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Against Tolerance: entrevista ao Blog Arte Metal

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Por Vitor Franceschini, Fonte: Blog Arte Metal
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O Against Tolerance surgiu como um projeto em 2008, mas, segundo a própria banda, já não se trata mais de apenas um projeto, e sim de uma formação consolidada que está junto há 2 anos. Decio Thomas (vocais/guitarra), Stefano Manzano (guitarra), Vitor Curi (guitarra), Hugo Bispo (baixo/vocais) e Biel Astolfi (bateria) misturam diversas influências que se transformam, obviamente, em um som versátil. Nada disso adiantaria se os músicos não possuíssem talento e técnica bem apurada. É isso que pode ser ouvido em "Undefined", álbum que exprime bem a sonoridade da banda e possui letras inteligentes de cunho político. O ARTE METAL falou com Decio Thomas para explorar mais esses assuntos, além de contar mais sobre a banda e sua forma de trabalho.

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Conte-nos como surgiu a ideia do projeto e quais os trabalhos anteriores de vocês?

Decio Thomas: Bom, a ideia surgiu de montar uma banda que pudesse mostrar as idéias políticas em que acreditássemos e ao mesmo tempo que fizesse um som diferente do que é feito atualmente. Todos nós tivemos bandas, mas eu (guitarra e vocal), o Vitor (guitarra) e o Hugo (baixo e backing vocal), tivemos bandas de hardcore anteriormente. Já o Stefano (guitarra) tocava em uma banda de Hard rock e o Gabriel (bateria e backing vocal) sempre tocou mais Metal e Rock ´n` Roll.

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A intenção é manter se como um projeto mesmo ou tornar esse trabalho oficialmente em uma banda?

DT: Bom, já somos uma banda consolidada – estamos juntos há dois anos e meio.

Como foi o processo de composição de "Undefined"

DT: Ele demorou um pouco, pois quisemos tentar fazer o melhor som que pudéssemos. Foram dois anos compondo o álbum- e pensamos que valeu muito a pena pelo resultado que conseguimos obter.

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O álbum é versátil, mistura vários elementos do Metal desde o mais tradicional até o mais extremo. Como chegaram a esse resultado e quais as influências de vocês?

DT: A banda sempre pensava em misturar vários estilos, sem muito preconceito - obviamente, coisas deploráveis como tecno-brega jamais fariam parte das músicas; Pensávamos que seria interessante misturar influências incomuns no som- tais como jazz e bossa nova. Desse caldeirão, acabou por surgir o "Undefined". Sobre a segunda questão, temos influência diversas, desde Killswitch Engage, As I Lay Dying, Blind Witness, Metallica, Dream Theather, Between The Buried And Me, The Mars Volta, Led Zeppelin. Gostamos de Hardcore e Punk Rock também; muitos compositores de música clássica; gostamos muito de jazz – Miles Davis, John Coltrane, Dave Brubeck, entre outras influências.

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Destaco "Welcome To The Desert Of The Real", "Zarathustra" e "Memory And Redemption" como grande destaque do disco. Vocês tem preferência por alguma faixa em especial?

DT: Gostamos de todas as faixas. Mas gosto muito de "Memory and Redemption", "Dias Irae" e "Against Tolerance".

O trabalho foi produzido por Andria Busic (Dr. Sin) e masterizado por Heros Trench (Korzus). Como vocês chegaram até eles e como é trabalhar com dois renomados produtores, além de ícones do Metal nacional?

DT: O Andria conhecemos através do Ivan Busic (irmão do Andria e parceiro de banda no Dr. Sin), que dava aulas de bateria para mim e para o Gabriel. O Heros nos foi apresentado pelo Andria, que acabou por mixar e masterizar o disco. Trabalhar com os dois foi muito bom e produtivo, pois pudemos aprender bastante. Ter duas pessoas com muitos anos de estrada foi essencial para que o "Undefined" saísse do jeito que saiu.

Em "Undefined" vocês usam a política como tema central de suas letras. Na opinião de vocês qual o papel da música na conscientização para a busca de um mundo melhor?

DT: Não sabemos o quanto a música pode mudar alguma coisa. Esperamos que a mensagem que passamos possa fazer com que as pessoas tentem pensar de uma maneira diferente do que estão acostumadas. Não queremos pregar e espalhar dogmas, mas sim tentar fazer as pessoas pensarem sobre as condições em que elas se encontram, sua situação no mundo, etc. Existe um ditado, extremamente idiota, aliás, que diz "quem critica muito, nada faz". Devemos inverter completamente esse ditado. Quando se critica algo, a força do pensamento dá novas possibilidades para o agir. E para complementar, atualmente, é de extrema importância que paremos para pensar e refletir. É muito comum ouvirmos o discurso de que é necessário nos engajar em um projeto e fazer alguma coisa. Porém, antes de agir, é necessário pensar e refletir, porque muito do "agir" atual em nada mudou o estado de coisas existente.

Como tem sido a repercussão de "Undefined", tanto por parte da crítica, quanto por parte do público?

DT: A repercussão tem sido muito boa, com a maioria dos reviews positivos do cd e também com cada vez mais pessoas conhecendo e gostando do tipo de som que fazemos.

Na parte de shows. Como está a agenda da banda?

DT: Acabamos de realizar nosso último show do ano em Campo Grande/MS. Estamos com algumas propostas para ano que vêm, e assim que tivermos mais novidades, quem quiser poderá conferir nossa agenda no nosso site (www.againsttolerance.com) e na nossa página do facebook.

Deixem uma mensagem.

DT: Gostaria de agradecer ao Vitor e ao Blog Arte Metal pelo espaço e pela oportunidade. Queremos agradecer também a todos que nos apóiam e que vão aos shows e nos dão força para continuar seguindo em frente. Obrigado.


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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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