Lamb Of God: Eles não são uma banda religiosa, apesar do nome

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Mike Osegueda, do jornal McClatchy Newspapers (MCT), entrevistou recentemente o baixista do LAMB OF GOD, John Campbell. Alguns trechos desse papo:

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McClatchy Newspapers: Explique as conotações religiosas do nome da banda, que se chama “LAMB OF GOD” [Cordeiro de Deus], mas antes se chamava “BURN THE PRIEST” [Queimem o Padre]. Há muita confusão entre as pessoas que pensam que vocês formam uma banda religiosa?

Campbell: “Há um pouco de confusão, mas menos agora do que quando éramos o BURN THE PRIEST. Naquela época, as pessoas pensavam que éramos uma banda satânica – mas nunca fomos. Era frustrante sermos taxados de banda satânica e, de muitas maneiras, desprezados, eu acho. Foi por isso que decidimos mudar o nome”.

“Toda essa conotação religiosa foi iniciada pelo BLACK SABBATH no final dos anos 60, quando as pessoas achavam que o Heavy Metal era um movimento ‘religioso’ – que palavra horrível eu acabei de usar. Na verdade, acho que tem a ver com o quanto os fãs da música levam isso a sério. Eu culparia o BLACK SABBATH por estarmos usando palavras e símbolos Cristãos”.

McClatchy Newspapers: Vamos falar sobre a situação atual do Metal. Parece que cada nova banda de Metal que faz sucesso está “salvando o Metal” ou representa “o renascimento do Metal”. Qual a sua opinião sobre o que está acontecendo no momento?

Campbell: “Eu penso que estamos num tipo de encruzilhada. Na minha opinião, o Metal já está de volta e deve provar porque ele precisa voltar sempre. Você verá algo parecido com o que aconteceu na época de ouro, quando algumas bandas fizeram sucesso e outras não, algumas bandas boas foram esquecidas e algumas bandas de merda felizmente acabaram”.

“Nos próximos anos, essa pode ser a direção na qual o Metal vai seguir. Mas isso é apenas especulação. Eu nunca teria adivinhado que ele voltaria dessa maneira. Talvez eu apenas esteja sendo pessimista”.

McClatchy Newspapers: Onde o LAMB OF GOD entra nisso tudo? Qual o papel de vocês?

Campbell: “De alguma forma, conseguimos ser exemplos de atitudes a serem tomadas, da mesma maneira que o Metal é para os jovens americanos agora. É uma grande responsabilidade mas, como nunca procuramos ter esse tipo de responsabilidade, vamos apenas continuar fazendo aquilo que as pessoas sabem que sempre fizemos, que é fazer música que satisfaça nossos padrões de qualidade. É incrível o fato de ainda podermos ganhar a vida dessa maneira e esperamos continuar assim”.

McClatchy Newspapers: Eu li que quando vocês foram pra Austrália e Japão tudo correu muito bem; vocês esperavam que houvesse tanto interesse no Metal americano nesses lugares?

Campbell: “Bem, temos alguns amigos que já tinham ido lá e eles nos disseram que a nossa popularidade era muito grande. Como nunca tínhamos viajado até lá, não sabíamos o que esperar. No Japão, fizemos apensas um show em um festival, o que é uma experiência um tanto bizarra, não importa em qual país você esteja. Antes de chegarmos na Austrália nos disseram que ‘É, acho que há muita gente esperando para ver vocês na Austrália’”.

McClatchy Newspapers: Deve ser bom saber o que vocês estão fazendo...

Campbell: “É, isso é incrível, cara. Somos apenas cinco caras normais que adoram ouvir e compor música pesada e que tiveram sorte suficiente para ter chamado a atenção de muita gente no mundo todo”.

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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