Iron Maiden em Curitiba: resenha Curitiba Tatuagem
Por Joel Kesher
Postado em 09 de abril de 2011
Alguns esperaram uma vida inteira, outros esperaram 2 anos. Mas todos que estavam no show esperaram para ver novamente o IRON MAIDEN.
Era meio dia de uma terça-feira ensolarada, bonita, e o Expotrade já estava cheio de pessoas guardando seu lugar a fila de um dos shows mais esperados de Curitiba nesse ano. As pessoas que esperaram tanto tempo para ver a banda de perto e que não estavam na pista VIP tiveram uma infeliz surpresa ao ver a grande distância que separava a pista normal do palco.
Problemas na entrada com a autentificação dos ingressos femininos fizeram formar uma fila na entrada VIP, mas ainda assim não houve grandes problemas de organização.
Depois de um esquenta, finalmente o show. A pontualidade britânica não se encaixou dessa vez. 20:54 começou a tocar "Doctor, Doctor" que indicava o início do show. Faltando 2 minutos para as 21hrs a banda entra e mostra porque o IRON MAIDEN é uma das maiores bandas de Heavy Metal do mundo.
A dobradinha Satelite 15... The Final Frontier, El Dorado e 2 Minutes to Midnight botaram fogo no público. Ainda com o som meio desajustado e problemas no microfone, Bruce teve que sair algumas vezes do palco até que tudo estivesse de acordo com o esperado de um show da magnitude do IRON MAIDEN. Então vieram as primeiras palavras de Bruce com o público "Como estamos hoje Curitiba, tudo bem?" e o público não só respondia como urrava e ovacionava o multifuncional frontman.
O show seguiu com as longas The Talisman e Coming Home. Ao começar Dance of Death, o público se extasiou, entrou na penumbra obscura que permeia toca a canção. Mas o sossego durou pouco. The Trooper colocou o público novamente nos eixos do show e The Wicker Man veio para não deixar pedra sobre pedra.
Aqui, Bruce fez uma pausa para conversar um pouco com o público. Ele aproveitou e deu suas explicações sobre os problemas que aconteceram com as grades do show no Rio, falou que sentia muito mas que eles fizeram o possível para compensar o transtorno. Citou o Japão, que infelizmente teve uma catástrofe que impediu a banda de se apresentar lá e depois falou a respeito de todas as pessoas do mundo, que independente de credo, cor, raça ou país, formam um todo e enfatizou: Todos nós somos uma família. Mesmo não sendo irmãos de sangue, temos algo muito grande: temos a música. E aqui entrou Blood Brothers, seguida de When the Wild Wind Blows, melhor música do novo álbum, em minha humilde opinião.
Aqui o show entrou em seu clima de despedida. The Evil That Men Do, Fear of the Dark e Iron Maiden marcaram a saída da banda. Nesta última, finalmente apareceu o tão aguardado e futurista Eddie, que veio com câmera integrada e uma guitarra para levar o público a outro patamar de loucura. Logo em seguida, a banda voltou para tocar The Number of the Beast, Hallowed Be Thy Name, Running Free e finalmente finalizar o show.
Houve despedida, ficou aquele gostinho de quero mais e a ansiedade por uma nova oportunidade de ver a banda. Apesar de um show inferior ao Somewhere Back in Time que rolou na Pedreira, Iron Maiden sempre é Iron Maiden, e dessa vez, tivemos um show futurista, empolgante e que fará com certeza que mais pessoas mantenham erguida a bandeira Up The Iron ainda por muito tempo.
Veja mais em:
http://www.curitibatatuagem.com.br/?p=2802
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