Arch Enemy: Angela fala sobre o "Khaos Legions" e futuro
Por Juliana - AEBR
Fonte: Brazilian Apocalypse
Postado em 23 de maio de 2011
O Fansite Oficial do Arch Enemy no Brasil acabou de postar a tradução da nova entrevista com a Angela Gossow, leia um pedaço abaixo.
Então, o que há de mais novo com o Arch Enemy?
Angela: Bem, nós acabamos de ir para o Marrocos e África do Norte, nós tocamos num festival lá e tocamos algumas músicas novas. Então nós vamos continuar na próxima semana na Europa, vamos tocar no Metalfest em cinco ou seis países. Então vamos pro Graspop, Sonisphere e um monte de festivais de verão. Depois nós vamos aos EUA em setembro / outubro, depois para a Ásia em outubro / novembro, em seguida, voltamos à Europa para uma turnê. Então no ano que vem nós vamos para a América do Sul, nós definitivamente vamos ir para a Austrália, em algum momento e Ásia novamente. Então, sim, vamos estar em turnê a partir de agora.
A banda tem tido uma forte ética de trabalho em turnês já há algum tempo, mas com as vendas de CDs em um estado tão pobre, agora vocês têm de trabalhar ainda mais na estrada.
Angela: Sim, quero dizer, você vende uns 250 CDs e você é ouro em alguns países, entre os dez primeiros, sabe? As vendas de CDs estão... Não vale nem a pena falar porque você não costuma mesmo se recuperar (das vendas). Uma banda agora só precisa fazer turnês ... Eu acho que é possível para as bandas que cresceram mais como projetos de estúdio, pessoas que não estavam tão interessadas em fazer turnês, ainda estarem por aí, mas é muito difícil ter uma banda hoje em dia, porque você quer ganhar a vida com ela.
Sobre o novo álbum agora. Se o título já não fosse uma pista, há um traço distintamente anarquista nele. O que inspirou isso?
Angela: É na verdade ateu e anarquista, porque o "chaos" é soletrado como "khaos", que é a grafia grega. A versão grega vem da palavra "chaos", como a criação do universo. Então, ele tem a teoria do caos por trás dele também, mas com uma anarquia nele, então é como uma combinação. Isso é realmente aquilo em que acreditamos, essa é a nossa atitude. Somos um povo amante da liberdade e todo o álbum é sobre a liberdade pessoal - liberdade do governo, a liberdade de religião, liberdade de pressão social e até mesmo a liberdade de si mesmo, por causa da pressão que as pessoas colocam sobre si mesmas. E nós somos auto-geridos, de modo que realmente vivemos um pouco como anarquistas (risos). Fazemos apenas as coisas que queremos fazer, nós não acreditamos em nenhum deus e nossas letras são muito reais.
Mike (Amott, guitarras), foi citado como tendo dito que este álbum foi um caso de "mais é mais". Pode falar um pouco sobre isso?
Angela: Oh, bem, se você escutá-lo, você vai entender que há um monte de coisas acontecendo. Musicalmente, é uma viagem muito extrema. Eu não tenho certeza se alguém vai gostar, porque ela vai de, eu não sei, como uma parte muito extrema, vamos dizer ‘Cruelty Without Beauty’ ou ‘Cult of Chaos’, então ele vai para essa parte da guitarra muito doce, e depois em uma muito longa e demorada parte de solo. Você sabe, há um monte de coisas diferentes que definem o Arch Enemy, mas nós meio que facilitamos as nossas composições um pouco nos dois últimos álbuns, então nós nos afastamos disso e dessa vez nós pensamos, mais é mais. Agora é muito menos simples eu acho, e há um monte de coisas acontecendo. Eu acho que vai ser muito interessante quando você ouvir o álbum; musicalmente está em todo o lugar.
A banda é conhecida por fazer declarações de intenções viciosas com a faixa de abertura de cada álbum e neste disco 'Yesterday is Dead and Gone ' é no mesmo sentido. Ela grita "abertura de shows" para mim.
Angela: Sim, é verdade, é a música que está abrindo agora. Não é a melhor faixa do álbum, eu acho, mas é muito do estilo Arch Enemy. É como uma abertura totalmente estilo Arch Enemy. Funcionou muito bem para nós, nós tocamos em Marrocos e funcionou muito bem como abertura naquele show. É muito reconhecível, é como, "porra, é o Arch Enemy" (risos). Você sabe? Mas eu acho que existem faixas mais interessantes no álbum, mas como abertura, ela funciona muito bem.
Eu acho que o refrão resume muito bem a mensagem que a banda está tentando apresentar neste disco.
Angela: Sim, "Yesterday is Dead and Gone". Nós não somos uma banda que é muito focada no passado, nós apenas acreditamos em fins naturais e eu acho que é por isso que nós tivemos algum tipo de sucesso, porque nós só continuamos andando para a frente em um caminho. Estamos sempre pensando na próxima coisa que podemos fazer, onde podemos tocar e quais os novos países que podemos descobrir. Nós já estamos escrevendo coisas para o próximo álbum, nós sabemos quando vamos lançar um DVD, então nós somos muito progressivos nessa forma. Estamos sempre marchando para a frente e acho que isso é uma atitude muito positiva. Se você viver no passado, isso meio que te puxa de volta.
Você mencionou um DVD anteriormente e a banda gravou uma vasta gama de covers e faixas bônus para lançamentos no passado. Que outros projetos estão em andamento para o ciclo desse álbum?
Angela: Na verdade, nós gravamos 21 faixas para o álbum, nós estamos colocando 17 faixas no álbum e, em seguida, temos um par de canções que sobraram que vão sair em um EP, acho que na primavera de 2012. Então, nós temos algo novo lá fora para a próxima rodada de turnês. Então, pretendemos lançar um DVD, talvez no final de 2012, em seguida, o novo álbum na Primavera de 2013. Estamos planejando lançamentos, nós não planejamos abandonar o circuito de turnês e músicas em breve - nós temos planos (risos).
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