Geezer Butler: "Beatles mudou minha vida"

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Por André Bueno C. Moura, Fonte: Asbury Park Press, Tradução
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Mark Voger, da Asbury Park Press, em março de 2007 conduziu uma entrevista com o lendário baixista Geezer Butler (BLACK SABBATH, HEAVEN AND HELL). Seguem alguns trechos da conversa:

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Sobre se foi uma decisão difícil para o BLACK SABBATH dispensar Ozzy Osbourne logo depois da gravação, em 1978, do ironicamente intitulado “Never Say Die”: “Claro que foi difícil. Você nunca pensaria que pudesse chegar àquele ponto. Mas Ozzy estava realmente mal, em se falando de saúde. Os vícios estavam simplesmente tomando conta dele".

“Ele não estava mais na banda. Quando começamos os ensaios para aquele álbum em particular, ele não apareceu por cerca de quatro semanas. Então nós sabíamos que ele não estava no clima. E ele já tinha saído uma vez. Não podíamos deixar que ele saísse de novo, do nada. Então decidimos que ele tinha que ir.”

Sobre seu projeto G/Z/R (ou GEEZER), que lançou três álbuns: “Havia anos que eu não escrevia letras, então precisei tirar tudo aquilo do meu peito. Eu meio que deixei isso fluir no primeiro trabalho (“Plastic Planet”, de 1995), porque eu realmente só queria fazer um álbum pesado. Eu gostava da voz do Burt (Burton C. Bell’s), do FEAR FACTORY. Nós nos juntamos só pra ver como ficaria. Eu gostei muito do resultado, então decidi ir em frente e gravar".

“O segundo album (“Black Science, de 1997), me deixou desapontado, porque eu estava tentando ser um pouco mais ambicioso, mas com pressa pra isso. Simplesmente não funcionou como eu gostaria que funcionasse. Tem muito mais teclado no segundo álbum e muitas idéias que eu tinha na minha cabeça, mas eu não consegui passar isso muito bem pro engenheiro na época. [“Ohmwork”, de 2005, foi uma] mistura de tudo, desde muito melódico a muito pesado, um monte de estilos diferentes.”

Sobre sua inspiração inicial para se tornar músico:“Eu queria ser um Beatle. Quando THE BEATLES apareceu, eles me inspiraram completamente. Porque até lá meus irmãos gostavam de Elvis (Presley); minha irmã gostava muito dos imitadores ingleses do Elvis, como Cliff Richard e tudo o mais, e nenhum deles realmente chamava a minha atenção. Então não tinha nada para a minha geração até THE BEATLES aparecer, daí fiquei interessado em música".

“E então quando eles chegaram à América, isso mostrou que a classe média inglesa podia se juntar e fazer música que todo mundo quer ouvir. A grande ambição foi, então, chegar à América. THE BEATLES foi a primeira banda inglesa a fazer sucesso nos Estados Unidos. Então eles mostraram que era possível. Isso abriu as portas para todos os tipos de bandas inglesas".

“Porque naquele tempo na Inglaterra, parecia que muitas das bandas durariam tipo um ano ou dois, e aí acabariam. Então ser capaz de chegar à América abriria toda uma nova perspectiva na carreira, e isso mudou minha vida".

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Sobre André Bueno C. Moura

Estudante de 19 anos, Mineiro de Belo Horizonte, morou por um ano em Asköy, uma pequena ilha ao lado de Bergen, na Noruega. Fã de Iron Maiden e Bruce Dickinson, seu gosto vai da música erudita ao Black Metal; seus grupos/compositores favoritos são bem variados, passando por Black Sabbath, Masterplan, Sonata Arctica, Jethro Tull, Megadeth, Arch Enemy, Chico Buarque, Elis, Beatles, Dio, Deep Purple, Judas Priest, Scorpions, Schubert, Grieg e o bom e velho Tchaikovsky.

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