Colin Hart: roadie publica livro sobre Purple e Rainbow
Por Lara Paiva
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 11 de setembro de 2011
Era julho de 1971, quando Colin Hart, um garoto da cidade de South Shields, Inglaterra, saiu para a sua primeira turnê nos EUA como roadie do MATTHEW’S SOUTHERN COMFORT. A turnê também contava com os grupos FACES E DEEP PURPLE. Durante a viagem, torna-se empresário do Purple, apesar do Ian Gillan (vocalista do grupo) só saber do novo funcionário ao vê-lo derramar um litro a mais de cerveja do que Rod Stewart (vocalista do Faces) havia pedido. Quarenta anos depois, a editora Wymer orgulhosamente apresenta o livro "A hart Life: The life story of Deep Purple and Rainbow's tour manager", que conta as histórias de Hart como empresário dessas bandas de rock.
Ele dedicou aproximadamente 30 anos de sua vida aos grandes roqueiros. Este é um fato e é sua história. Um conto que possui excesso de ganância, petulância, raiva e devoção. Porém está contrabalançado por um extremo puro de talento, carisma e, claro, musicalidade. É constantemente chamado de "simplesmente o cara" por observar todos os conceitos quebrados, maquiagens e mudanças nas formações das bandas. Começou aos 24 anos e deixou 30 anos depois, justificando-se que havia caminhado por toda estrada do rock ‘n’ roll. O livro conta a história de duas mais inovadoras, que depois foram copiadas, banda de rock vista através dos olhos, ouvidos e emoções da "mãe galo" (como Jon Lord o chamava). Hart era, para os grupos, o seu mentor, motorista, cuidador, provedor, protetor, pai e confidente. Na verdade, ele é o único que pode dizer, deste conto, que acompanhou não uma, mas duas bandas gigantescas.
Hart vivia como se estivesse numa montanha-russa, trabalhou para o Purple, durante o período de maior sucesso da banda. Ele estava no cassino que pegou fogo em Montreal, onde depois nasceria a música "Smoke On The Water". Assistiu os lendários concertos no Japão, a saída de Gillan e Roger Glover, a audição em que fez David Coverdale se juntar para banda e o grande Califórnia Jam, festival que teve 400.000 pessoas.
Quando Ritchie Blackmore deixou Deep Purple em meados de 1975 e formou o Rainbow, Colin Hart juntou-se a ele e continuou como empresário da banda durante a sua turnê e viu as diversas formações. Ele foi, invariavelmente, o homem que tinha que dar a notícia para muitos dos candidatos que faziam o teste para a banda: "Nós vamos voltar a falar com você", apesar de nunca retornar!
Mais uma vez, estava no meio do mandato de 9 anos do Raibow. Ele viu o período do Rising (1976), a melhor formação em sua opinião. Também viu os problemas durante a gravação "Long Live Rock ‘N’ Roll", a saída do Ronnie James Dio, a fase Graham Bonnet culminando com o primeiro festival Monsters of Rock em Donington, que foi um grande sucesso comercial durante a fase de Joe Lynn Turner.
Em 1984, quando Blackmore terminou com o Rainbow para se reunir com o Deep Purple, Hart voltou a acompanhar a trajetória daquela gigante banda de rock que estava em uma grande tour pelos EUA em 1985, no que foi a segunda maior turnê que passou por lá naquela época, só perdendo para Bruce Springsteen. Um déjà vu aconteceu na vida de Colin, a saída de Gillan, a entrada de Turner e a saída de Blackmore enquanto Steve Morse surgiu para levar a banda para o novo milênio, embora a história de Colin chegasse ao fim em 2001.
"A Hart Life" foi escrita em parceria com Dick Allix, seu amigo de longa data e foi baterista da Vanity Fare na década de 60. Hart conta a sua história desde sua vida em South Shields até se mudar para Califórnia com o Rainbow, e depois para Flórida, onde vive atualmente. Conta sobre as turnês que acompanhou do Deep Purple e Rainbow, apesar de cruzar com o caminho de Jimi Hendrix, George Harrison, Elton John, Eric Clapton, Led Zeppelin, AC/DC, Def Leppard, Scorpions e Iron Maiden, para poder citar alguns! Uma verdadeira fascinação dentro da história do rock ‘n’ roll por trás dos palcos. Inclui depoimentos do baixista Roger Glover e do sobrinho de Colin, Paul Mann, que conduziu a Orquestra Sinfônica de Londres ao lado de Deep Purple em 1999.
O livro foi publicado, originalmente, em 2008 no Japão com o título "Between A Rock & A Hard Place", este é vendido no site da editora:
http://www.wymeruk.co.uk/Store/index.php?_a=viewProd&productId=1361
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Lenda do thrash metal alemão será o novo guitarrista do The Troops of Doom
O hit do rock nacional que boa parte do Brasil não sabe o que significa a gíria do título
A lendária banda inglesa de rock que fez mais de 70 shows no Brasil
Produtor de "Master of Puppets" diz que Kirk não gravou base no disco; "Tudo era o James"
Paulo Baron revela bastidores da volta do Twisted Sister com Sebastian Bach
Rock e Heavy Metal - lançamentos de faixas, álbuns e mais novidades
Ouça Sebastian Bach cantando "You Can't Stop Rock 'N' Roll" com o Twisted Sister
Emocionado, Sebastian Bach fala pela primeira vez como vocalista do Twisted Sister
Dave Mustaine afirma que não há motivos para não ser amigo dos integrantes do Metallica
As cinco piores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Os discos do Dream Theater que são os preferidos do baterista Mike Portnoy
A capa de álbum do Kiss que Paul Stanley detesta e Gene Simmons ama
O melhor riff da história do heavy metal, segundo Max Cavalera (ex-Sepultura)
Angra foi "várias vezes" atrás de Andre Matos, revela Felipe Andreoli
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
O dia em que Robert Plant chorou assistindo Jimmy Page tocando com outra banda
John Lennon e a canção dos Beatles que teria sido o começo do Heavy Metal



5 bandas de rock que melhoraram após trocar de vocalista, segundo Gastão Moreira
A música que deixou Ritchie Blackmore sem reação em 1970; "um som grande, pesado"
Como Ringo Starr, Isaac Azimov e Lúcifer inspiraram um dos maiores solos de bateria do rock
Hits dos Beatles, Deep Purple e The Doors com riffs "roubados" de outras músicas
Ian Gillan, do Deep Purple, chama David Coverdale de oportunista por defender Blackmore
O guitarrista dos anos 60 que para Ritchie Blackmore estava "20 anos à frente de seu tempo"



