Kiss: por dentro da mente de Paul Stanley

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
Enviar correções  |  Comentários  | 

Por Andrew Barker para a revista Variety
Traduzido por Nacho Belgrande
Matéria de abril de 2013


300 acessosGene Simmons: Na capa da revista britânica Heavy Music Artwork5000 acessosHeavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1985

O KISS já há muito tempo tem dependido de turnês e licenciamento de mídias [incluindo venda de discos e inclusão em coletâneas] para manter sua marca aos olhos do público. Na semana passada, o co-fundador do Kiss, PAUL STANLEY, estava ocupado se preparando para uma turnê conjunta com o Mötley Crüe, logo após ter dados os toques finais no disco de estúdio da banda, ‘Monster’, que deve sair entre setembro e dezembro, e será inevitavelmente seguido por outra turnê.

Agora, isso é tudo costumeiro para o veterano de 60 anos. Por mais pasteurizado que o grupo tenha ficado, tornando-se uma pálida versão pastiche de seu espírito e formas originais, a banda parece entrar em seu quadragésimo ano em 2013 em meio a uma indústria musical que em muitos modos remodelou-se na imagem da agremiação.

Apesar de não tentar mais ficar na crista da onda do que está acontecendo nos modismos musicais – como o Kiss fez com a discoteca, depois com o glam metal e até com o grunge – o grupo conseguiu manter seu nome na música popular admiravelmente bem, aparecendo em ‘American idol’ e lançando uma turnê conjunta com o Aerosmith. Ainda assim, o mais notável é o grau que os procedimentos operacionais atemporais do Kiss – marketing agressivo e turnês infindáveis [e enganando os fãs que compraram ingressos para a turnê de 2000, que eles alardeavam como a de ‘despedida’] – posicionaram a corporação para resistir a todos os revéis da indústria na última década.

A banda tem um catálogo de 3000 produtos oficiais, e recentemente assinou um contrato com a detentora da marca Hello Kitty, a Sanrio. Cerveja, caixões e preservativos também já fazem parte da inesgotável lista de itens comercializados. Claro, a postura uber-capitalista do Kiss fora considerada outrora como um anátema do espírito da contracultura do rock n’ roll, o que não é atenuado pelo tamanho que a massa de licenciamentos pela banda tomou, e agora parece destinada a rivalizar com as vendas de merchandise da marca ‘Star Wars’ de George Lucas.

“Nossa credibilidade é definida por nossos critérios, e somos tão críveis como lucrativos”, disse Stanley. “É inegável que as fontes não-tradicionais de renda podem ser gigantes, e não maximizar seu potencial fora da música seria absurdo. É o ramo da música, e o elemento de negócio não nega ou mancha a outra porção de tudo. Somos uma banda, e somos uma marca. E sem uma, a outra sofre.”

“Só pra dar um exemplo, quando começamos nosso primeiro fã-clube, as pessoas chiaram, os críticos chiaram, outras bandas chiaram. E a questão é o que há de errado em organizar e se conectar com seus fãs? Parecia-me muito pouco altruísta fazer o contrário, e não reconhecer nem alimentar isso. No começo, ficamos surpresos com a hostilidade que a coisa recebeu. Mas, sempre confiamos no nosso taco. Há muitas bandas que não podem fazer o mesmo, porque, bem francamente, elas são chatas.”

Apesar de tanta autoconfiança, que sempre acompanhou a música e as empreitadas comerciais do Kiss, Stanley estabelece uma perspectiva mais cândida das bandas que seguem os passos da sua, especialmente quando se fala dos novos modelos digitais que, Segundo ele, “forçam o artista a cederem a um modelo de royalties com o qual eles podem nunca ter concordado caso tivesse tido escolha”.

“Eu odiaria estar em uma banda iniciante agora, porque não há pote de ouro pra se correr atrás”, ele disse. “Nós viemos numa trilha que, essencialmente, não era muito remota de vaudeville. Você começava como quarto no elenco e gradualmente ia subindo. Você se formava nos bares até os teatros e depois arenas. Quando estávamos no papel principal, nós sabíamos muito bem como sermos o principal. Essa é uma oportunidade que a maioria das bandas de hoje jamais terá, e isso é evidente nos shows delas.”

Matéria completa:

http://playadelnacho.wordpress.com/2012/05/05/kiss-por-dentr...

Por que destacamos matérias antigas no Whiplash.Net?

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, nos links abaixo:

Post de 05 de maio de 2012
Post de 06 de maio de 2013
Post de 14 de maio de 2014
Post de 14 de maio de 2014

Paul StanleyPaul Stanley
"Guitarristas não aprendem a fazer base"

300 acessosGene Simmons: Na capa da revista britânica Heavy Music Artwork552 acessosMarcos de Ros: Gene Simmons, o Capitalista Malvadão505 acessosAce Frehley: "Anomaly" ganha versão deluxe; ouça música inédita0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Kiss"

KissKiss
Stanley declara não ser gay, Ace admite ter tentado ser bi

KissKiss
Banda é responsável pela rebeldia de Bart Simpson

KissKiss
Veja a capa em 3D do álbum Monster

0 acessosTodas as matérias da seção Notícias0 acessosTodas as matérias sobre "Kiss"

Heavy MetalHeavy Metal
Os dez melhores álbuns lançados no ano de 1985

RockstarsRockstars
As filhas mais lindas dos astros do rock

Heavy MetalHeavy Metal
Os dez melhores álbuns lançados no ano de 1986

5000 acessosPreços: quanto custa para contratar a sua banda favorita5000 acessosBruce Dickinson: vocalistas que ele respeita e admira5000 acessosShow de Rock: as diferenças entre os anos 80 e 20101769 acessosOzzy Osbourne: Sharon conta como o madman quase a estrangulou5000 acessosMetallica: os números explicam porque eles são a maior banda de metal da história3872 acessosTina S: um cover magistral de Master Of Puppets aos 16 anos

Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online