Duff McKagan: "gosto especialmente de quem discorda de mim"

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Por Pedro Zambarda de Araújo, Fonte: Classic Rock Magazine, Tradução
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Veja a visão única de Duff McKagan sobre o que ele aprendeu em 2008, em sua coluna semanal no Seattleweekly. Blabbermouth destaca, no artigo:

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"Eu realmente não tenho uma conclusão 'confortável' de 2008 em nenhuma parte dessa coluna. Na verdade, eu penso incessantemente em me esforçar na minha vida para ter pequenas conquistas em contraste às depressões dolorosas, mas a coisa nunca caminha dessa forma. Ao invés de escrever uma espécie de balanço geral no final do ano, eu pensei em talvez apenas colocar algumas coisas que me influenciaram mentalmente.

- Não fume crack. Essa coisa, que talvez te deixe fora do ar em alguns momentos, realmente influencia aqueles ao seu redor. Isso é suficiente.

- Escreva uma coluna semanal: Especialmente uma que lhe dê retorno instantâneo de seus leitores. Essa experiência para mim não foi nada mais e nada menos do que espetacular. Primeiramente, criar toda semana um tópico que outros podem achar interessante é mais tocante do que parece, mas, dizendo em minhas palavras, é estimulante, devo dizer. Depois, o feedback de leitor tem um argumento (ou um não-argumento!), mostrando que você realmente tentou passar dentro da mente dos outros... Eu gosto especialmente de quem discorda de mim. A internet é um lugar onde a maioria de nós pode permanecer sem rosto e sem nenhuma vergonha!

- Fale, ao invés de enviar um texto para alguém (melhor ainda é chamar a pessoa para um café!): Nesse último ano foi o 'ano do texto' para mim. Eu normalmente concordo que escrever para alguém é, geralmente, fácil, mas apenas se você também FALA com essa pessoa (muitos risos). Eu vi pessoas que conhecia há muito tempo tornarem-se retardadas socialmente como um resultado direto de dedicarem suas mensagens de texto para quem as influenciava. Eu acredito, em minha opinião, que nossa geração jovem pode ter sofrido sérias dificuldades sociais como uma consequência desse avanço tecnológico. :-) Alguns de meus amigos se tornaram melhores de se conversar via texto ou e-mail, enquanto suas qualidades pessoais decaíram na mesma proporção.

- Façam com que políticos leiam a história mundial antes que eles criem uma guerra: Se o velho George W. tivesse simplesmente lido alguns livros de história sobre guerras tribais no Oriente Médio, ele poderia ter pensado duas vezes antes de declarar que 'o povo iraquiano é perfeitamente capaz de governar a si mesmos'. Conflitos tribais acontecem na região desde antes do tempo de Jesus, e Saddam foi apenas um de uma grande geração de déspotas que governaram com mão de ferro aquela parte do mundo. Eu aceito que Saddam e seus seguidores foram bastardos e que deveriam ter sofrido tudo o que lhes aconteceu, eu só desejo saber de quem veio a ideia de misturar o senado iraquiano com o poder real, ocorrida antes da nossa invasão. Houve promessas para o exército iraquiano fazer seu serviço, mas o prometido nunca chegou, e aquelas legiões se cansaram de ficar esperando etc.

- Elegemos um presidente com força: quando foi a última vez que as mulheres se importaram com um político? Eu desci as escadas certa manhã e vi minha tia completamente entusiasmada com a notícia do desempenho de Obama na praia do Hawaii. Eu vi uma parte dessa notícia um pouco mais tarde naquele dia. Eu penso que os acadêmicos viram uma mudança naquele dia. Isso servirá como uma notificação para todas as nações descontentes pelo mundo - nosso presidente pode bater no de vocês!

- Olhando para frente e para o futuro! Ok, então temos para abraçar a verdade dos péssimos oito anos de políticas de Bush. Nós temos que enxergar também que toda essa crise de créditos nos colocará em uma recessão que nos reprime como aquela do começo dos anos 80 (Seattle está bem melhor hoje do que era naquela época. O subúrbio parece uma cidade fantasma). Provavelmente as coisas podem piorar muito antes de melhorarem, mas irão melhorar. Estou confiante que o presidente eleito Obama é o 'cara mais esperto do momento' e que vai dar lições pela história. Nós temos o melhor cara para o trabalho. Agora, basta saber se ele poderia fazer algo para trazer a equipe da NBA de volta aqui, em Seattle".




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Sobre Pedro Zambarda de Araújo

Nascido em 1989. Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, Pedro foi apresentado ao heavy metal através da banda Blind Guardian, em meados de 2004. Ouve e aprecia outros estilos do rock, como o punk, o indie e vertentes mais variadas. Gosta de assistir e cobrir shows.Toca muito mal guitarra, mas aprecia vários tipos de instrumentos musicais.

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