Bill Ward: "difícil sorrir quando não se sorri por dentro"

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Por Nathália Plá, Fonte: Bill Ward Site, Tradução
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Matéria de 05/01/11. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O baterista do BLACK SABBATH, Bill Ward, postou a seguinte mensagem de fim de ano em seu site oficial:

Estive tentando chegar em condições de colocar meus pensamentos e experiências de 2010 no papel, e, infelizmente, na véspera do Natal, eu me encontro exausto do simples peso da vida, em termos de vida. Lembrar de qualquer coisa positiva é árduo sem bater de frente com a perda e a tristeza persistente que senti por aqueles que morreram esse ano, e mais recentemente, o pai de minha esposa, Richard. É difícil sorrir quando você não está sorrindo por dentro.

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Contudo, deixando a melancolia de lado, eu tenho muito por ser grato. Estou vivo, sóbrio e cercado de pessoas, crianças e animais amáveis e as criaturas que vivem fora de casa. Eu me sinto abençoado por ainda ter um teto sobre minha cabeça e uma chama no coração.

Penso muito no que vocês já sabem que, por um tempo em 1983, eu perdi e me afastei da maior parte do que eu falava, pedindo um trocado para beber e andando sem rumo por ruas sombrias. As sobras dos meus dias eram na maioria insatisfatórias.

Em 2010, eu tentei ser muito paciente com meus projetos em curso, os quais, às vezes, parecem presos por circunstâncias fora do controle. Frustrações entram em erupção enquanto caminhamos lentamente em direção a arremates, somente para sermos interrompidos novamente por algum outro evento inesperado.

Eu, juntamente com meus colegas, temos sido meticulosos no ambiente de trabalho. Nós realmente conquistamos muito em documentários, entrevistas e oportunidades multimídia, etc. Alguns dos maiores projetos ainda estão ligeiramente fora de alcance. Estou bem em saber que chegamos tão longe e poder, antes do Natal, somar algo e chamar atenção.

Esse ano eu tentei fazer 'a coisa certa', e espero não ter ficado no caminho do curso da vida de ninguém. Eu tenho continuamente diminuído minhas expectativas do que eu acho que mereço ou quero. Eu foquei especialmente no que os Estados Unidos, minha esposa, meus amigos, meus filhos ou Deus devem fazer por mim. Eu tive que me render a cada dia à 'realidade', goste ou não, e, novamente, eu mantenho as expectativas rendidas. É um trabalho duro, especialmente quando há muitos desafios à minha frente. Eventualmente dá certo – tudo dá certo.

Vendo os Estados Unidos, Inglaterra e muitos outros países serem arrasados, ainda mais esse ano, foi de partir o coração. Muitos estão sofrendo – pessoas belas –, é tudo muito triste. Se o 'agora' é um salvador moderno, então espero que ele salve as incontáveis pessoas que estão vivendo nas ruas e nas esquinas há dez anos para manter sua 'segurança'. É uma lição dura - 'a segurança financeira' vai nos decpcionar todas as vezes; de tempos em tempos, ela vai nos decepcionar, e se você está vivendo a memória dos bons velhos tempos ou de quando a vida era muito melhor, então faça uma tentativa de encontrar o 'agora', porque, com certeza, você vai perecer no 'ontem'.

Eu tenho de me lembrar de dar um beijo em alguém que precisa de um beijo hoje, abraçar alguém que precisa de um abraço hoje, e, se eu comer, eu vou me lembrar de dizer obrigado e estar agradecido.

Acho que a compaixão e a esperança hoje se renderam, e o perdão é uma parte do amor e o amor é uma verdadeira e positiva fonte de energia, mesmo para os mais frágeis dentre nós. O amor é um sobrevivente; o amor nos move.

Todos nós temos os componentes que criam o amor; alguns tem de cavar mais fundo para permitir que o amor floresça.

Espero que vocês encontrem o amor, e espero que lhe sirva bem e traga sorriso e alegria de volta a você. Deixe o amor próximo a seu coração, porque, com certeza, vamos continuar a enfrentar mais um ano de realidade.

Como sempre, ergo meu copo d’água e desejo a vocês toda felicidade, saúde e amor em 2011.

Fiquem em segurança. Fiquem fortes.

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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