Legião Urbana: Dado comenta sobre tributo, RR e Bonfá
Por André Nascimento
Fonte: G1 Música
Postado em 22 de abril de 2013
Numa entrevista concedida ao G1 Música, o guitarrista da extinta LEGIÃO URBANA Dado Villa-Lobos comentou sobre a polêmica envolvendo tributo a LEGIÃO URBANA (que foi produzido e exibido ao vivo pela MTV, onde no qual ele e o baterista Marcelo Bonfá tocaram músicas da banda tendo o ator global Wagner Moura como vocalista), além de criticar a imprensa pelo tratamento concedido a RENATO RUSSO enquanto estava ele estava vivo e também comentou sobre a possibilidade de encontrar novamente o também legionário Bonfá em outros projetos musicais. Leia abaixo o trecho da entrevista:
G1 - No tributo à Legião Urbana, feito no ano passado pela MTV, o Wagner Moura disse que talvez aquela seria a última vez que veríamos Bonfá e Dado juntos. Mas o Bonfá toca nesse disco.
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Dado Villa-Lobos - É que o disco foi gravado antes de aquilo acontecer. Foi em 2010 que rolou a gravação. Foi antes da Copa do Mundo, o Kassin estava produzindo o disco da Vanessa da Mata, e ela teve que fazer um show na África do Sul. Sobrou uma semana para o Kassin. E ele falou para chamar o Barba [baterista dos Los Hermanos], o Bonfá. O Kassin adora o Bonfá, eu também. Ele começa a tocar e eu não preciso nem olhar. É uma coisa natural.
G1 - Então o show de tributo foi a última vez com vocês juntos?
Dado Villa-Lobos - Com o lance da Legião foi. O lance da MTV com o Wagner foi tão polêmico, tão esquisito a repercussão que teve... Na verdade tinha sido preparado como uma "autocelebração", para lembrar os 30 anos do Legião, daquelas canções. O convite foi da MTV. O Wagner topou a ideia, e é muito fã, conhecia todas as músicas de cor. A gente tentou montar um repertório que passeasse pela história inteira da banda, desde tocar música que jamais tinha tocado: "A Via Láctea", "Esperando por mim". Não era só o Wagner cantando as músicas, tinha também Bi Ribeiro, Andy Gill [do Gang of Four], que sempre foi o cara que admirávamos muito, o Renato era fã. E assim foi. Para mim quem estava lá viveu realmente uma catarse incrível. Valeu muito a pena. E não tem mais sentido repetir. Já foi.
G1 - A repercussão e a polêmica te chatearam de alguma forma?
Dado Villa-Lobos - Não. Acho que o Wagner ficou chateado, claro que chateou. Acho que pegaram muito pesado com o próprio Wagner e a gente por tabela. Era aquele momento, passou. A Legião acabou, já foi. Se estivéssemos na Legião, provavelmente a gente seria esculachado, porque a gente foi muito esculachado. O Renato era tratado como um débil mental, messiânico, pela imprensa. Na época a imprensa fazia esse papel, hoje em dia não, está no dedo de cada um. A gente teve shows bem ruins, só que ficou ali, naquele lugar onde aconteceu. Em cima do palco, você está se arriscando a cada momento, e a gente sabia disso. O próprio Wagner falou que é isso que motiva ele a ser artista, disse: "Eu preciso me arriscar". Para ele foi um grande desafio. Realmente cantar todas as músicas da Legião não é fácil. Tem toda a questão mítica, a aura, que ainda contribui para a reação das pessoas.
G1 - Então é possível encontrar com o Bonfá em outros discos, de outros projetos?
Dado Villa-Lobos - Encontrar o Bonfá não tem problema. O que foi colocado é que não vamos fazer mais aquilo, tocar um show exclusivamente de músicas da Legião. O ápice foi aquele momento. Não cabe mais. Chega.
A íntegra da entrevista de Dado Villa-Lobos pode ser lida no link abaixo:
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