Hetfield e Hammett, do Metallica, falam sobre o "Black Album"
Por Nathália Plá
Fonte: blabbermouth.net
Postado em 25 de junho de 2012
Chris Steffen do The Village Voice entrevistou em junho de 2012 o guitarrista/vocalista, James Hetfield, e o guitarrista, Kirk Hammett, do METALLICA, falando sobre o auto intitulado quinto LP da banda do ano de 1991, conhecido como Black Album. Seguem alguns trechos da conversa.
The Village Voice: A "Nothing Else Matters" foi um grande desvio tomado pela banda. Ela irritou alguns fãs que esperavam thrash metal, mas ainda assim é tocada em quase todos os shows.
James Hetfield: É uma verdadeira loucura, essa foi a música que eu achei que menos tivesse a cara do METALLICA, a que menos provavelmente seria tocada por nós, a última música que alguém iria querer escutar. Foi uma música que fiz para mim no meu quarto durante uma turnê quando eu estava lamentando por estar longe de casa. É bem incrível, é um verdadeiro legado à honestidade e à auto exposição, mostrar seu verdadeiro eu, e aventurar-se, correr o risco de alguém estraçalhar seu coração ou desse alguém entregar-lhe seu coração, e você nunca saberá se não tentar. Isso consolidou, eu acho, o fato de que estávamos fazendo a coisa certa, compondo de coração sobre nossos sentimentos, e não dá pra errar fazendo assim. Ela revelou-se uma música inacreditável ao vivo, e tendo os Hells Angels de Nova Iorque colocado essa música no filme deles, e pessoas se casando ao som dessa música, todo esse tipo de coisa, as pessoas passaram a se identificar com ela. Eu sou grato pelos caras terem me forçado a tirar ela do meu toca-fitas e fazer dela uma música do Metallica.
The Village Voice: O que você acha que é tão convincente nos temas na "The Unforgiven" a ponto de leva-los a decidir revisitar a música em duas sequencias?
James Hetfield: Talvez não esteja pronto, talvez não tenha me sentido perdoado ou capaz de perdoar. É uma daquelas músicas que para mim é bem pessoal, obviamente girando em torno do perdão no mundo e em si e seja contra o que quer que seja que você guarde ressentimento, trabalhar nisso. A melodia propriamente dita nunca saiu da minha cabeça, ela para mim é potente, e liricamente, coisas continuam a vir com ela, e provavelmente pelo fato de que você não deve fazer uma trilogia ou coisa assim, ou continuar compondo sobre a mesma coisa no álbum seguinte. Acho que depois da "The Unforgiven III", nós meio que acabamos com isso. Acho que sou capaz de perdoar, perdoar a mim mesmo e partir pra outra.
The Village Voice: Você já chegou a olhar pro setlist antes de um show, ver a "Enter Sandman", e dizer, "Sério, caras, essa noite não"?
Kirk Hammett: Tem uma certa quantidade de músicas que sabemos que temos de tocar porque o público espera que a gente toque, e músicas que colocamos porque estamos a fim de tocar ou recebemos pedidos. A grande coisa com nossa música é que a maioria delas é realmente, realmente divertida de tocar, e realmente dinâmica, dinâmica a ponto de se acaso quisermos mudar uma parte da música, ou acrescentarmos uma parte, ou tirar, ela vai sobreviver a isso. Quando as músicas começam a ficar um pouco entediantes, o que fazemos e simplesmente muda-las, tirar umas partes, acrescentar, ou torna-las mais dinâmicas, e é o nosso jeitinho de contornar esse fator do tédio, o que acho ser uma abordagem boa, uma abordagem honrosa. Houve vezes que a menção à "Seek And Destroy" me dava náuseas, mas começamos a tocar ela num tom mais pesado, e agora ela soa como uma música novinha em folha para mim. Fizemos a modificação há seis ou sete anos atrás, e a adoro vez após outra.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ozzfest confirma segundo país que receberá o evento em 2027
Digão explica o erro dos Raimundos: "Mamonas Assassinas foram mais inteligentes"
Seven Crossroads Festival anuncia oito atrações, seis delas inéditas no Brasil
A música do Metallica que deixava o público entediado, segundo Kirk Hammett
Em parceria com a Casa da Moeda Real, Pink Floyd lança palhetas em cobre, prata e ouro
Tarja Turunen fará show em São Paulo em maio de 2027
Marcelo Nova e Drake Nova lançam álbum "Onde Judas Perdeu As Botas" pela Radar Records
O clássico do hard rock dos anos 1980 que banda achou tão ruim que regravou
A banda clássica que Dave Grohl achou muito melhor que o Van Halen ao vivo
Malcolm Young era um guitarrista "melhor que Eddie Van Halen", segundo Angus Young
Cogumelo Records: 46 anos no coração do rock pesado de Belo Horizonte
Metallica já era chamado de "vendido" nos anos 80, segundo Lars Ulrich
Ian Hill se afasta temporariamente do Judas Priest devido a lesão no braço
Família de Brent Hinds publica manifesto sobre disputa com o Mastodon
A canção do The Who que Pete Townshend achava horrível e acabou vendendo mais de 1 milhão

Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
James Hetfield explica o que faz de Tony Iommi a sua maior referência
James Hetfield enviou mensagem de apoio quando Dave Mustaine estava com câncer
A opinião emocionada de vocal do Death Angel sobre "Kill 'Em All", primeiro álbum do Metallica
O riff inesquecível que surgiu "do nada" às 3 da manhã para Kirk Hammett
A banda de metal que Jerry Cantrell considera a maior e melhor de todos os tempos
As 7 maravilhas do mundo do heavy metal e como conhecê-las
Os 10 melhores discos da história do thrash metal, segundo o Loudwire
O álbum do Metallica que para Bruce é "seminal", e que o Iron Maiden jamais conseguiria fazer


