Metallica: Ulrich comenta sobre seu maior erro

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Douglas Morita, Fonte: Metallica Remains
Enviar correções  |  Comentários  | 

Lars Ulrich, baterista do Metallica, publicou um texto entitulado "Meu Erro Favorito" para o The Daily Beast, em outubro de 2011, em que conta uma história que aconteceu com ele e o diretor Quentin Tarantino. Confira abaixo a tradução completa.

209 acessosMetallica: vídeo oficial de "Seek & Destroy" em Cologne, Alemanha5000 acessosRock Cristão: as principais bandas nacionais

Meu Erro Favorito

Lars Ulrich sobre dizer não a Quentin Tarantino

Quentin Tarantino quer jantar. OK, podemos arranjar isso... Uma semana depois, estamos em um restaurante em São Francisco, dividindo histórias sobre os vôos mais turbulentos que já pegamos, iniciando a partir de um voo particularmente horrível em que ele embarcou na China. Entre brincadeiras e meias-verdades, chegamos ao motivo da visita, que é sobre sua nova empreitada cinematográfica chamada Kill Bill.

Um dos 30 minutos mais surreais da minha vida foi ter Tarantino a 15 centímetros do meu rosto, olhos dançando, intensamente animado, explicando detalhadamente como ele escreveu e coreografou as duas cenas de luta principais para Enter Sandman e Sad But True. Punhos acertariam rostos nas notas musicais. Chutes seriam dados nos toques do chimbal. Corpos rolariam no ritmo da música. O próximo filme de Tarantino casado com a música do Metallica, tudo no volume máximo.

Eu já estava avançando 18 meses, sentando em um Enormodome, assistindo este espetáculo se desdobrar diante de meus olhos com o maior sorriso na minha cara. Verdadeira poesia cinematográfica em movimento. O maior casamento entre música e filme que o mundo já vira.

Nós ficamos inebriados com a idéia pelo resto da noite, e a empolgação continuou por dias. Finalmente, TA-DA! O roteiro. Todas as 180 páginas. Cara, era longo e denso. Mergulhei de cabeça na brincadeira. Mas aí algo começou a acontecer. Estória, linguagem, viradas, reviravoltas, piadas de kung-fu e jargões - quanto mais eu avançava, mais confuso eu ficava.

Página a página eu percebi que a maioria daquilo estava escrito em um idioma que estava além da minha compreensão. Eu nunca encontrei uma narrativa como essa, que acontece, para mim, em uma cultura bem estrangeira de artes marciais e mitos asiáticos. Minha cabeça dinamarquesa simplesmente não conseguia entender isso. Eu defendi todos os seus filmes, amei ele como pessoa mas, no final das 180 páginas eu fiquei meio confuso e nervoso por não ter entendido. Aí eu comecei a pensar "Faça isso, faça isso!" meu corpo gritava mas minha cabeça estava confusa. Cautelosa. Eu senti uma rara inabilidade de puxar o gatilho.

Nas semanas seguintes a coisa toda murchou enquanto eu continuava não confiando nos meus instintos. No fim, eu nunca respondi a ele. Provavelmente, o maior erro que eu cometi no departamento criativo. Claro que Kill Bill foi mais que brilhante, assim como os filmes seguintes, que foram partes significantes da minha vida nos anos 2000.

Desde então eu venero o chão que Tarantino pisa.

Se apenas...

Por que destacamos matérias antigas no Whiplash.Net?

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, nos links abaixo:

Post de 17 de outubro de 2011
Post de 21 de dezembro de 2012
Post de 01 de junho de 2014
Post de 02 de junho de 2014
Post de 29 de abril de 2015
Post de 31 de março de 2016
Post de 25 de dezembro de 2016

AlturaAltura
Saiba quanto medem 10 ícones "baixinhos" do rock e metal

209 acessosMetallica: vídeo oficial de "Seek & Destroy" em Cologne, Alemanha30 acessosEm 28/11/1987: Metallica lança a compilação em vídeo Cliff Em All720 acessosMetallica: vídeo oficial de "Of Wolf And Man" na França508 acessosMetallica: vídeo oficial de "The Day That Never Comes" em Paris978 acessosMetallica: vídeo oficial de "ManUNkind" tocada ao vivo 1ª vez0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Metallica"

Astros do RockAstros do Rock
Como seriam suas versões tatuadas

MetallicaMetallica
Rock In Rio explica pane que ocorreu durante o show

MetallicaMetallica
James e Kirk falam de tretas passadas

0 acessosTodas as matérias da seção Notícias0 acessosTodas as matérias sobre "Metallica"

Rock CristãoRock Cristão
As principais bandas nacionais

AC/DCAC/DC
Perguntas e respostas e curiosidades diversas

SlipknotSlipknot
Causando medo no cantor Latino durante o Rock In Rio

5000 acessosMax Cavalera: "Deveríamos ter demitido aqueles dois e mantido o nome"5000 acessosMetallica: gosto musical impediu que se tornassem um Maiden5000 acessosChris Cornell: ele não dava sinais de que se mataria, diz esposa5000 acessosAnthrax: "Não sinto a mão, mas consigo tocar", diz baterista4007 acessosExodus: "A Portuguesa do thrash metal", diz matéria da Veja5000 acessosSepultura: as dez canções mais subestimadas da banda

Sobre Douglas Morita

Douglas Morita acha que se existem constantes em sua vida, uma delas definitivamente é o Metallica. Fã da banda desde que se conhece por gente, criou o site Metallica Remains em 1998 e considera o grupo como sua principal - porém, obviamente, não única - influência musical. Além do Metallica, tenta ouvir de tudo um pouco, sem se limitar a estilos ou rótulos.

Mais matérias de Douglas Morita no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em junho: 1.119.872 visitantes, 2.427.684 visitas, 5.635.845 pageviews.

Usuários online