Alex Skolnick detona Presidente dos EUA
Por Felipe Augusto Rosa Miquelini
Fonte: Blasting Zone
Postado em 24 de março de 2007
O Blasting-Zone.com recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista do TRIO/TESTAMENT, Alex Skolnick. Alguns trechos seguem abaixo:
Blasting-Zone.com: O que te levou a romper a barreira do Heavy Metal?
Alex: "Na realidade foram várias coisas. Cheguei num ponto onde percebi que não queria tocar Metal pelo resto de minha vida, queria ser um músico mais versátil. Teve uma situação com o Ozzy Osbourne, em que eu voei para a Inglaterra, ensaiei e toquei num show que não estava previsto. Na verdade fui contratado por ele, mas a Sharon Osbourne decidiu por outro guitarrista. Foi algo como 'o máximo' no quesito jam de guitarra, e quando não deu certo, eu decidi que não ia ficar sentado esperando o telefone tocar, e eu queria fazer outros tipos de música".
"Fui para a escola e me concentrei em aumentar minhas habilidades de improvisação e composição. O tipo de música que estou compondo agora eu não conseguiria há dez anos atrás. É uma linguagem totalmente diferente, e as pessoas não percebem o tempo de prática necessário para se aprender a interpretar minhas próprias partituras musicais e a de outros músicos, e de trabalhar com pianistas, e instrumentistas de sopro. Eu simplesmente não queria mais ser limitado, e eu me sentia assim dentro do formato de uma banda de Rock. É algo muito gostoso de se fazer (risos), mas há um mundo enorme lá fora com músicos e músicas diferentes para se experimentar, e era o que eu queria".
Blasting-Zone.com: Por qual motivo se envolveu novamente com o TESTAMENT? Eu tenho que admitir, de todas as hipóteses consideradas, eu não via essa rolando...
Alex: "Acho que ninguém apostava nisto (risos). Foi uma ocasião em que tivemos algumas ofertas de fazer alguns shows na Europa. Foram ofertas realmente muito boas, e parecia engraçado fazer algo que ninguém estaria esperando. Nós fizemos alguns shows nos EUA, e a reação dos fãs foi incrível. Eu não tinha certeza de quantas pessoas ainda se lembravam do TESTAMENT. Eu achei que a platéia seria de fãs antigos, mas a maioria era de fãs com vinte e cinco anos pra menos (risos). Alguns estavam aos prantos porque não conseguiam acreditar em ver a formação original. Significa muito para os fãs, e é difícil não ser afetado por isso, simplesmente parecia a coisa certa a fazer. Eu sei que parece loucura ter uma carreira de Jazz e uma de Metal ao mesmo tempo, mas se eu tiver de ser o primeiro a fazer isto, o farei (risos)".
Blasting-Zone.com: O que inspirou o título (para o novo disco do ALEX SKOLNICK TRIO) "Last Day In Paradise"? Devo admitir, inicialmente me passou a idéia de um nome que não tem nada a ver com Jazz e quase mórbido...
Alex: "Tocamos em um festival no ano passado chamado Earthdance Festival, em Sarasota, Florida. Há na verdade, vários Festivais Earthdance rolando ao mesmo tempo ao redor do mundo. Em Sarasota, o Earthdance é realizado com o suporte da comunidade que apóia as artes. Eles se tornaram grandes fãs do trio, e toda vez que tocávamos lá, a gente se encontrava com esse pessoal. O título é, em parte, sobre estarmos indo embora de Sarasota, depois de um puta show, de se encontrar com um puta pessoal legal, e passar um tempo na praia. É um lugar bem legal, e nós estávamos saindo de lá para continuar o resto da nossa turnê, no que nos pareceu o último dia no paraíso. Ele meio que tem um duplo sentido".
"O outro sentido é que, nos últimos anos, as coisas têm ido mal, especialmente nos EUA. Eu acho que o nosso atual presidente criou um desastre para o país, não importa qual sua postura política. Esse cara tem sido um desastre absoluto, e é meio assustador, saca? É terrível perceber como esse país é visto pelo resto do mundo. É como se o país estivesse se desfazendo, e ele poderia representar o paraíso. Além disso, se aplica também a eventos globais. Paraíso poderia representar o Planeta Terra, e olhe o que está ocorrendo com o meio ambiente. É tudo muito incerto quanto ao que vai acontecer. Quanto tempo ainda vamos ficar aqui? Creio que tudo isto se reflete no clima das músicas".
Leia a entrevista completa (em inglês) no link abaixo.
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