Por dentro da mente de Paul Stanley, do Kiss
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 04 de maio de 2012
Por Andrew Barker para a revista Variety
Traduzido por Nacho Belgrande
Matéria de abril de 2013
O KISS já há muito tempo tem dependido de turnês e licenciamento de mídias [incluindo venda de discos e inclusão em coletâneas] para manter sua marca aos olhos do público. Na semana passada, o co-fundador do Kiss, PAUL STANLEY, estava ocupado se preparando para uma turnê conjunta com o Mötley Crüe, logo após ter dados os toques finais no disco de estúdio da banda, ‘Monster’, que deve sair entre setembro e dezembro, e será inevitavelmente seguido por outra turnê.
Agora, isso é tudo costumeiro para o veterano de 60 anos. Por mais pasteurizado que o grupo tenha ficado, tornando-se uma pálida versão pastiche de seu espírito e formas originais, a banda parece entrar em seu quadragésimo ano em 2013 em meio a uma indústria musical que em muitos modos remodelou-se na imagem da agremiação.
Apesar de não tentar mais ficar na crista da onda do que está acontecendo nos modismos musicais – como o Kiss fez com a discoteca, depois com o glam metal e até com o grunge – o grupo conseguiu manter seu nome na música popular admiravelmente bem, aparecendo em ‘American idol’ e lançando uma turnê conjunta com o Aerosmith. Ainda assim, o mais notável é o grau que os procedimentos operacionais atemporais do Kiss – marketing agressivo e turnês infindáveis [e enganando os fãs que compraram ingressos para a turnê de 2000, que eles alardeavam como a de ‘despedida’] – posicionaram a corporação para resistir a todos os revéis da indústria na última década.
A banda tem um catálogo de 3000 produtos oficiais, e recentemente assinou um contrato com a detentora da marca Hello Kitty, a Sanrio. Cerveja, caixões e preservativos também já fazem parte da inesgotável lista de itens comercializados. Claro, a postura uber-capitalista do Kiss fora considerada outrora como um anátema do espírito da contracultura do rock n’ roll, o que não é atenuado pelo tamanho que a massa de licenciamentos pela banda tomou, e agora parece destinada a rivalizar com as vendas de merchandise da marca ‘Star Wars’ de George Lucas.
"Nossa credibilidade é definida por nossos critérios, e somos tão críveis como lucrativos", disse Stanley. "É inegável que as fontes não-tradicionais de renda podem ser gigantes, e não maximizar seu potencial fora da música seria absurdo. É o ramo da música, e o elemento de negócio não nega ou mancha a outra porção de tudo. Somos uma banda, e somos uma marca. E sem uma, a outra sofre."
"Só pra dar um exemplo, quando começamos nosso primeiro fã-clube, as pessoas chiaram, os críticos chiaram, outras bandas chiaram. E a questão é o que há de errado em organizar e se conectar com seus fãs? Parecia-me muito pouco altruísta fazer o contrário, e não reconhecer nem alimentar isso. No começo, ficamos surpresos com a hostilidade que a coisa recebeu. Mas, sempre confiamos no nosso taco. Há muitas bandas que não podem fazer o mesmo, porque, bem francamente, elas são chatas."
Apesar de tanta autoconfiança, que sempre acompanhou a música e as empreitadas comerciais do Kiss, Stanley estabelece uma perspectiva mais cândida das bandas que seguem os passos da sua, especialmente quando se fala dos novos modelos digitais que, Segundo ele, "forçam o artista a cederem a um modelo de royalties com o qual eles podem nunca ter concordado caso tivesse tido escolha".
"Eu odiaria estar em uma banda iniciante agora, porque não há pote de ouro pra se correr atrás", ele disse. "Nós viemos numa trilha que, essencialmente, não era muito remota de vaudeville. Você começava como quarto no elenco e gradualmente ia subindo. Você se formava nos bares até os teatros e depois arenas. Quando estávamos no papel principal, nós sabíamos muito bem como sermos o principal. Essa é uma oportunidade que a maioria das bandas de hoje jamais terá, e isso é evidente nos shows delas."
Matéria completa:
http://playadelnacho.wordpress.com/2012/05/05/kiss-por-dentro-da-mente-de-paul-stanley/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Não somos um cover, somos a banda real", diz guitarrista do Lynyrd Skynyrd
Rob Halford revela por que deixou o Judas Priest após "Painkiller"
Cinco versões "diferentonas" gravadas por bandas de heavy metal
Type O Negative ainda não conseguiu convencer tecladista a voltar
A música do Metallica que foi inspirada em "Run to the Hills" (e virou um "patinho feio")
Andi Deris lembra estreia do Helloween no Brasil em 1996
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
A banda dos anos 80 que Pete Townshend trocaria por 150 Def Leppards
Fabio Lione afirma que show do Angra no Bangers Open Air será legal
O único membro do "Angraverso" que tem uma boa gestão de imagem e carreira
A regra não escrita que o Iron Maiden impõe nos solos de guitarra, segundo Adrian Smith
O guitarrista que entrou no lugar de Eric Clapton e não tremeu; "ele era superior aos outros"
Por que em "Ride the Lightning" o Metallica deu um grande salto em relação a "Kill 'Em All"
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
A música que guitarrista tentou estragar, mas virou um dos maiores hits dos anos 90

10 músicas do Kiss para quem não gosta do Kiss
Gene Simmons tentou seguir os passos do The Who e fez o pior disco de sua carreira
A primeira música que Gene Simmons, do Kiss, cantou para uma plateia
A banda de rock que mudou para sempre a vida de Scott Ian, guitarrista do Anthrax
Dez clássicos do rock com vocais terríveis, segundo site britânico
O disco que Paul Stanley nunca quis fazer; "Eu não tive escolha"
The Troops of Doom une forças a músicos de Testament e Jota Quest em versão de "God of Thunder"
Regis Tadeu detona álbum clássico do Kiss: "Soa como se gravado debaixo de um edredom"
Roadrunner: os 50 melhores frontmen de todos os tempos
Andreas Kisser: " O Max tem tanta chance de fazer coisas diferentes com uma galera"


