África: headbangers do Botsuana em especial de tevê
Por Willba Dissidente
Fonte: Youtube
Postado em 04 de março de 2013
Após a exposição fotográfica "Renegades" de Frank Marshall, a impressionante cena metal africana, especificamente em Botsuana, continua chamando atenção no mundo todo. Dessa vez, o underground local foi filmado num mini-documentário pelos holandeses do Metropolis TV. Reunindo jovens cineatras e produtores de televisão, a meta do Metropolis é contar estórias impressionantes de todos os cantos do globo, já tendo produzidos filmes curtos sobre situações em lugares como Filipinas, Tanzânia, EUA, entre outros, mas não exclusivamente sobre o Heavy Metal.
Intitulado "Metalheads que abraçam coelhinhos no Botsuana", o vídeo (legendado em inglês), que estreiou no fim de janeiro desse ano, nos apresenta "Gunsmoke" que, junto com seu melhor amigo "The Trooper", é dos pioneiros da cena metal de Gaborone, capital do Botsuana. Gunsmoke mora na roça com seu pai e trabalha como criador de coelhos. O estilo de calças apertadas, jaquetas com franja, cinturões, bracetes, luvas, lenços, correntes, botas e chapéus de cowboy, todos devidamente adornados com inúmeros arrebites, gera desconfiança entre os vizinhos e o próprio pai do headbanger, que gosta "de todo o tipo de musica", porém desaprova os hábitos etílicos e aparência "perigosa" de Gunsmoke. "Não somos satanistas, apenas amamos a música, ajudamos uns aos outros e curtimos os filmes de cowboys brancos", declararam The Trooper e Gunsmoke em entrevista.
Um dos méritos do mini-documentário é retratar mais o visual distintivo do heabangers do Botsuana, para além dos fotografados por Marshall e demostrar os fãs de metal em seus respectivos espaços (como o quarto com posters do BLACK SABBATH e IRON MAIDEN nas paredes), e o "Mopipi Bar" onde ocorrem os eventos de rock pesado.
Quando a produção do Metropolis estava filmando em Botsuana, a banda que se apresentava no "Mopipi" era o SKINFLINT, grupo de heavy metal oitentista formado em 2005 e que já conta com 04 discos lançados; um dos favoritos entre os headbangers locais. "Muitas bandas africanas estão ocidentalizando a músicas, mas nós queremos fazer algo diferente, por isso colocamos nas letras mitologias, conhecimentos e crenças ancestrais, o que nós chamamos de African Heavy Metal", declara Giuseppe Sbrana, vocalista e guitarrista do SKINFLINT.
Quando perguntando o porquê do metal ser tão importante para ele, Gunsmoke responde o que qualquer headbangers, não importando onde ele vive diria: "por que me inspira e me fortalece frente as dificuldades". Tal resposta, outra vez, nos mostra que o amor ao rock pesado faz de todos nós headbangers, não importando etnia, religião, cor de pele ou qualquer outro esteriótipo.
Willba Dissidente agradece aos amigos Thiago Viana (São Luis/MA) e Saulo Baldim Gandini (Pouso Alegre/MG).
Nota: em minha matéria anterior sobre a cena underground do metal no Botsuana, mutios comentários foram feitos sobre a incompatibilidade do clima local com as roupas dos bangers. De acordo com o site Infopédia, a temperatura local varia dos 34°C, no âpice do verão, à valores inferiores a zero na época mais rigorosa do inverno.
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