Phil Anselmo: a entrada no Pantera e a influência do Slayer

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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Matéria de 20/07/13. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Em uma nova entrevista com o jornal Phoenix New Times, o ex-vocalista do PANTERA, e atual frontman do DOWN, PHILIP ANSELMO, foi perguntado sobre quais teriam sido as melhores e mais corretas escolhas que ele fizera quando mais jovem que, caso não as tivesse feito, o PANTERA tal como conhecemos hoje não teria sido uma banda.

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“Bem, honestamente, muito trabalho duro”, começou Anselmo. “Eu estava numa banda em New Orleans aos 13 anos de idade, e fazendo meus primeiros shows. Eventualmente eu entrei para uma banda com caras mais velhos... eu sempre fui o membro mais jovem, de algum modo.”

“Era assim: eu costumava chegar em casa vindo da escola e ensaiar com o álbum ao vivo ‘Unleashed In The East’ do JUDAS PRIEST e cantá-lo umas duas vezes antes dos meus pais chegarem em casa do trabalho. E uh, todo esse treino me ajudou a amadurecer mais do que alguns de meus colegas músicos, e isso ficou evidente. Eventualmente, com a banda em que eu estava, eu ainda estava no ensino médio e estávamos fazendo cinco shows por semana, sets de uma hora toda noite. Então eu fiz meu dever de casa na porra do palco, fosse com músicas do JUDAS PRIEST, IRON MAIDEN, SLAYER, MOTORHEAD... acabou compensando porque me deu flexibilidade. E isso foi bem antes das bandas de Black e Death Metal explodirem.

“Então quando eu entrei para o PANTERA, rolou porque estávamos tocando no mesmo circuito. Quer dizer, New Orleans fica a apenas uma hora de avião de Dallas, então estávamos tocando nos mesmos lugares. Sempre ouvíamos falar do Pantera porque diziam que eles seriam a próxima grande banda. E todos sabíamos sobre DIMEBAG ser um grande guitarrista. Fiquei sabendo que o vocalista de longa data deles, Terry Glaze, deixara a banda, e que eles precisavam duma porra de vocalista. Meu nome veio à tona e eles entraram em contato comigo e me testaram numa noite. Nós tocamos juntos. Foi uma experiência breve, mas fantástica. Quatro dias depois, eu estou de volta à Nova Orleans. Dimebag me ligou e disse, ‘O que você acha?’ e eu perguntei ‘Do que?’ Ele disse que eles tinham um show em Shrevesport e perguntou se eu queria tirar um som. Então eu disse, ‘Vamos’. Eu tinha uma bolsa pequena com umas duas camisetas e umas duas cuecas e shorts, e só... [risos]. E eu acho que também uns discos de vinil que eu carregava debaixo do braço, cara... e eu fui pra Dallas de avião, e o resto é história.”

“Pra mim, tive que trabalhar muito antes de entrar pro Pantera.”

“Quando eu entrei no Pantera, eles estavam passando por uma fase de completa reformulação, sabia? Depois de Terry Glaze sair, eles não pararam. Eles tiveram uns cinco vocalistas substitutos que o público deles rejeitou, e foi difícil. Mais uma vez, eu era apenas um cantor novo no pedaço. Então tínhamos que reconstruir o séquito de fãs que o Pantera tinha quando jovem. Eles tinham tido sucesso bem no começo com Glaze. Exemplo: eles lotaram esse pico chamado Bronco Bull naquela época, e cabiam umas 1500 a 2000 pessoas, o que é um grande feito, especialmente ao levar em conta que eu só estava tocando em bares em Louisiana que tinham capacidade de 50 pessoas. Então reconstruir aquele segmento de fãs foi um desafio. E daí também remodelar a banda fora um desafio ainda maior. Eu tinha minha ideia do que era pesado, e eles tinham a ideia deles do que era pesado. Então houve bastante aprendizado entre nós quatro, e muito amadurecimento entre nós até para chegar ao ponto nós de fato destruímos o mito da banda de bares. E as bandas de bar dos anos 80 tinham que se vestir e parecer com o MÖTLEY CRÜE, ou não faziam shows. Então pra mim, isso foi um dos períodos mais difíceis da minha vida, porque eu estava fazendo esse papel e eu odiava aquilo pra caralho, na real. Eu estava infeliz com aquilo. E os caras do Pantera sabiam disso, e eventualmente conseguimos reconstruir nosso culto de fãs através de música mais pesada e muitos capítulos diferentes sobre fazer por merecer e aprender sobre o respeito do Heavy Metal Super-Underground daquele tempo.”

“E eu posso citar KERRY KING do SLAYER nos anos 80,quando ele apareceu e nos viu em uma casa noturna, e ficamos amigos dele. Ele costumava vir nos assistir – mais uma vez, isso foi bem antes de sermos contratados por qualquer gravadora grande – e ele vinha e tocava conosco. E eu acho que isso foi uma grande influência na banda inteira, porque na época eu acho que Dimebag era basicamente um fã de METALLICA, e eu era muito mais fã do SLAYER, e havia uma diferença naquela época. Para Dimebag. Tocar com Kerry King, eu acho que isso mostrou a Darrell que era um desafio incrível tocar esse tipo de música e ele passou a ter todo um respeito novo ao tocar com Kerry King. Então eu acho que toda essa conexão com o SLAYER é super-imperativa pro futuro do Pantera, e também com a reconstrução da base de fãs antes de sermos contratados, e eventualmente estávamos arrebatando tanta gente que eu tive que dizer, ’caras, nós não temos mais que tocar em casas noturnas’. e foi aí que toda a lycra foi pra lata de lixo, o que foi um dos dias mais felizes da minha vida, porque podíamos ser nós mesmos e deixar que a música falasse por nós. Podíamos ser nós mesmos. Foda-se a imagem. E é dessa escolha que eu venho. Deixe que a música fale por si, e deixe que a imagem apareça depois e apenas deixe que as pessoas tirem suas próprias conclusões.”

“Então nos vencemos a cena das casas noturnas, cara, e isso foi um feito fantástico. E o resto, é obviamente, história.”

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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