John Frusciante: 42 anos e ainda fazendo história no rock
Por Daniel Duque
Fonte: Da Morte ao Mito
Postado em 12 de março de 2012
Nascido em Nova York, no dia 05 de março de 1970 (mesmo ano da morte de Jimi Hendrix), John Frusciante, ex-guitarrista do Red Hot Chili Peppers, completou 42 anos nessa última segunda-feira. A data foi amplamente comentada nas redes sociais e os fãs prestaram várias homenagens ao ídolo a partir do compartilhamento de suas músicas junto a desejos de felicidades, mostrando a grande popularidade do ícone mundo afora.
Após ter se tornado lenda viva graças ao seu estilo funk e minimalista, com solos carregados de sentimento e backing vocals emocionantes, o músico gravou cinco grandes álbuns com os Chili Peppers. Saiu pela primeira vez em 1992, por não aguentar a pressão da fama que o álbum Blood Sugar Sex Magik lhe proporcionou, fazendo-o abandonar a turnê mundial que realizava para cair em um prolongado período de depressão e uso abusivo de drogas, o qual o afastou da música e o obrigou a se internar em uma clínica de reabilitação duas vezes.
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Tendo renascido das cinzas e entrado em uma nova fase espiritualizada, John voltou ao Red Hot em 1998, gravando mais três bem sucedidos álbuns com a banda e, depois de dar como finalizada sua missão com Flea, Anthony e Chad, abandonou-os novamente, dessa vez, de maneira pacífica e respeitosa.
Mas o que tem feito o guitarrista desde que saiu da superbanda californiana? Pode-se dizer que Frusciante fez tudo, menos ficar parado. Mesmo antes de anunciar sua partida, lançou em janeiro de 2009 o álbum The Empyrean, coberto de texturas musicais complexas e coloridas, com belas costuras de pianos e abordagens originais na guitarra, todas sob influências de David Bowie, Genesis, Funkadelic, entre outros grandes artistas. Além disso, é possível identificar a colaboração de seus amigos de longa data Flea e Josh Klinghoffer, que hoje tocam juntos no renovado Red Hot Chili Peppers. Para a agradável surpresa de muitos, o álbum também conta com a participação de Johnny Marr, elogiado guitarrista conhecido pelo seu trabalho na banda The Smiths, tendo influenciado grandes nomes da música posteriormente, inclusive o próprio John.
Frusciante, porém, para a decepção dos fãs de sua extensa carreira solo, absteve-se de fazer uma turnê para o álbum, para que pudesse mergulhar de vez no universo da música e produzir incessantemente ao longo desses três últimos anos. Colaborou com seus amigos do The Mars Volta, lançando também dois álbuns instrumentais em parceria com o guitarrista da banda, Omar Rodríguez-Lopes. Além disso, acrescentou sua guitarra inconfundível a bandas alternativas, como Catherine Ringer e Swahili Blonde, cuja vocalista acabou tornando-se sua mulher ao longo desse período. Por fim, produziu o EP de lançamento da Banda Warpaint, chamado Exquisite Corpse, projetando a atual girl band para turnês internacionais que inclusive já tiveram passagem uma vez pelo Brasil, oferecendo a paulistas e cariocas uma mistura de sons psicodélicos e melodias bem trabalhadas.
Ao longo desses 42 anos, John mostrou uma nova definição de guitarrista. Tendo sido peça fundamental para a conquista do mundo pelos Chili Peppers, afirma hoje que seu trabalho na banda terminou. Ao contrário do que se esperava, não comparecerá à festa na qual o RHCP entrará para o Rock’n’Roll Hall of Fame, consagrando-o definitivamente como lenda. Sua missão aparentemente agora é outra, mas nunca será distante da sua verdadeira e incessante paixão: a música. Já tendo dito inúmeras vezes que vê sua guitarra como extensão de seu braço, John afirma que até hoje sua inspiração vem de espíritos da quarta dimensão, e parece que isso não há de mudar. O que o futuro reserva a esse grande músico, só o tempo poderá dizer.
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