Machine Head: os conflitos entre Flynn, Duce e Demmel
Por Felipe Augusto Rosa Miquelini
Fonte: Blabbermouth
Postado em 23 de fevereiro de 2009
O frontman do MACHINE HEAD, Robb Flynn, recentemente falou ao HeadbangersBlog.com da MTV, sobre como ele e seu baixista, Adam Duce, começaram a fazer terapia para superar suas diferenças, o tormento que assombrou o guitarrista Phil Demmel desde que ele estava no VIO-LENCE no final dos anos 80, sobre o próximo DVD do MACHINE HEAD e o incrível poder da perseverança.
A entrevista, de 32 minutos de duração (em inglês), está disponível neste link.
Flynn disse recentemente numa postagem online: "A turnê européia (com SLIPKNOT) acabou de forma meio abrupta. Como nós reportamos, o Phil entrou em colapso novamente, desta vez em Sheffield (em doze de dezembro de 2008). Tem acontecido bastante nesta última turnê, mais dramaticamente em Paris onde, sem aparente razão, numa tarde, ele desmaiou com a cara em cima de uma mesa e quebrou dois cinzeiros, tendo que ir para um hospital. Na maior parte não foi em público ou nos palcos, então não foi divulgado, mas nós ficamos preocupados, assustados, e chocados em relação ao que estava acontecendo. É confuso. E ficou tão aleatório, francamente, parece perigoso. Os médicos que ele tem visto, na minha opinião, não tem feito o suficiente, e o conselho que eles dão para ele é ridículo. Mas parece que ele tem se sentido bem, e não vem mais acontecendo desde então, o que é um bom sinal. Ele está tentando mudar seus hábitos para ser mais saudável, (comendo, se exercitando, alongando), mas mesmo depois de uns dias fora, seus hábitos não mudaram muito. *ahem! cough!*
"Adam (Duce, baixista do MACHINE HEAD), e eu, estivemos fazendo terapia. Sim... nós fomos pra terapeuta, pra trabalharmos nossas merdas. E, oh, como ele 'precisava' fazer isto... deixa eu te contar, depois de 17 anos estando numa banda juntos, fazendo turnê a maior parte do tempo, nós acumulamos muita merda entre nós que foi ou deixada de lado, ou varrida pra debaixo do tapete, e francamente, chegou tudo num ponto de ebulição na primeira noite em Paris, na turnê com o SLIPKNOT. Para resumir, depois de uma luta massiva de dois dias, eu desisti da banda. Eu ia para um avião no dia seguinte, e no que tange a mim, eu nunca mais ia ver aquele cara pelo resto da minha vida. Aquele dia seguinte passou, e nós concordamos em trabalhar e resolver aquilo... tentar fazer terapia antes que fosse tudo por água abaixo. Porque realmente estava indo. Nós concordamos que a banda significava mais pra nós, que a nossa amizade significava mais para nós, e que não era nada que um de nós dois (quatro de nós, para lembrar) queria perder. Resumindo, está indo bem. Nós dois trouxemos muita bagagem para a mesa, como, francamente, nós estamos fudidos. Enquanto não é novidade para mim (eu fiz dois anos de terapia intensiva em 98, e mais antes do 'The Blackening'), é algo novo para ele, e ainda temos muito trabalho à frente para nós, mas estamos tentando. Nós não queremos perder isso, e, depois de tudo que passamos, perder a banda, nossa amizade, agora, seria a pior das falhas".
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