Black Sabbath: Iommi não deixou doença interferir no novo álbum

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Por Nathália Plá, Fonte: blabbermouth.net, Tradução
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Matéria de 11/03/13. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?


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O baixista do BLACK SABBATH, Geezer Butler, disse em uma entrevista para a revista Guitar World que o "13", novo álbum da banda — o primeiro em 35 com a participação de Butler, do guitarrista Tony Iommi e do vocalista Ozzy Osbourne — é também o primeiro que os membros originais fizeram completamente sóbrios. Butler explicou, "Esse foi um milhão de vezes melhor que o último álbum, em que todos estavam com os miolos moles!" Acrescentou o vocalista Ozzy Osbourne, "O 'Never Say Die!' [de 1978] devia ter sido chamado 'We Should Be Fucking Dead!' ['Devíamos estar mortos!']"

O guitarrista do SABBATH, Tony Iommi, foi diagnosticado com linfoma em estágio inicial no fim de 2011. Linfoma é um câncer dos linfócitos, um tipo de célula que forma parte do sistema imunológico. A produção do "13" foi interrompida enquanto Iommi começou quimioterapia, mas não se passou muito tempo até que ele pedisse à banda que mudasse as operações do estúdio Shangri-La de Rick Rubin, em Malibu, Califórnia para a Inglaterra para que ele pudesse trabalhar no material no intervalo entre as sessões de tratamento.

"Tony é o tipo de sujeito que não quer nos decepcionar", disse Butler à Guitar World. "Ele não deixaria sua doença interferir nesse álbum. Ele queria fazê-lo."

A doença de Iommi não foi o único obstáculo para o BLACK SABBATH durante a criação do "13". Apesar de passar um ano compondo com a banda, o baterista Bill Ward decidiu ficar de fora da reunião no início de 2012 em virtude de desavenças contratuais amplamente divulgadas. Após muitas especulações dos fãs sobre quem seria o substituto de Ward, foi finalmente revelado nesse mês de janeiro que Brad Wilk — mais conhecido por seu trabalho no RAGE AGAINST THE MACHINE e AUDIOSLAVE — foi escolhido por Rubin para tocar bateria no álbum.

"Todos adoraríamos ter o Bill no álbum", disse Butler. "Mas de repente surgiu algo. Eu fui para o Havaí quando o Tony começou seu tratamento, e quando voltei o Bill não estava mais na banda."

"A única coisa triste é que o Bill não segurou as pontas", Osbourne disse à revista Revolver. "Teria sido ótimo ter o Bill conosco. Eu nunca entendi o lado negocial dessa coisa. Eu prefiro não chegar a esse ponto. Minha esposa faz isso por mim, e a esposa do Geezer é empresária dele e o Tony tem o empresário dele. Então eu não me intrometo nisso. Mas eles poderiam ter chegado a um acordo com ele. Quero dizer, eu ainda o amo, desejo bem a ele, mas..."

Apesar da banda ter hesitado em um primeiro momento quanto à convocação de Wilk para fazer as faixas de bateria no "13", ele se mostrou à altura da responsabilidade.

"Eu fiquei realmente surpreso", disse Butler à Guitar World. "Ele tem aquele tipo de swing de jazz do Bill Ward, mais do que aquela batida de heavy metal".

O novo álbum do BLACK SABBATH — o 19º da banda no total — sairá em junho. Os títulos das músicas que estarão no CD incluem três faixas monstruosas de mais de sete minutos, "End Of The Beginning", "God Is Dead" e "Epic", bem como uma faixa sobre padres pedófilos assassinos ("Dear Father") e outra sobre o flagelo do vício em metanfetamina ("Methademic").

No mês passado o BLACK SABBATH lançou online um vídeo com cenas de bastidores que leva os espectadores ao estúdio para um vislumbre da criação do "13". Todos os três membros originais parecem satisfeitos por finalmente estarem trabalhando juntos novamente após 35 anos, tendo Iommi dito o seguinte sobre o álbum, "Nem sempre você pode repetir o que fez, você apenas tem de seguir em frente. Será uma versão atual de como foi há 40 anos, eu suponho."

Em outra parte do video, Ozzy disse, "Esse álbum do BLACK SABBATH possivelmente é o álbum mais importante da minha carreira", enquanto Butler acrescentou, "Nós provavelmente estaremos mortos em breve, então enquanto ainda podemos tocar e cantar, nós temos de fazer isso."

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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