Anthrax: Benante fala sobre "Death Magnetic" e mais
Por Durr Campos
Fonte: The Quietus
Postado em 12 de março de 2009
Mark Eglinton do site The Quietus recentemente entrevistou o baterista do ANTHRAX Charlie Benante. Acompanhe alguns trechos da conversa.
The Quietus: Joey Belladonna cantou nas canções da banda que mais fizeram sucesso comercial. O que houve com ele?
Charlie: "Honestamente, eu poderia citar muitas coisas ocorridas em muitas ocasiões, mas no geral havia muita diferença musical e a direção que a banda queria ir não combinava com a que Joey desejava. Não temos nos falado muito, mas não quer dizer que ele não tenha meus números..."
The Quietus: Enquanto estavam em grandes selos, havia momentos bem diversificados entre banda e gravadoras. Você acha que nos dias de hoje é mais fácil ter sucesso sem o suporte delas?
Charlie: "Você não pode ter sucesso sem o apoio de uma grande gravadora pois não haverá exposição suficiente na indústria musical. Se você lança um disco na internet será mais tímido, a não ser que você seja um RADIOHEAD, banda da qual eu gosto muito. Mas eles já possuem muitos fãs, então fazer desta forma funciona com eles. Mas é bem complicado para uma banda pequena obter grandes resultados desta forma."
The Quietus: Imagino então que você não ouça apenas heavy metal, certo?
Charlie: "Não, eu escuto praticamente tudo. Ouvi o novo do LAMB OF GOD online e gostei. Penso que o último do AC/DC traz o melhor material deles em anos. Era exatamente o que eu queria ouvir deles. Algumas coisas dentro do black metal são OK mas a maioria das bandas não consigo colocar no meu aparelho de som em casa, exceto o DIMMU BORGIR. Adoro as produções deles, a orquestração, é como a trilha sonora de um filme de horror."
The Quietus: O que você achou do novo do METALLICA, o "Death Magnetic"?
Charlie: "Bem, é uma volta ao que eles sabem fazer, certo? Eles não faziam um disco de thrash metal pra valer desde talvez '...And Justice For All'. Enfim, mas é um bom álbum, sem dúvidas."
The Quietus: Você acha que se as bandas lançassem discos como o "Among The Living" ou "Master Of Puppets" agora, as pessoas comprariam e apreciariam?
Charlie: "Sim, com certeza."
The Quietus: Você enfrentou mudanças no line-up ao longo dos anos. Quais os prejuízos de se passar por essas situações?
Charlie: "Você sabe, nossas maiores mudanças foram de vocalistas, do primeiro [nota do tradutor: Neil Turbin] para Joey e então para John Bush. Então, após a reunião de 2005 as coisas começaram a melar. Mas as pessoas mudam por que querem e não posso culpar ninguém por isso. Isso prejudica a química mas também dá a oportunidade de trazermos alguém novo, com mais vigor e tesão em estar nesta banda... você deve se lembrar que no heavy metal as pessoas não curtem muitas mudanças, são do tipo, 'Em time que está ganhando não se mexe!"
The Quietus: Houve momentos em que você pensou "Foda-se, já deu pra mim, acabou!"?
Charlie: "Quer saber de verdade? Não dessa forma como você disse mas há momentos como quando estávamos em um vôo para Londres, depois para Amsterdã e então de volta a Londres, daí para a Austrália e de volta a Los Angeles, que eu pensei haver coisas mais interessantes a fazer na vida. É sobre você ser um adulto e ter que agir como um, sabe como é? Você pode começar a achar que seu filho está lá, crescendo e indo pra escola e você perdendo esses momentos por estar sempre longe dele... alguns podem achar pouco, mas não é não!"
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