Opeth: "Nossa música é um pouco complexa demais!"
Por Vinícius Rezende
Fonte: Great Falls Tribune
Postado em 01 de janeiro de 2008
Patrick Douglas, do Great Falls Tribune, entrevistou recentemente o líder do OPETH. Mikael Åkerfeldt.
Sobre o álbum ao vivo duplo recentemente lançado, "The Roundhouse Tapes", que abrange toda a carreira do Opeth:
"Quisemos ter certeza de tocar material do maior número de álbuns que nós conseguíssemos. Há canções de todos os álbuns, exceto 'Delivrance'. Foi um ótimo setlist."
"Quisemos tocar muito do material antigo pois não pudemos tocar nenhuma canção antiga no DVD anterior devido a restrições de regravação de material. Estou bem feliz com algumas versões, principalmente das de algumas canções antigas. Eu acho que elas ficaram melhores nesse álbum do que nas gravações originais."
"Eu não conhecia esse lugar [A Roundhouse, onde o álbum fora gravado] até que o mencionassem para mim, então eu fui checar e descobri que várias das minhas bandas favoritas das décadas de 60 e 70 tocaram lá. É um ótimo lugar para shows. Estando em Londres, tivemos um bom público lá. Acho que [o lugar] tem um ótimo som."
Sobre os shows ao vivo do OPETH:
"A alma do show são as canções. Só queremos tocar as músicas bem e nos divertir tocando-as, e talvez interagir um pouco com o público. Não é nada espetacular. Não como ir assistir um show do MÖTLEY CRUE. Se vocé um cara surdo, você pode ir a um show deles e você acharia que eles são o máximo, porque você não ouviria nada."
"Estivemos falando sobre ter um telão, pois não somos tão animados no palco.", ele continuou. "É como se estivéssemos usando botas de chumbo. Ficamos num lugar e balançamos a cabeça... andamos um pouco para a direita e balançamos a cabeça lá mais um pouco."
Sobre o novo álbum do OPETH:
"Eu acabei de ouvir os solos do Fredrik [Åkesson, ex-ARCH ENEMY/TALISMAN e atual guitarrista do OPETH]. Já fizemos quatro solos de guitarra para esse álbum até agora. Apenas 10 minutos antes de você ligar, eu acabara de ouvir as versões finais e quase comecei a chorar. Ele é maravilhoso. Em comparação a ele, eu sou um nada. Eu estou embasbacado. Eu adoro o estilo dele."
"Do meu ponto de vista, eu acho que é o melhor álbum que já fizemos. Na época em que eu gravei o Ghost Reveries, eu me senti da mesma forma como eu estou me sentindo em relação a esse álbum. As pessoas para as quais eu toquei as demos estão tipo 'uau, isso é realmente algo especial'. (Mas), não cabe a mim dizer."
Sobre a grande popularidade do OPETH - ou a falta disso:
"Acho que nossa música é um pouco complexa demais para alcançar um público mais vasto. Gostamos desse jeito e é desse jeito que vai continuar. Eu não me importaria... se todo o mundo adorasse. Mas, os públicos maiores parecem gostar de música de elevador. Música que você não precisa ouvir.
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