Paul McCartney: show para 300 pessoas em Londres

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Site do NME, Tradução
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Matéria de 18/12/10. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?


Paul McCartney tocou um show na hora do almoço no 100 Club de Londres ontem (18 de dezembro), brindando a plateia com alguns dos maiores sucessos de sua carreira.
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O show foi o menor que o ex-Beatle tocou desde que tinha se apresentado no Cavern Club na sua cidade natal Liverpool em 1999. A casa de Londres tem capacidade pra 300 pessoas – com Ronnie Wood dos Rolling Stones entre os membros da plateia para o show.

Listado nos ingressos como ‘A Packed Lunch At the 100 Club’, McCartney tocou um set de 28 canções, começando logo depois da uma da tarde. Ele cumprimentou a plateia com um casual “Tudo Bem?”, brincando que sua levemente tardia chegada devia-se ao tráfego.

Depois dele ter dito que achava que o 100 Club, que está enfrentando ameaça de fechamento, precisava ser salvo, um grito de “Por que você não o compra?” veio da plateia. “Compre você, daí eu alugo!”, a lenda de Liverpool rebateu.

Com um pedido de “Sem amolações agora!”, ele e sua banda mandaram ‘Matchbox’, um cover de CARL PERKINS que os FAB FOUR costumavam tocar em idos de 1961.

Ele também tocou o sucesso de 1953 de BIG JOE TURNER ‘Honey Hush’, ‘Don’t Let The Sun Catch You Crying’ (tornada famosa por Ray Charles) e ‘Hitch Hike’ de Marvin Gaye. Também tocou ‘One After 909’, uma canção que aparece no final do disco ‘Let It Be’ dos Beatles, mas também é uma das primeiras composições de John Lennon/Paul McCartney, datando de 1957.

Um interlúdio ao piano contou com sua favorita da carreira solo ‘Maybe I’m Amazed’ e ‘Nineteen Hundred and Eighty-Five’, a faixa que encerra o recentemente relançado disco ‘Band on The Run’.

McCartney estava claramente saboreando a ocasião especial, e estava em excelente forma musical ao longo do show. “Nós costumávamos ter que assinar autógrafos em maços de cigarro ou passagens de ônibus,” ele disse antes de ‘And I Love Her’,” e agora tem um cara aqui segurando um iPad com, ‘Paul, autografa meu iPad!’ na tela!” Logo depois da canção ter terminado, outro fã deu a ele um presente de Natal: um compacto de sete polegadas de ‘Shake a Hand’ de LITTLE RICHARD.

Mais tarde, antes de ‘Dance Tonight’, ele tocou uma canção alegre chamada ‘Petruska’ numa guitarra havaiana em um sotaque russo de gozação, rindo que uma resenha do show anterior no qual ele a tinha tocado descreveu-a como “uma antiga canção folclórica russa”.

Seguindo um fechamento perene do set com ‘Hey Jude’ ele retornou para um bis que começou com ‘Yesterday’, mais uma vez pedindo à plateia para salvar o 100 Club. “É uma casa bem legal,” ele disse, ”muitos dos meus heróis tocaram nesse palco. Isso foi demais, vamos fazer isso de novo qualquer hora!”

A banda então se juntou a ele de novo para um medley de 'Sgt. Pepper's Lonely Heart's Club Band (Reprise)' e 'The End'.

Agora ele deve tocar dois shows nesse fim de semana, no HMV Hammersmith Apollo em Londres nesse sábado 18 e no O2 Academy Liverpool na segunda.

Paul McCartney tocou:

'Matchbox'
'Magical Mystery Tour'
'Jet'
'Drive My Car'
'All My Loving'
'One After 909'
'Honey Hush'
'Let Me Roll It'
'The Long And Winding Road'
'Nineteen Hundred And Eighty-Five'
'Maybe I'm Amazed'
'Don't Let The Sun Catch You Crying'
'Blackbird'
'Calico Skies'
'I'm Looking Through You'
'And I Love Her'
'Petruska'
'Dance Tonight'
'Eleanor Rigby'
'Hitch Hike'
'Band On The Run'
'Ob-La Di, Ob-La Da'
'Let It Be'
'Hey Jude'
'Yesterday'
'Get Back'
'Sgt Pepper's Lonely Heart's Club Band (Reprise)'/The End'

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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