Venom: "Eu não saio por aí assassinando virgens"

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Por Felipe Ferraz, Fonte: The Guardian, Tradução
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Stevie Chick, do jornal britânico The Guardian, entrevistou em junho de 2008 o vocalista do VENOM, Conrad “Cronos” Lant, que, dentre outras coisas, explicou o conceito que norteia a banda.

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Sobre se ele vê algum paralelo entre os eventos absurdos mostrados no filme “This Is Spinal Tap” e as experiências vividas pelo VENOM:

Cronos: “Aquele filme nunca foi direcionado a nós. O alvo eram bandas como SAXON, SAMSON e IRON MAIDEN. Todos eles tinham aquele modo extravagante de vida; nós nunca tivemos. Nós sempre tivemos os pés no chão, sempre tivemos nossos amigos que nos davam um tapa na cara quando ficávamos muito convencidos”.

Sobre como ele criou o simples, mas efetivo, conceito do VENOM:

Cronos: “Minha idéia era, você consegue imaginar o BLACK SABBATH, mas realmente demoníaco? Ou o JUDAS PRIEST, mas com mais metais nas roupas; KISS, mas com explosivos maiores. Se você pegasse tudo isso dessas bandas e juntasse em um grupo, então certamente você criaria uma ‘superbanda’? Essa era a idéia por trás do VENOM. Mas o KISS tinha o dinheiro para contratar gênios em técnicas de pirotecnia para desenvolver seus shows; nós tínhamos que fazer com qualquer coisa que encontrássemos. Mas isso foi o que nos fez conhecidos, porque quando nossas bombas explodiam, elas destruíam! Nós escurecemos as paredes de muitas avenidas, com as coisas dando errado... Não era sobre batom ou roupa colada. Eu injetei Punk Rock no Metal, colocando a agressão, o ranho e a merda e o mijo de volta ao Rock’N’Roll. Eu deixo isso claro: sim, nós cantamos sobre satanismo e bruxaria e paganismo, e sexo e drogas e Rock ‘N’ Roll. Essa é a música do diabo, aparentemente, então vamos fazer valer isso”.

“Eu sempre fui interessado em satanismo. Mas nós trabalhamos com entretenimento, e nós utilizamos assuntos como satanismo e paganismo para entreter as pessoas, como fazem os filmes de terror. Ouvir um álbum do VENOM é a mesma coisa que assistir ao filme ‘Evil Dead’. Eu não saio por aí assassinando virgens nos meus tempos livres. É frustrante quando as pessoas não conseguem fazer a distinção; quero dizer, David Bowie não é realmente de Marte, era? Mas nossas citações sempre foram mal utilizadas pela imprensa. ‘VENOM admite dançar ao redor de fogueira com virgens?’ Sem sentido.”

Sobre encontrar sucesso comercial na Europa e América antes da Grã-Bretanha finalmente apreciar seus charmes sombrios:

Cronos: “Se nunca tivéssemos viajado, teríamos nos ferrado. Quando lançamos nosso álbum de estréia, países como Alemanha e Holanda aderiram a ele instantaneamente. E então Johny Z, que dirige a Megaforce Records em Nova York, nos convidou para tocar duas noites em Staten Island, com o METALLICA, e nós começamos a acontecer na America. Nós nos recusamos a tocar em Londres até poder encher o Hammersmith Odeon, o que nós finalmente fizemos em 1984.”

Sobre investir os lucros no estrondoso palco para os shows:

Cronos: “Nós queríamos fogos em todas as músicas, palcos móveis, maquinário de iluminação que se tornavam cruzes invertidas. Eu me lembro de um show na Alemanha em 1985 com o METALLICA, e Jame Hetfield disse, ‘Vocês não podem estar fazendo dinheiro com isso. ’E nós dissemos, ‘Não, mas é divertido, não é? Nós iremos nos divertir’.“

Sobre liderar um VENOM rejuvenescido em 2008:

Cronos: “No final, os fãs que mandam e a venda dos álbuns e o lucro dos shows me dizem que os fãs querem que o VENOM continue. Nós ainda reinvestimos tudo na montagem do palco para os shows – Eu estou sempre procurando por novos cenários que possamos conseguir, novas pirotecnias que possamos ter. Para mim é tudo uma questão de balancear as contas, tentar não ir para o vermelho”.

A matéria completa (em inglês) está no link abaixo.

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Sobre Felipe Ferraz

Estudante de computação conformado com o futuro dos dedos em um teclado e longe dos fretes de uma guitarra, pois após muito tentar teve que admitir que, com sua sofrível técnica, nem se quisesse tocar no Calypso teria chance. Amante de Rock e Heavy Metal desde ouvir os primeiro acordes de "Iron Man" do Black Sabbath, não se prende a rótulos musicais, ouvindo tudo que lhe agrada. No geral sons pesados, melódicos e com muita guitarra, apesar de detestar exibições de virtuosismo desnecessárias nas músicas. Acompanha o Whiplash! desde os tempos de internet discada, tomando a feliz iniciativa de contribuir após desistir de virar notícia no site e encontrar o link de colaboração.

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