Blue Monday: 30 anos do hit que mudou a música
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 15 de março de 2013
Por Matthew Horton
O trigésimo aniversário do lançamento de ‘Blue Monday’, do NEW ORDER, passou meio batido no último dia 7 de Março. Talvez ninguém pudesse acreditar que a música fosse tão antiga, porque tenha você ouvido-a pela primeira vez semana passada ou em 1983, ela soava como um vento vindo do futuro. Isso faz sentido – o futuro é exatamente o que ela criou.
Vamos ser honestos – ‘Blue Monday’ não fora composta em um vácuo. Ela pode ter influenciado o dance e o rock por décadas, mas vasculhou os arquivos atrás de muita ‘inspiração’ pra ela própria. Aquele som perfurante de baixo, pra começar, fora uma tentativa de emular as pulsações de Giorgio Moroder em ‘Our Love’, de Donna Summer. Excelente trabalho, ficou indistinguível. A trilha rítmica também – é uma simbiose de ’Dirty Talk’, dos pós-disco italianos Klein+MBO, um disco que chamou a atenção de todos os membros do New Order quando ouviram a Hewan Clarke o tocando no Hacienda, e o refrão é chupado de ‘Uranium’, do Kraftwerk.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Mas a genialidade está em pegar elementos isolados e outros truques aprendidos por osmose e os transformar em algo que pareça novo. Quando as pessoas ouviram ‘Blue Monday’, elas não saíram dizendo, "Bem, isso é meio Klein+MBO, e essa parte é puro Bobby O" – elas diziam, "O que diabos é ISSO?" A faixa alimentou as cenas nas quais havia penetrado, pegando emprestado do movimento electro que nos dera Juan Atkins, Derrick May e Kevin Saunderson e tornando-se um pilar essencial do Techno de Detroit do qual o trio acabaria virando pioneiro. Até hoje em dia, Saunderson ainda acha espaço para ‘Blue Monday’ em seus sets como DJ.
Pode ter sido simplesmente a feliz conjunção de tempo e oportunidade, mas ‘Blue Monday’ dá a sensação de um sustentáculo. Pegue aquele empréstimo de ‘Our Love’ – os últimos dias da disco minguando, a agitação da chuvosa Manchester e o resultado é algo completamente diferente. Bernard Summer cita o grande clássico disco de Sylvester, ‘You Make Me Feel [Mighty Real]‘ como outro marco.
A palidez é a maior qualidade de ‘Blue Monday’, desde os vocais robóticos e pálidos de Summer até a desolada melodia de baixo de Peter Hook, e foi só o começo desse primórdio do Techno, ou das ‘Acid Tracks’. O apelo disco manteve o fôlego também – cinco anos depois, Quincy Jones lançaria uma reedição de ’Blue Monday’ em seu próprio selo, o Quest.
No mundo pop, o single de 12 polegadas implicava em zero de imaginação. O mix estendido em média cabia num compacto de 7 polegadas com um minuto extra de viradas de bateria enfiadas no meio ou a introdução tocada duas vezes seguidas ou – se fosse pra ousar – um interlúdio falado. ‘Blue Monday’ se deu conta de todas as possibilidades do formato: você poderia ir à falência com uma capa de disco que deixasse o selo à mostra! Mas você também podia escrever uma música apropriada para a proposta, um monstro que só poderia ser acomodado num pedaço maior de vinil. Sim, ‘Weekender’, do Flowered Up, jamais poderia ter existido sem ‘Blue Monday’. O New Order pegou um formato que era só uma ferramenta prática dos DJs de casas noturnas e o transformou em uma manifestação artística.
Não era pra ser tão crucial e marcante. Era pra ser uma desculpa totalmente automatizada para sair mais cedo pro bar. Um dos quatro apertava o botão e a faixa tomava conta de si própria, permitindo que a banda deixasse que a plateia se acabasse. Isso foi antes de eles se darem conta do quão complicado era fazer com que todos esses sequenciadores e baterias eletrônicas falassem um com o outro.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Vocalista do Moonspell sobre tradução literária: "É mal pago, mas adoro"
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Bangers Open Air divulga as primeiras atrações da edição 2027
Os 25 melhores discos de gothic metal de todos tempos, segundo a Louder
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
Com mais de 40 atrações, Monsters of Rock Cruise fecha cast para viagem de 2027
Edu Falaschi lança "MI'RAJ", capítulo final de sua trilogia conceitual
O político que iniciou a decadência do Rio de Janeiro, segundo Paulo Ricardo
Tarja Turunen lança "Frisson Noir", disco mais pesado da sua carreira solo
As bandas clássicas e nem tanto que estarão no novo game dos criadores do Guitar Hero
Dia dos Namorados: 4 cantoras de Metal e Hard Rock e suas histórias de amor
A opinião de Mike Portnoy sobre o primeiro show da nova baterista do Rush
Anika Nilles conta como aprendeu partes de Neil Peart para turnê com o Rush
Elektra Mustaine capricha no português e canta Vanessa da Mata; "Kiko me ensinou!"
O álbum clássico cuja arte já era ruim mas pareceu ainda pior depois que o título foi mudado
Cinema: 60 filmes pra quem ama Rock e Metal



"Prefiro morrer a tocar com eles novamente": a banda que não se reunirá no Hall of Fame 2026
Peter Hook celebra entrada de Joy Division e New Order no Rock and Roll Hall of Fame
Confira a lista completa de eleitos ao Rock and Roll Hall of Fame 2026
A banda responsável por metade do que você escuta hoje e que a nova geração ignora
A banda que morreu, renasceu com outro nome e mudou a história do rock duas vezes
New York Times: os 100 melhores covers de todos os tempos
