Violator: "ninguém é obrigado a gostar do que a gente faz"
Por Eduardo Cadore
Fonte: Road to Metal
Postado em 30 de outubro de 2011
O blog Road to Metal conduziu entrevista interessantíssima com Poney, guitarrista e vocalista da banda de Thrash Metal VIOLATOR.
Sem medir palavras, essa importante figura do underground nacional conversou sobre os discos da banda, a cena nacional, o começo de tudo e os planos para o futuro. Confira alguns trechos abaixo:
Sobre o que o Thrash Metal representa:
"Pra mim, o thrash sempre foi sobre isso. Mais do que qualquer roupa ou corte de cabelo, o thrash era o tipo de metal que você podia ser você mesmo e falar sobre o mundo a sua volta. Na época que comecei a frequentar shows, o auge do new metal e do metal melódico, era tudo muito pouco honesto pra mim, tudo muito comercial e pouco sincero. A gente queria fazer algo mais honesto e encontramos isso nos LPs velhos do Assassin e do Whiplash que dava pra achar nos sebos aqui da cidade. Foi uma descoberta sonora que funcionou quase como uma auto-descoberta também"
Em relação a banda tocar Thrash Metal, um som oriundo dos anos 80:
"Sobre soar datado, eu tenho certeza que tem pessoas que falam isso da banda até hoje. E tudo bem, não poderia me importar menos. Cada um tem direito a sua opinião, ninguém é obrigado a gostar do que a gente faz. Só gostaria de dizer que nossas intenções são de fazer um som que seja relevante para hoje, não apenas emular uma época que nem vivemos".
Em relação ao processo de composição do já clássico disco "Chemical Assault" (2006):
"Mas devo te falar que, assim como tudo que produzimos com o Violator, não fazemos nada para atender expectativas que não sejam as nossas. Legal que o disco foi muito bem-sucedido, mas o que eu quero dizer é que antes de pensar na recepção das pessoas, a gente faz música pra gente. Se toda essa movimentação thrash acabar amanhã a gente vai continuar tocando isso, porque é uma paixão que une nós quatro e é algo que a gente já fazia antes de rolar uma ‘cena thrash’".
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Sobre o revival de bandas Thrash nos anos 2000:
"Acho que essa retomada do thrash foi a coisa mais legal que aconteceu pro metal nos anos 2000. Quando eu comecei a freqüentar shows, as coisas pareciam mais um desfile de melhor shampoo ou de quem era o mais malvado. O thrash trouxe de volta a diversão, a espontaneidade e a insanidade pros shows de metal. Eu lembro que só fui ver um stage dive de verdade no comecinho de 2004, no nosso show do Paraguai. Foi um momento mágico (risos). "Precisamos levar essa cultura pros shows de Brasília, galera!", lembro de comentar com os caras, porque até então os shows aqui e em vários lugares do Brasil, eram aquela coisa sem-graça, controlada, formatada".
Leia a entrevista completa no link abaixo.
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