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Phil Anselmo: "cantar afinado é como uma obrigação"

Por Fernando Portelada
Fonte: Blabbermouth
Postado em 30 de julho de 2013

Brandon Marshall do SonicExcess.com recentemente conduziu uma entrevista com o ex-frontman do PANTERA e atual DOWN, Philip Anselmo. Alguns trechos desta conversa estão disponíveis abaixo.

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SonicExcess.com: a abordagem do vocal [no álbum solo de Anselmo] traz o retorno de seus característicos gritos. Por que você se afastou deste estilo por tanto tempo?

Anselmo: "Quanto aos vocais, é simplesmente algo que eu sempre tive e sempre vou ter. Com o DOWN é uma abordagem completamente diferente nos vocais e eles são duas coisas separadas. Se de fato tivesse uma ligação entre os dois, é preciso dizer que você o ouviria mais ao vivo do que no disco. Com o DOWN eu tenho esta infeliz tarefa de cantar no tom, o que é um dos meus maiores inimigos, porque cantar afinado é como uma obrigação. Com minhas coisas solo, há uma precisão a ser alcançada, mas graças a Deus o tom está fora do jogo. Isso torna tudo mais fácil para idiotas como eu. Posso fazer vários tipos de vocais, mas com o DOWN é uma questão do que cabe e do que não. A música do DOWN é do DOWN em minha mente. Nós conhecemos este gênero de cima a baixo. Quanto às extremidades, as coisas solos são uma ótima saída para isso. Então estou tentando manter esses dois separados, se você me entende."

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SonicExcess.com: Você disse várias coisas no palco. Este homem lá em cima é o verdadeiro Phil ou um personagem de rock. Você se arrepende de algo?

Anselmo: "Primeiro e mais importante, eu estou no palco desde que tenho 13 anos. Eu desenvolvi um personagem para o palco, mas honestamente... Eu não acho que exista nada de falso sobre ele. Eu tenho os mesmos pés no chão no palco que eu tenho fora dele. Eu realmente quero que as pessoas tenham certeza disto. Eu quero que eles sintam que ao invés de eu ser este intocável personagem no palco, e passar um show com eles sentindo: 'Ok, nós vimos um show.', prefiro que eles sintam que estavam lá comigo naquela noite, entende? Eu gosto de ficar com o pessoal, gosto de relaxar lá. Você menciona um maldito personagem de rock, eu nunca fui uma estrela de rock, JAMAIS em minha vida. As pessoas querem me colocar nesta posição ou pintar-me assim, mas por mim, eu me considero um fanático por música como todos os outros. Eu sou um fã de música. As pessoas olham para o sucesso e pensam que você nasceu com isso. Isso não é verdade. Quebrei todos os ossos do meu corpo pela música, todas minhas cicatrizes, toda gota de sangue derramada no palco é real. Isso não chega em uma colher de prata na sua boca. Isso é trabalho duro, muito tempo, muitos shows na minha conta e muito tempo na estrada. A parte do arrependimento... claro. Houve um momento com o PANTERA, que eu mal conseguia ficar de pé. Eu estava com muitas dores desta severa lesão nas costas. Todo o tempo estava reservado para turnês, gravações e minha carreira. O pico da popularidade do PANTERA aconteceu quando eu estava com as dores mais agonizantes. De forma alguma, após seu disco se tornar o nº 1 da Billboard e você ter a banda que... Primeiro, eu sou um grande pessimista e quando eu penso sobre o sucesso, não gosto de especular, porque assim você só causa decepções se isto não se tornar verdade. Eu não acho que ninguém do PANTERA pensou: 'Jesus, um dia nós vamos ser a maior banda do mundo'. Ninguém pensou isso, ninguém sentia isso. Tudo que sabíamos era aparecer lá e tocar nossa música com toda aquela raiva. Para resumir, quando eu estava com a dor extrema, eu tentava esconder e diluir esta dor com bebida e analgésicos. Esta merda levou às drogas. Eu falei coisas e abri minha boca pra falar de bandas e eu falava muita merda que não devia durante os shows do PANTERA. Eu estava neste demente estado de animal ferido onde eu extravasava e aquilo não era eu. Isso mostra o poder do uso de drogas e álcool em um corpo e o que isso faz com sua mente. Quando você se sente horrível por dentro, é isso que você leva lá fora. Sim, eu me arrependo disso. Me arrependo muito. Tenho muita sorte de não estar mais nesta posição. Eu uso estes dias como um grande exemplo de onde não chegar de novo com minha vida. Eu uso isso como experiência, mas sim, sim, há arrependimentos. Com este massivo sucesso que não conseguia compreender em meus 20 anos, nem em meus 30, eu não podia entender o sucesso. Se eu tivesse levado isso mais a sério, ou tratado meu corpo como David Lee Roth ou Henry Rollins, ou um destes caras que estão bem em forma, e mantido uma atitude positiva para o bem estar do palco como eles fizeram... Em outras palavras, eu gostaria de não ter pulado de um palco de bateria de dois metros completamente bêbado, tentando aterrissar com precisão. Em outras palavras, eu basicamente cavei minha cova vivendo este estilo de vida ao máximo, e eu falo do estilo louco rock and roll de ficar bêbado todas as noites como o PANTERA viveu. Nós vivemos esta merda ao máximo e isto não é recomendado para ninguém. Eu deixaria as festas para depois, ou para dias de folga, cara."

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A entrevista completa pode ser lida, em inglês, em:
http://sonicexcess.com/Philip%20Anselmo/Philip_Anselmo_interview2013.html

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Sobre Fernando Portelada

25 anos, Blogger, Podcaster, Gamer, Leitor de Quadrinhos, Ouvinte de Rock, Jornalista, e chato acima de tudo. Ouviu Imaginations From The Other Side do Blind Guardian aos 13 anos, emprestado por um amigo de escola. Ainda é um de seus álbuns preferidos.
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