Ideologia Rock: Alabama Shakes, a novidade que vale a pena
Por David Oaski
Fonte: Ideologia Rock
Postado em 31 de outubro de 2012
Fiz um post sobre o Black Keys com esse título um tempo atrás e resolvi ampliá-lo a uma sessão, onde pretendo apresentar a quem possa interessar novidades musicais que realmente valem a pena ser ouvidas e não essas porcarias indies que os críticos musicais tentam forçar goela abaixo como nova sensação da Europa ou de um festivalzinho no interior do Missouri.
Dando prosseguimento a sessão, falaremos do Alabama Shakes, excelente banda norte americana formada em 2009, pela vocalista e guitarrista Brittany Howard, pelo baixista Zac Cockrell e pelo baterista Steve Johnson, após o lançamento do primeiro EP fecharia a formação da banda, o guitarrista Heath Fogg.

O som da banda é uma mescla entre soul, r&b, pop, rock e blues, num caldeirão que funciona muito bem, bastante devido ao vozeirão de Brittany, que já foi comparada por algumas publicações a Janis Joplin. Realmente a cantora já pode ser considerada uma das melhores da atualidade, pois sua potência, afinação e feeling de transmitir exatamente o que a música pede são de uma eficácia impressionante para quem tem banda há apenas três anos.
O embrião do Alabama Shakes teve início na escola quando Brittany e Zac começaram a compor e tocar um som mais calcado no rock clássico e rock progressivo. Algum tempo depois, com a entrada de Steve, a banda que tocava covers de Led Zeppelin a Ottis Redding, começou a gravar demos, obtendo boa repercussão. Em Setembro de 2011, gravaram um EP, com quatro músicas, que foi o cartão de visitas da banda para entrar de vez no mainstream.

Em Abril desse ano, a banda lançou seu primeiro álbum, "Boys & Girls", que saiu pela Rough Trade Records e os alavancou instantaneamente a sensação da música mundial. No disco, em diversos momentos, a banda soa como um artista vindo da década de 60, direto dos estúdios da Motown, com aquele climão triste, característico do blues, uma aura pesada nas canções, oriundo do soul e um poder arrebatador em cada faixa, tornando a audição marcante. Os primeiros singles do álbum foram: a cadenciada e bela "Hold On", em que dá vontade de pegar uma garrafa de whisky, puxar uma cadeira e viajar no som; e a densa "I Ain’t Alone", que esbanja melancolia em cada levada do acompanhamento de piano que há na canção. Foi lançado também um videoclipe para "I Ain’t the Same", esta mais pop, com uma melodia mais ensolarada, sempre com performance vocal excelente de Brittany e acompanhamentos agradáveis na guitarra dela própria e de Fogg, com direito a um bom solo. Além dessas, também valem destaque, a pop "Hang Loose", a rockabilly "Heavy Chevy" e a curtinha e ótima "Goin’ to the Party".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O único pecado do Alabama talvez seja justamente pecar pelo excesso na utilização das influências do passado na composição desse disco, sem acrescentar personalidade própria ao som. Sob certo ponto de vista, é possível dizer que falta originalidade à banda, por soar em determinados momentos muito parecido a alguma banda ou artista dos anos 60 ou 70, mas creio que com a maturidade e sequencia de lançamentos a banda azeite seu som e crie uma sonoridade mais bem definida e moderna dentro de sua proposta.
De qualquer forma, vale muito a pena a audição desse disco e dessa banda, que além de entreter, esbanja talento e boas composições, com fontes no passado, mas que soam atuais ainda hoje. Além disso, talvez ao invés de soar datado, o Alabama Shakes seja tão bom que nem parece que foi gravado em 2012. Aguardemos o tempo determinar o lugar da banda na história, enquanto isso vamos curtindo esse belo primeiro álbum.

PS: Poderemos ver a banda em ação em Março do ano que vem, pois eles foram confirmados como uma das atrações secundárias do Lollapalooza Brasil 2013, na noite que terá como headliner o The Black Keys.
David Oaski
Disponível também em:
http://rockideologia.blogspot.com.br/2012/10/a-novidade-que-vale-pena-alabama-shakes.html

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
Bangers Open Air tem datas confirmadas para 2027
Fabio Lione posta mensagem misteriosa no Instagram; "Não direi nem uma palavra"
Richie Faulkner não vê sentido em manter o Judas Priest sem os membros clássicos
O clássico do Sepultura que guitarrista do Limp Bizkit gostaria de ter gravado
Steve Harris não queria que o Iron Maiden tirasse "férias" em 2027
Como a falta de comunicação atrapalhou os rumos do Iron Maiden, segundo Steve Harris
Cranberries relembra música que aborda o desastre de Chernobyl, ocorrido há 40 anos
15 bandas de rock e heavy metal que colocaram seus nomes em letras de músicas
O hit dos anos 1960 que está entre as melhores músicas da história, segundo Slash
O maior cantor da história do rock progressivo, em lista de 11 vocalistas feita pela Loudwire
O álbum do AC/DC que tirou Malcolm Young do sério; "todo mundo estava de saco cheio"
O curioso local em que Iron Maiden fez "Piece of Mind", "Powerslave" e "Somewhere in Time",
O lendário compositor que Ritchie Blackmore só começou a apreciar agora aos 80 anos
Os 100 maiores hinos do rock progressivo segundo leitores da Classic Rock
O hit do Iron Maiden composto em duas semanas: "Minha composição mais ambiciosa"
A época que Kiko Zambianchi viveu numa casa com sete mulheres e conquistou três delas

O grunge não inventou o rock pesado - apenas chegou primeiro à MTV
E se cada estado do Brasil fosse representado por uma banda de metal?
Jaco Pastorius: um gênio atormentado
Para entender: o que é rock progressivo?

