Kamelot: Youngblood diz que novo vocalista superou expectativas
Por Ferrr Barone
Fonte: Blabbermouth
Postado em 31 de maio de 2013
Paul Southwell, da revista australiana Loud, recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista Thomas Youngblood, da banda americana/alemã/sueca Kamelot. Leia um trecho da conversa abaixo.
Loud: Como foi o desempenho do novo vocalista, Tommy Karevik, frente aos fãs mais hardcore?
Youngblood: Ele é absolutamente incrível. Também traz uma dinâmica diferente para o show agora, um pouco mais próximo dos fãs. Eu não tinha certeza de como isso funcionaria, já que ele tinha feito algumas músicas como cantor substituto nos shows. Torná-lo 'o cara' e dizer 'essa turnê é sua' aumentou a confiança dele. Seu tom está perfeito toda noite e ele tem essa super conexão com o público. Junto com a química da banda, todos estamos tendo momentos ótimos. Ele superou as minhas expectativas.
Loud: Na parte de composição, você ainda é o principal compositor?
Youngblood: Até pouco tempo atrás, éramos eu e o vocalista anterior, Roy Khan, mas para esse CD, "Silverthorn", Oliver Palotai, nosso tecladista, e eu, trabalhamos na maioria das músicas. Tommy, o vocalista, também trabalhou nas melodias vocais e letras junto com nosso produtor, Sasha Paeth. É meio diferente, mas trazer Oliver como um dos compositores tem sido muito legal pra mim porque, como um músico bem treinado, posso lhe dar ideias e ele pode traduzi-las para um teclado ou parte orquestrada. No passado isso teria sido algo que faríamos mais tarde, no processo de produção, com nosso arranjador de teclados, Miro (Michael Rodenberg). Estou ansioso para escrever o próximo álbum. Esse CD não foi feito com pressa, mas foi mais rápido do que o normal. Na maioria das vezes é como as coisas são feitas.
Loud: Vocês tem feito isso por quase 20 anos.
Youngblood: Você tem que escrever músicas, não importa que tipo de tecnologia tenha. Quando comecei eu tinha um pequeno gravador de quatro faixas e uma bateria eletrônica. Fiz tudo naquilo, rearranjando os intrumentos entre as faixas pra deixar mais espaço disponível. Foi assim que os primeiros álbums foram escritos. "The Fourth Legacy" foi escrito em quatro faixas, mas depois comecei a trabalhar com computadores e a usar o Sonar e adquiri o ProTools. Tudo que estivemos fazendo estava gravado no processo final com o ProTools. Então comprei um equipamento do ProTools e usei o Superior Drummer. É mais fácil agora copiar e colar versos para evitar gravar as coisas de novo, mas você ainda tem que ser capaz de escrever uma música.
Loud: A tecnologia é um obstáculo, afinal?
Youngblood: Não sei. Há muitas produções boas, mas no fim de tudo, a música está boa? Há alguma melodia boa do vocalista? Você pode corrigir o tom do cantor, mas isso deixa a voz com um bom timbre? Soa original? Você não pode corrigir essas coisas com a tecnologia. Ouço muitas bandas que estão copiando tantos outros artistas, e isso me deixa louco. Um monte de fãs não devem saber que uma certa banda fez algo parecido há cinco anos atrás. O produto da cópia sempre aparece, apesar de tudo, e você tem que tentar ser original, atual e sincero com o seu íntimo, mas tem que crescer também. Isso é o que usamos como lema para cada gravação. Queremos ser diferentes, mas não queremos perder as raízes do que começamos. Isso é realmente importante para nós e para os fãs.
Leia a entrevista completa (em inglês) no link abaixo.
http://www.loudmag.com.au/content/kamelot-a-new-legacy
Assista ao vídeo de "Sacrimony", com o vocalista Tommy Karevik nos vocais.
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