Matérias Mais Lidas

imagemPaul Di'Anno detona Regis Tadeu após vídeo em que critica seu encontro com Iron Maiden

imagem"A ingenuidade do fã do Iron Maiden é um negócio que beira o patético", diz Regis Tadeu

imagemBruno Valverde diz que preconceito contra ele veio mais da igreja do que dos metaleiros

imagemA dura crítica de Angus Young a Led Zeppelin, Jeff Beck e Rolling Stones em 1977

imagemFãs protestam contra Claustrofobia após banda fazer versão de música do Pantera

imagemStjepan Juras retruca comentário de Regis Tadeu sobre reencontro de Di'Anno e Harris

imagemGeezer Butler, Heavy Metal e a clássica canção do Black Sabbath inspirada por Jesus

imagemA banda de forró que uniu Nenhum de Nós, Legião, Titãs e Paralamas na mesma música

imagemIggor Cavalera manda ver em "Dead Embryonic Cells" ao vivo; confira drumcam

imagemComo era a problemática relação do Angra no "Aurora Consurgens", segundo produtor

imagemComo foram os últimos meses de Renato Russo e a causa da sua morte

imagemNovo álbum do Krisiun será lançado em julho; veja capa e tracklist

imagemJohn Bonham, Keith Moon ou Charlie Watts, quem era o melhor segundo Ginger Baker?

imagemTobias Forge, do Ghost, diz que ABBA deveria receber um Prêmio Nobel

imagemRegis Tadeu explica porque Ximbinha é um dos melhores guitarristas do Brasil


Cannibal Corpse: o segredo para se fazer música obscura

Por Fabio Kuriyama
Fonte: Metal Maniacs
Em 27/01/09

A edição de fevereiro de 2009 da Metal Maniacs trouxe uma entrevista com o baixista Alex Webster do CANNNIBAL CORPSE, onde ele explicou a legendária escala com 5ª diminuta.

Metal Maniacs: Qual é a escala mais "obscura" do Metal?

Alex Webster: "Acredite, nós temos nos perguntando sobre esta questão. Eu posso dizer que a escala que mais utilizamos para fazer um riff pesado e sinistro é a escala diminuta com semi tom / tom ou tom / semi tom. Acredito que você esteja pensando que esta simetria adotada de escala seja o oposto das utilizadas pela maioria das igrejas tradicionais, que tocam de forma diatônica ou coisas em escala maior / menor. Nós podemos tocar em qualquer escala que iremos explorá-la e encontraremos uma forma de deixá-la pesada, porem a escala diminuta é muito mais garantida para se conseguir este tipo de resultado. Continuaremos a explorá-la por algum tempo..."

Metal Maniacs: Porque você acredita que seja isto?

Alex Webster: "São os intervalos. O que torna a música obscura é a ordem que se põe às notas e se estas tocadas juntas, soam desta maneira. Quando você toca com a terça maior, geralmente soa mais 'feliz' do que a terça menor. A escala diminuta traz ambos. Se tentar fazer um riff pesado, você terá que ter cautela com a tonalidade maior. Temos a tríade com a quinta diminuta que é o intervalo encontrado que soa mais pesado. Se estiver buscando por sons muitos pesados e intervalos com sons mais misteriosos, se tem a terça menor e a sexta maior, a qual você pode trocar pela terça menor, encontrando este resultado. É isto que te traz para o Death Metal. Se algum músico quiser estudar nossa banda ou outras de Death, eles provavelmente verão isto em todos os lugares, porque esta escala soa bem para este tipo de trabalho".

Metal Maniacs: É esta a escala utilizada em "Black Sabbath" do BLACK SABBATH?

Alex Webster: "Sim, acredito que seja um arpejo diminuto e aposto que voce esteja imaginando o 'Bomp, Boomp, BAAA'. Esta é a raiz, uma tríade com a oitava indo para quinta diminuta - a terceira nota é a quinta diminuta com o arpejo em oitava. Basicamente é o que se tem nesta música. Isto a torna única, com um dos riffs mais demoníacos da história do Metal e também liderando disparadamente como uma das musicas mais pesadas do rock".

Metal Maniacs: Eu espero que o papo não esteja tão técnico, mas de qualquer forma é muito interessante...

Alex Webster: "Honestamente, mesmo que o CANNIBAL CORPSE seja uma banda reconhecida por suas letras controversas, arte-final e diversas outras coisas, o que estamos realmente focados é na música. Provavelmente nós sejamos mais músicos de uma banda do que qualquer outra coisa que venha na cabeça das pessoas quando se pensa sobre nós no primeiro instante. Quando me perguntam sobre intervalos, escalas, ritmos e coisas parecidas, leva um tempo até que consigam me fazer parar de falar..."

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Stamp
publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Umbilicus: músicos do Cannibal Corpse e Deicide anunciam álbum hard rock

Cannibal Corpse: fãs homenageiam ex-vocalista com um sonoro "Fuck Chris Barnes"


Cannibal Corpse: a música que fez George Corpsegrinder querer cantar death metal



Sobre Fabio Kuriyama

Analista de sistemas, 28 anos, carioca nato, rockeiro e headbanger de coração, curte de Carcass a Metallica passando por The Cure a Deftones. Tenta ser um bom Baixista nas horas vagas mas há mais esforço do que talento. :)

Mais matérias de Fabio Kuriyama.