontecendo agora como uma espécie de recompensa. As turnês parecem passar mais rápido e os nossos shows estão mais longos. Obviamente os álbuns também vão ficar muito melhores. Isso é ótimo, cara. Pela primeira vez estou satisfeito com a minha vida, ou pelo menos com o aspecto profissional dela".

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Sobre o processo de gravação de "The Stench of Redemption" em comparação com o álbum anterior, "Scars of the Crucifix": "As gravações de ‘The Stench of Redemption’ foram mais fáceis porque não tínhamos aquele viado do Neil Kernon (produtor) no estúdio desperdiçando o nosso dinheiro! Asheim e eu sempre fizemos a maior parte do trabalho de produção nos álbuns anteriores do DEICIDE e a decisão da Earache Records de trazer Kernon foi um grande erro, na minha opinião. Ele abusou do nosso orçamento e sua contribuição não foi assim tão boa. Eu diria que ele não tinha qualificações suficientes para ser um produtor. Ele fez com que as sessões de gravação ficassem longas demais e eu não fiquei muito satisfeito com o resultado final. Além disso, os Hoffmans tentaram colocar umas porcarias no som das guitarras durante a mixagem. Foi simplesmente uma bagunça".

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"Mas, no caso do ‘The Stench of Redemption’, nós voltamos a fazer o que estávamos acostumados. Asheim, como sempre, compôs a música e eu, como sempre, escrevi todas as letras; aí nos reunimos, aprendemos as músicas fomos pro estúdio e pronto, detonamos todas elas. Saímos do estúdio com sorrisos de orelha a orelha. Todos nós gostamos de trabalhar no estúdio e nos divertimos bastante. Aqueles dias foram muito bons. Eu consegui adiantar a minha parte desde o início. Então eu nunca fiquei atrasado, nem os outros. Esse álbum foi bem fácil de fazer".

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Sobre a Earache Records: "Nós inicialmente assinamos com a Earache Records para gravar um álbum e, no final do contrato, eu renegociei para mais dois álbuns, porque eu não queria que o DEICIDE rompesse com eles da mesma forma que com a Roadrunner Records. Mas foram os irmãos Hoffman que queriam romper aquele contrato. O que eles fizeram foi acelerar o processo para sair da Roadrunner Records, e resultado final foi que a qualidade dos álbuns realmente caiu. Pessoalmente, eu não queria o fim do contrato com a Roadrunner".

"Além disso, eu não tenho nenhum problema com o pessoal da Roadrunner Records. Eles sempre me trataram bem e, se eu precisasse de algum dinheiro, ou qualquer tipo de ajuda, eles estavam sempre a fim de ajudar. O único motivo para nosso relacionamento ter terminado dessa forma foi o fato dos irmãos Hoffman ficarem constantemente atormentando eles. Eu não queria terminar o contrato com a Roadrunner dessa forma e é por isso que, no final, acabei me afastando da banda. Eu só fiquei no meu canto e não me esforcei tanto pela banda, ou pelos álbuns. Simplesmente chutei o balde".

"Mas agora que todos estão onde deveriam estar, o meu trabalho fica muito mais divertido. Eu prefiro colocar letras nas músicas do Asheim, ao invés de ter que encher nossos álbuns com um monte de merda. Quando tivemos que encontrar uma nova gravadora, acho que a Earache Records foi perfeita. Levou um ano para negociar aquele contrato. Eu os ajudei e eles me ajudaram. E ponto final. Eles não tinham contratos com muitas grandes bandas naquela época e estavam realmente precisando que alguém os ajudasse a saírem do fundo do poço. Acho que ajudamos nesse ponto. Negociamos um contrato para um álbum e o ‘Scars of the Crucifix’ foi realmente bom, para eles e para nós. A participação nos lucros foi de cinqüenta por cento para cada um. Foi um ótimo contrato, e o álbum teve bastante sucesso, então eu queria segurá-los para assinar um contrato, mais do que eles queriam nos segurar! (Risos)"

"Normalmente é a gravadora que quer te segurar para fazer alguns álbuns. Eu disse à banda que, com esse contrato, nós é que precisamos impor as nossas condições! Até agora, ‘The Stench Of Redemption’ está fazendo muito sucesso e tanto a Earache Records quanto o DEICIDE estão tendo bons resultados".

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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