Hetfield: "The Blackening do Machine Head é inacreditável!"
Por Douglas Morita
Fonte: Metallica Remains
Postado em 09 de setembro de 2008
A revista Revolver realizou uma entrevista recente com o vocalista e guitarrista do METALLICA, James Hetfield, sobre o que mantém a banda e o atual cenário do metal. Confira alguns trechos da conversa abaixo.
Revolver: Eu sei que declaração de missão por trás deste novo álbum foi meio que tentar voltar a fome existente nos álbuns como o "Master of Puppets". Mas obviamente, isso foi meio impossível, então qual é a fome atualmente? O que, se algo, faz o Metallica sentir como se precisasse provar algo agora?
Hetfield: "O que nós precisamos provar? Nós precisamos provar que isso vive em nós. Não é tanto nossa carreira; é nossa vida. Além de ser pai e ter uma adorável família, eu não sei o que mais eu faria. Se eu não estivesse fazendo isso, eu estaria tentando fazer isso, simples assim. Do que nós temos fome? Sempre há algo: a fome de escrever um álbum melhor, a fome de escrever uma música melhor, criar a letra absoluta, conseguir o melhor som de guitarra. Digo, eu nunca estou satisfeito. Eu volto e ouço alguns destes discos e digo, 'Cara, não, não'. Sim, as músicas são boas, mas os sons... Sempre, sempre buscando por algo melhor. Um pouco desse perfeccionismo está na gente. Então eu acho que a outra coisa é sobrevivência. Uma banda como a gente estar junto, sabe, 26, 27 anos. Não é sempre que acontece. Não há muitas bandas que podem dizer isso. Nós temos muita sorte de termos mantido isso por todo esse tempo, e ainda amar isso e fazer isso e ser basicamente os mesmos caras na banda, e ainda sentarmos aqui em um ônibus fazendo isso de novo. [Risos] É um ônibus melhor do que de 1983. Nós temos portas que apertamos um botão e elas fecham; você tem DirecTV; você tem seu som de alta definição; você tem microondas. Sabe, tem um chuveiro no ônibus! [Risos] Não to falando que não há bandas que tem isso também, mas é bem legal".
Revolver: Até onde vocês acompanham a atual cena de metal? E até onde você acompanha, por que faz isso? Você é fã de coisas novas? Você acha que é parte do seu trabalho se manter ligado no que está rolando?
Hetfield: "Isso é bem interessante. É muito interessante porque eu acho que Lars e Kirk tem bastante conhecimento de revistas. Talvez Kirk porque, sabe, ele é obsessivo-compulsivo. Ele sempre tem que ter uma revista com ele o tempo todo, sabe: Rolling Stone, ou Revolver, ou seja o que for, se manter informado sobre toda essa coisa. E é estranho porque é meio que, sim, este é meu show, esta é minha vida. Mas eu não leio realmente quem está saindo com quem, quem lançou o que, ou, ei, ele está tocando com aquilo. Eu meio que ouço dos outros caras. Eu não sei. Há provavelmente a parte de mim que realmente detesta fofoca, e quando as notícias e fofocas se fundem, isso me incomoda. Então, eu não me mantenho realmente informado sobre todas essas coisas. Por exemplo, se eu fosse um mecânico, eu leria revistas de carros o tempo todo? Eu não sei. Eu não sou um mecânico mas eu gosto de revistas de carros. Tem um cara que trabalha em uma loja, tenho certeza que ele está lendo revistas de metal. Mas eu sei do que eu gosto. Eu ouço bandas. Eu procuro coisas, ouço um nome de uma banda, ok, vou conferir. Tem coisas que eu realmente gosto. E há coisas que você redescobre, como a que eu vou falar agora: A Bay Area era excelente em 1984, 1985. Aquela era como, 'caramba, cara'. A década do 'Ride the Lightning', ela tava rolando. Obviamente antes disso havia o Exodus e toda essas coisas, mas, cara, era gigante na Bay Area. Nós temos tanto orgulho de ter sido parte daquilo e meio que sinto uma nostalgia disso. Mas esta banda, Machine head, dois dos caras que tavam no Vio-lence [o frontman Robb Flynn e o guitarrista Phil Demmel], nós tivemos uns shows juntos na Europa. E cara, eu não conseguia parar de ouvir. Era incrível".
Revolver: Sim, eles detonam.
Hetfield: "Eles são tão pesados e super-amigáveis. Eles tem isso e amam isso. O último álbum, 'The Blackening', inacreditável. Som e poder inacreditáveis. Soam como uma banda em chamas. Eles realmente me ligaram de novo. E então esta banda, Mnemic, que, sabe, eu gosto. Nós fizemos alguns outros shows com eles. Tem muita coisa intensa de verdade por aí que eu gosto. Algumas vezes os vocais me desanimam, sabe".
Revolver: Sim, a mim também.
Hetfield: "Vai de urros para [faz voz aguda] la, la, la. E então de repente, uau, o que aconteceu? O refrão pop entra. É como, espera aí, vocês ainda estão um pouco ligados demais em nu-metal. É algo tão previsível. Enjoa muito rápido. Mas cara, tem uns músicos loucos por aí. Este, que eu chamo de 'guitarristas de quarto', sabe, obviamente o Dragonforce, coisas como isso mas não só eles. Tem tanto, e não só guitarristas, os bateristas também estão me assustando com seus pés, suas mãos, eles são os Yngwie das baterias. Quase ao ponto de ser bom demais. São inacreditavelmente precisos. É como, 'oh não, é o rock progressivo de novo'. Mas é inacreditável ouvir alguns desses caras tocarem juntos".
O resto da conversa por ser lida, em inglês, clicando aqui.
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