Dave Lombardo: "sinto que estou no auge do meu desempenho"
Por Karina Detrigiachi
Fonte: None But My Own
Postado em 17 de outubro de 2009
Dave Lombardo, baterista do SLAYER, concedeu uma entrevista ao blog None But My Own e abaixo podem ser conferidos alguns trechos da conversa.
Onde tem estado o baterista Dave Lombardo estes dias? O garoto que cresceu maníaco por John Bonham e Peter Criss. Onde está você como baterista em 2009?
Lombardo: "Sinto que agora estou no auge do meu desempenho. Sinto que estou na minha melhor forma. Eu me sinto confiante, estou mandando muito bem, quebrando pedais, estalando baquetas e detonando tambores. Eu tenho este grande álbum atrás de mim, 'World Painted Blood', pelo qual estou muito, muito animado.
Portanto, além dos altos e baixos que a vida pessoal pode fazer conosco, minha carreira e meu futuro parecem muito positivos.
Pessoalmente, sinto que o álbum ao qual você está prestes a ouvir, desde o cara que está sentado ao leme de condução deste navio, ou o trem, ou do que diabos você quiser chamá-lo ... Bem, vai a mais de 240 quilômetros por hora e estou tentando seguir o rumo e sinto que todos estamos apenas no início do jogo!
É uma sensação boa, parece clássico, como eu disse na coletiva, quando estávamos trabalhando nele, sentimos uma vibração muito boa.
Senti que se o alicerce, que é a bateria, sem letras, sem ligações, apenas faixas de guitarra rítmica e bateria, se essa base está lá e se desenvolve bem durante toda a música... então todo o resto simplesmente se encaixará em seu devido lugar."
Você fez outra coletiva de impressa na qual disse que "World Painted Blood" é uma espécie de conjunção da "trindade sagrada" de "Reign In Blood", "South of Heaven" e "Seasons In The Abyss", certo? Então você está dizendo que o "World Painted Blood" possui um toque clássico. Com estas canções, você está atingindo novamente uma inspiração que já não atingia há 20 anos? Como você aborda essa tela em branco e decide o que melhor cabe à música?
Lombardo: "Bem, recentemente eu escutei a música 'Expendable Youth' e pensei comigo, 'Meu Deus, a bateria arrebenta!'
Como? Ela está conduzindo a música, não está?
Lombardo: "Sim, está, mas ela é tão primitiva. É um Lombardo primitivo. Se você escutar o Lombardo de hoje e o caos acontecendo em torno da música porém sendo controlada por este tipo de precisão, você poderá ouvir não só o quanto eu cresci como baterista, mas o quanto a banda cresceu como um todo. Isso é o que eu ouço neste novo álbum e eu sinto que é totalmente divertido. É nas melodias, na maneira como o Tom [Araya] canta, mesmo que ele pule uma única nota faz toda a diferença em como a música sai no final. Talvez seja também devido a trabalharmos com um incrível produtor".
Eu devo admitir, de todos os álbuns que você gravou em sua carreira, eu nunca o ouvi falar tão bem de um produtor como você tem feito com Greg Fidelman.
Lombardo: "Sinto que ele trabalhou comigo, e eu posso falar apenas por mim, porém notei que ele também fez isso com os demais integrantes, mas ele trabalhou comigo no mesmo caminho em que o Rick Rubin trabalhou em todos os álbuns antigos.
Eu não sei se esta era a técnica do Greg, mas ele me ajudou a desenvolver as melhores faixas possíveis da bateria... simplesmente pelo seu desempenho. Não na fase de edição ou com um computador, nada disso, ele me treinou. Ele estava ali comigo, muito positivo.
Juntos nos focamos, quero dizer, realmente nos focamos em detalhes, bem como sons e se isso significava uma batida no tambor ou um impulso extra da bateria, é o que foi feito."
Como você está explicando o papel de Greg no estúdio, estou percebendo essa vibração que o motivou a se tornar um baterista tecnicamente mais eficiente. Será que isso é verdade?
Lombardo: "Um bom produtor faz uma banda soar bem no estúdio mas faz soar ainda melhor depois. Ele definitivamente tirou algo de nós de fato, e isso é o que eu ouvi diretamente de Rick Rubin, após as sessões."
O quão legal é depois de uma longa jornada ainda conseguir esta ampla motivação da banda?
Lombardo: "Bem, acho que foi a natureza da circunstância, de que nós fomos para o estúdio com apenas metade do material que precisávamos, acho que ajudou a situação. Ela fez algo para o nosso modo natural de funcionamento, com certeza. Foi muito positivo, foi ótimo."
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