A "banda definitiva" do heavy metal, segundo Lars Ulrich, do Metallica
Por Bruce William
Postado em 08 de fevereiro de 2026
Se você juntar dez metaleiros numa sala, provavelmente sai uma discussão sobre qual banda "definiu" o heavy metal. E aí aparecem nomes, fases, subgêneros, brigas de bar e aquele papo de "isso é metal de verdade" que nunca termina. Lars Ulrich, que vive dentro desse universo desde a adolescência, tem uma resposta bem clara pra isso, e ele não tentou parecer educado ao dizer.
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Ulrich saiu da Dinamarca e foi parar na Califórnia ainda jovem, bem no momento em que a Inglaterra estava despejando no mundo a new wave of British heavy metal. Ele se apaixonou por bandas como Saxon e Diamond Head, procurou gente que topasse tocar som pesado e, nessa procura, acabou chegando ao James Hetfield, o embrião do que viraria o Metallica.
Só que, na cabeça dele, por mais que o metal tenha bebido de várias fontes (blues elétrico, psicodelia, volume no talo), existe um ponto de origem que paira como sombra por cima do resto. Falando sobre o Black Sabbath na cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame (via Far Out), ele soltou um texto que parece mais manifesto do que discurso de homenageado: "Eu não apenas reconheço, como grito de cada maldita varanda que o Black Sabbath é e sempre será sinônimo do termo heavy metal. Não importa como você corte e recorte isso, as palavras 'Black Sabbath' ficam pairando nas sombras lutando pelo primeiro lugar. Em qualquer dia, o gênero heavy metal poderia muito bem se chamar 'música derivada do Black Sabbath'."
A escolha das palavras diz muito: ele não está falando de "gosto pessoal", mas de genealogia. Dá pra tocar mais rápido, mais técnico, mais agressivo, dá pra misturar punk, thrash, o que for - mas, no raciocínio dele, a raiz continua ali. E, vindo do baterista de uma banda que virou referência de peso, isso ganha outro tamanho.
Quando a conversa desce do "Sabbath como pai do gênero" para "qual Sabbath é o Sabbath", o Ulrich também não fica em cima do muro. Em entrevista à Rolling Stone, ele disse que entende quem aponta "Paranoid" ou "Master of Reality", mas que, pra ele, o pico está em "Sabotage" (1975): "Pra mim, o maldito golpe duplo de 'Hole in the Sky' e depois 'Symptom of the Universe'... foi ali que atingiu o auge. E depois vêm as faixas mais profundas: 'Megalomania' é, tipo, uma jornada de heavy metal fundamental. O lado A, se você olhar como vinil, provavelmente é os 20 minutos mais fortes do Black Sabbath."
Ele ainda detalha o que enxerga ali como "molde" do metal que viria depois: "E depois 'Symptom of the Universe' - a simplicidade do riff, a palhetada pra baixo, aquilo é obviamente o projeto-base do núcleo do que hard rock e metal acabaram soando... pelos anos 80 e 90."
E tem um pedaço bem "vida real" nessa história, porque ele lembra qual foi o primeiro Sabbath que chegou às mãos dele. Ulrich diz que ganhou "Sabbath Bloody Sabbath" no Natal de 1973 e que aquilo parecia filme de terror dentro de casa. Aí ele emenda que "Sabotage" tem mais energia acelerada do que alguns discos anteriores, e fecha com uma frase bem objetiva sobre som de estúdio: "Sonoramente, 'Sabotage' é o disco com o melhor som."
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