"Jason é um cara muito legal", diz Trujillo, baixista do Metallica
Por Gabriel Costa
Fonte: MercuryNews.com
Postado em 17 de dezembro de 2009
Jon Matsumoto, do MercuryNews.com, conduziu uma entrevista com o baixista do METALLICA, Robert Trujillo, na qual o músico conta que o processo de tornar-se parte da veterana banda foi estranho e até mesmo desconfortável, uma vez que aconteceu na frente das câmeras, durante a gravação do documentário "Some Kind of Monster".
"Eu ficava um pouco nervoso com a equipe de filmagem lá todo dia", admite Trujillo. "Não havia esconderijo, porque eu era parte do espetáculo. Eu percebi que simplesmente teria que engolir aquilo e tentar não pensar demais a respeito. Foi um período de transição bastante pesado para a banda. Eu sei que James [Hetfield, guitarra e voz], às vezes, estava andando sobre gelo fino."
Seis anos depois, no entanto, o baixista afirma que a banda segue a todo vapor, e diz que pretende ter uma participação maior na composição do sucessor de "Death Magnetic", que também deve ser produzido pelo renomado Rick Rubin.
"Tem bastante coisa no álbum onde eu tive voz ativa", nota Trujillo. "Mas, pessoalmente, eu senti que o meu papel — e essa foi a minha escolha — era absorver o processo e realmente aprender a arte da composição através dos olhos do METALLICA. Quando Lars [Ulrich, bateria] e James constroem e arranjam uma canção, é bem especial. Você realmente tem que deixá-los alimentarem-se um do outro. Você não quer arruinar aquele fluxo de energia."
Na entrevista, Trujillo conta ainda que foi bem recebido na banda, diferentemente do baixista anterior, Jason Newsted, que foi vítima de lendárias "brincadeiras" ao substituir o falecido Cliff Burton, que gravou os três primeiros álbuns do METALLICA.
"Quando eles passaram pela transição (comigo), eles tiveram que perceber que tinham que tratar as pessoas com mais respeito, e eles cresceram", sugere. "Eles tinham suas questões com Jason. Não é realmente meu papel comentar sobre isso."
"Jason é um cara muito legal. Eu não tive nada a não ser ótimas experiências com ele. Eu sei que quando entrei na situação eles me receberam de braços abertos. Foi quase surreal, porque eu estive em situação similares profissionalmente onde eu não era incluído nas reuniões de banda."
Leia a entrevista completa (em inglês) neste link.
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